A erradicação do trabalho infantil

Authors

  • Fellipe Oliveira Uliam

DOI:

https://doi.org/10.46814/lajdv6n1-015

Keywords:

trabalho infantil, direitos humanos, OIT

Abstract

As crianças pobres no Brasil começam a trabalhar por necessidade. Algumas delas entram muito novas no mercado de trabalho, para ajudar no sustento das suas famílias. Algumas das famílias querem que elas continuem os seus negócios. No que se refere à regulamentação de padrões trabalhistas globais e à proteção do trabalho, a OIT é o fórum mais legítimo e adequado. O Brasil reconheceu, desde sua criação, o importante papel que a organização poderia desempenhar. Foi um de seus fundadores e é um dos membros permanentes de seu Conselho de Administração - instância executiva da OIT. Refletindo no fato de que o Brasil é um dos membros que mais ratificaram normas criadas pela OIT. De acordo com um recente censo, feitos por uma agência, existem, no Brasil, mais de 4 milhões de crianças estão trabalhando. Todavia, é muito difícil estimar a real quantidade de crianças que atualmente trabalham, porque muitas trabalham sem pagamento, ajudando os seus parentes ou então trabalham para patrões que não fornecem informações para o censo. Alem disso o trabalho infantil vem a causar impactos para a criança: os visíveis são as seqüelas, como problemas de coluna por ter que carregar excesso de peso; riscos de intoxicação por ter contato direto com produtos químicos; Os impactos não-visíveis, são os efeitos psicológicos, muitas crianças ainda trabalham um número excessivo de horas, sendo prejudicado também pelos aspectos culturais “benevolentes” que envolvem o emprego de crianças nessa atividade. A instrução é a chave para a liberdade, para o desenvolvimento econômico e não de outra maneira.

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Published

2024-02-09

How to Cite

ULIAM, F. O. A erradicação do trabalho infantil. Latin American Journal of Development, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 223–233, 2024. DOI: 10.46814/lajdv6n1-015. Disponível em: https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/jdev/article/view/1563. Acesso em: 23 feb. 2024.
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