Journal Archives of Health https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah <p>The <strong>Journal</strong> <strong>Archives of Health (AH)</strong> is a scientific dissemination body in the health area, covering the sub-areas of Biological Sciences, Physical Education, Physiotherapy and Occupational Therapy, Speech Therapy, Nursing, Pharmacy, Nutrition, Dentistry, Public Health, Medicine and its clinical specialties, Medicine and its surgical specialties, and, other approaches in health and medicine. It is a quarterly publication with continuous flow article submission system, whose objective is to disseminate knowledge in the health field, through the publication of scientific articles that present original contributions, both empirical and theoretical.</p> <p><strong>ISSN: 2675-4711</strong></p> <p><strong>DOI prefix of AH: 10.46919</strong></p> <p><strong><a href="https://scholar.google.com/citations?hl=en&amp;view_op=search_venues&amp;vq=%22archives+of+health%22&amp;btnG=">h5-index = 3</a> | </strong><a href="https://scholar.google.com/citations?hl=en&amp;view_op=search_venues&amp;vq=%22archives+of+health%22&amp;btnG="><strong>h5-median= 6</strong></a></p> Latin American Publicações Ltda. en-US Journal Archives of Health 2675-4711 Lipoblastoma benigno de membro superior: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1673 <p>Introdução: O lipoblastoma é um tumor raro, benigno e encapsulado que surge da gordura branca embrionária, que ocorre predominantemente em bebês e crianças. Materiais, sujeitos e métodos: Este estudo utilizou uma revisão sistemática para investigar “Lipoblastoma Benigno de Membro Superior”. A pesquisa foi conduzida de acordo com as diretrizes PRISMA (Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses), assegurando uma abordagem rigorosa e padronizada. Foram realizadas buscas detalhadas nas bases de dados PubMed, Scielo, e Google Scholar, abrangendo publicações entre 2000 e 2023. Resultados e discussão: A partir de evidências recentes, entende-se que os exames radiológicos possuem limitações no diagnóstico e consequentemente no tratamento, podendo ser aplicada a punção aspirativa com agulha fina (PAAF) eventualmente, porém o diagnóstico definitivo é realizado através do exame histopatológico. Uma vez que ocorra crescimento progressivo e infiltrativo, o tratamento de escolha será a excisão cirúrgica completa, tendo em vista não trazer maior comprometimento funcional. Considerações finais: O reconhecimento precoce e o manejo adequado da hidrocefalia pós-craniotomia descompressiva são essenciais para minimizar o impacto negativo sobre os desfechos clínicos e a qualidade de vida dos pacientes. Estratégias de prevenção e tratamento devem ser individualizadas, levando em consideração os fatores de risco específicos de cada paciente e as características da lesão neurológica subjacente.</p> Camila Taveira de Castro Catarina Mathias Di Guimarães de Aquino Quintaes Ana Clara Santana Nogueira Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1673 e1673 10.46919/archv5n3espec-001 Revisão sistemática da literatura no tratamento cirúrgico da Rinossinusite Crônica na infância: qual a melhor abordagem? https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1674 <p>Introdução: a Rinossinusite Crônica (RSC) pediátrica pode ser&nbsp; definida como a presença de dois ou mais sintomas. Um desses, pelo menos, deve ser a obstrução nasal/congestão nasal ou a rinorreia nasal (anterior ou posterior), acompanhados ou não de dor/pressão facial e tosse por pelo menos 12 semanas, confirmado por exame de tomografia computadorizada dos seios paranasais (TC SPN) ou endoscopia nasal. Objetivo: Realizar uma revisão sistemática da literatura sobre o tratamento cirúrgico da rinossinusite crônica na população pediátrica e qual seria o tipo de abordagem com melhores resultados. Materiais, sujeitos e métodos: Foram utilizados artigos publicados na base de dados do SciELO e PubMED, entre os anos de 2003 e 2019. Resultados e Discussão: A literatura sobre rinossinusite crônica em adultos é extensa, com múltiplos estudos randomizados controlados validando diversas técnicas cirúrgicas. Em contraste, há uma escassez de estudos focados na população pediátrica, evidenciando a necessidade urgente de pesquisas adicionais para estabelecer diretrizes mais robustas e eficazes para o tratamento cirúrgico da rinossinusite crônica em crianças. A variabilidade nas respostas ao tratamento e as diferentes comorbidades associadas sublinham a complexidade da doença na infância e a necessidade de abordagens mais personalizadas. Considerações Finais: O tratamento cirúrgico pode ser indicado na rinossinusite crônica na infância após falha terapêutica. Os resultados apontaram que a adenoidectomia, quando associada a algum tipo de abordagem aos seios, apresenta melhores resultados.</p> Catarina Mathias Di Guimarães de Aquino Quintaes Camila Taveira de Castro Ana Clara Santana Nogueira Esteban Palácios Junior Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1674 e1674 10.46919/archv5n3espec-002 A influência da craniotomia descompressiva no desenvolvimento de hidrocefalia: uma revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1675 <p>Introdução: A craniotomia descompressiva é um procedimento neurocirúrgico vital utilizado no manejo de condições neurológicas agudas, como trauma craniano grave, hemorragia intracraniana e infarto cerebral extenso. Este procedimento envolve a remoção parcial do crânio para aliviar a pressão intracraniana elevada e prevenir lesões cerebrais secundárias. No entanto, apesar dos benefícios consideráveis, como a redução da mortalidade e melhoria dos desfechos neurológicos, há uma preocupação crescente com as complicações pós-operatórias, particularmente a hidrocefalia.&nbsp; Objetivo: Realizar uma revisão sistemática da literatura a respeito da influência da craniotomia descompressiva no desenvolvimento de hidrocefalia. Materiais, sujeitos e métodos: Este artigo de revisão foi elaborado com base na análise de artigos científicos e revisões publicadas e referenciadas em bases de dados como Medline/PubMED, SciELO e Cochrane, abrangendo o período de 1990 a 2024. Além disso, foram consultados manuais e diretrizes relevantes na área da neurocirurgia. Resultados e discussão: Evidências recentes indicam uma associação significativa entre a craniotomia descompressiva e o aumento do risco de desenvolvimento de hidrocefalia pós-operatória. Os mecanismos subjacentes a essa complicação ainda não estão completamente elucidados, mas fatores como a reabsorção inadequada do líquido cefalorraquidiano e alterações na dinâmica do fluxo cerebrospinal parecem desempenhar um papel crucial. Considerações finais: O reconhecimento precoce e o manejo adequado da hidrocefalia pós-craniotomia descompressiva são essenciais para minimizar o impacto negativo sobre os desfechos clínicos e a qualidade de vida dos pacientes. Estratégias de prevenção e tratamento devem ser individualizadas, levando em consideração os fatores de risco específicos de cada paciente e as características da lesão neurológica subjacente.</p> Lorena Ferreira Fernandes de Souza Pedro Machado Batista Graciano Samuel Ferreira de Souza Nathalia Akemi Vignoli Victória Nunes Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1675 e1675 10.46919/archv5n3espec-003 Revisão sistemática da recuperação de trauma raquimedular com terapia antioxidante https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1676 <p>Introdução: A lesão medular pode ocorrer por trauma direto da medula, lesão primária, e após, lesão secundária, em que ocorre liberação da cascata inflamatória e espécies reativas de oxigênio, decorrente de hipóxia, isquemia e necrose. Nesse processo, há consumo de mecanismos protetores antioxidantes. Atualmente, estão sendo discutidos tratamentos para reduzir o dano da lesão medular secundária, dentre eles, a terapia antioxidante. Objetivo: Objetiva-se revisar e analisar sistematicamente na literatura os efeitos da terapia antioxidante na recuperação de trauma raquimedular. Método: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos nas bases SciELO, PubMed e LILACS. A busca foi realizada em bases de dados eletrônicas com os seguintes descritores: "trauma raquimedular", "terapia antioxidante", "recuperação" e "antioxidantes", sem delimitação de período, a qual resultou em 221 manuscritos. Resultados: Estudos mostram evidências de proteção, advinda dos antioxidantes, de neurônios, axônios, mielina e organelas intracelulares, presentes na medula espinhal da lesão primária do trauma raquimedular, uma vez que esses diminuem a peroxidação lipídica para os níveis basais pré-traumáticos, evitando lesão secundária. Não só isso, como também foi observado influência da terapia em expressão de receptores dos macrófagos e fatores de crescimento, diminuição de nível tecidual de óxido nítrico, modulação de citocinas inflamatórias e indução de neuroplasticidade. Conclusão: É evidente que a terapia antioxidante favorece uma melhor recuperação na lesão pós-trauma, minimizando efeitos de lesão secundária. Devido a isso, a terapia com antioxidantes deve ser considerada por proporcionar neuroproteção e, dessa forma, melhor prognóstico funcional ao paciente vítima do trauma.</p> Larissa de Araújo Correia Teixeira Melanie Nogueira Carbonieri Eron Matheus Leite Moreira Lorena Moreira Couto Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1676 e1676 10.46919/archv5n3espec-004 Hemangioblastoma extradural medular: revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1677 <p>Introdução: Medullary extradural hemangioblastoma is a rare neoplasm of the central nervous system, characterized by its location outside the dura mater, predominantly in the medullary region of the spine. Objetivo: este estudo pretende fazer uma revisão da literatura acerca do tema, identificando possíveis lacunas no conhecimento atual sobre o hemangioblastoma extradural medular e sugerir direções para pesquisas futuras. Materiais, sujeitos e métodos: As fontes utilizadas para a descrição do nosso relato de caso e revisão foram embasadas em artigos de revisão, revisões sistemáticas, metanálises disponíveis no MEDLINE, EMBASE e SciELO. Resultados e discussão: a literatura médica afirma que a sintomatologia do Hemangioblastoma extradural medular não é bem marcada, podendo se apresentar com dor lombar, pela compressão, ou algum déficit motor, como por exemplo, a fraqueza muscular e/ou disfunção do controle do sistema geniturinário. Considerações finais: O acompanhamento clínico é possível para os pacientes assintomáticos, mas a técnica microcirúrgica é a abordagem de escolha, ressaltando a alta chance de recorrência observada quando associado a síndrome de von Hippel-Lindau.</p> Lorena Ferreira Fernandes de Souza Pedro Machado Batista Graciano Samuel Ferreira de Souza Nathalia Akemi Vignoli Victória Nunes Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1677 e1677 10.46919/archv5n3espec-005 Tratamento endoscópico da Espondilodiscite: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1678 <p>Introdução: A espondilodiscite é uma infecção que envolve osteomielite vertebral, espondilite e discite, uma vez que atinge o disco intervertebral e os corpos vertebrais contiguos. A osteomielite vertebral e discite podem acontecer simultaneamente (espondilodiscite) ou independentemente. Objetivo: Este estudo objetiva fazer uma revisão sistemática da literatura sobre o tratamento endoscópico da espondilodiscite. Materiais, Sujeitos e Métodos: foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados na plataforma PubMED, entre os anos de 2015 e 2021. Resultados e Discussão: O tratamento da espondilodiscite, uma inflamação da coluna vertebral causada por infecções, tradicionalmente envolve cirurgia aberta, que pode resultar em complicações e longos períodos de recuperação. No entanto, técnicas endoscópicas têm emergido como alternativas promissoras, oferecendo benefícios significativos em termos de segurança, eficácia e recuperação pós-operatória. Considerações Finais: A cirurgia endoscópica tem grande potencial para ser referência em tratamentos como da espondilodiscite, porém há necessidade de capacitação e atualização dos cirurgiões e dos outros membros da equipe cirúrgica, mesmo aqueles habituados às técnicas endoscópicas.</p> Eron Matheus Leite Moreira Melanie Nogueira Carbonieri Larissa de Araújo Correia Teixeira Lorena Moreira Couto Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1678 e1678 10.46919/archv5n3espec-006 Bloqueio do nervo femoral versus fentanil por via venosa em pacientes adultos com fraturas de quadril: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1679 <p>Introdução: O uso de opioides no pós-operatório de cirurgias ortopédicas vem aumentando com o passar dos anos. O fentanil tem sido utilizado, pois além de ofertar analgesia durante o ato cirúrgico, também proporciona alívio álgico no período pós-cirúrgico. Entretanto, seu uso a longo prazo vem sendo bastante associado ao abuso e dependência de opiáceos. Em contrapartida, no bloqueio do nervo femoral apresenta uma alternativa interessante quanto a dor perioperatória, reduzindo a administração de opióides na internação. Esta revisão sistemática visa comparar o uso intravenoso de fentanil com o bloqueio do nervo femoral para fins de analgesia pós-operatória, em pacientes adultos que foram submetidos a cirurgias ortopédicas no quadril. Materiais, sujeitos e métodos: A fim de realizar esta revisão sistemática, foi realizada buscas e consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na PubMED, Scopus e Web of Sience entre os anos de 2010 e junho de 2024. Resultados e discussão: Há fortes evidências de que o bloqueio do nervo femoral tem sido superior ao o uso de fentanil intravenoso tanto no período perioperatório como no pós-cirúrgico, tendo sido observado uma diminuição significativa no uso de opióides reduzindo sedações exageradas, efeitos colaterais, gastrointestinais e o tempo de internação dos pacientes avaliados. Considerações finais: Apesar das fortes evidências encontradas na superioridade do bloqueio do nervo femoral, é importante ressaltar que o assunto ainda está sob análise devido aos efeitos que possam ser encontrados nesse tipo de analgesia. Alguns pacientes apresentaram paralisia motora temporária dos músculos flexores da coxa, mesmo após o tempo de ação ter sido concluído, aumentando o risco de queda pós-operatória. Contudo, este efeito colateral não é observado em todos os pacientes e baseado nos estudos avaliados, o bloqueio ainda tem se mostrado superior em comparativo ao fentanil intravenoso.</p> Milena Rafaela Pinto Moraes de Souza Costa Bruno José Almeida Macieira Ramos Mayara Cristina Siqueira Faria Gustavo Rodrigues Henrique Copyright (c) 2024 Milena Rafaela Pinto Moraes de Souza Costa, Bruno José Almeida Macieira Ramos, Mayara Cristina Siqueira Faria, Gustavo Rodrigues Henrique 2024-07-08 2024-07-08 5 3 10.46919/archv5n3espec-007 Dor no paciente com lesão medular: uma revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1680 <p>Introdução: A lesão medular (LM) causa interrupção parcial ou completa da comunicação cerebral com as regiões do corpo abaixo do nível afetado. Ela pode resultar, entre outras consequências, no quadro de dor crônica, reduzindo a qualidade de vida e as funções física e psicossocial. A fisiopatologia da dor não é bem esclarecida, o que dificulta seu tratamento efetivo. O presente artigo tem por objetivo uma revisão de literatura do conhecimento atual sobre a prevalência da dor pós LM, suas características e possíveis abordagens. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Sciencedirect entre 2018 e janeiro de 2021. Resultados e discussão: Sabe-se que, em resposta à LM, diversas alterações ocorrem dentro da medula espinhal, como gliose reativa e hiperexcitabilidade espinhal. Evidências demonstram sua contribuição para o desenvolvimento da dor neuropática. As opções de terapêutica para o quadro incluem medidas farmacológicas e não farmacológicas. Considerações finais: O quadro de dor pós LM é frequentemente refratário ao tratamento farmacológico, através de opioides, antidepressivos e anticonvulsivantes. Nesses casos, pode-se fazer o uso de neuromodulação funcional e neurocirurgia para alívio dos sintomas. Alguns estudos demonstraram o uso da estimulação elétrica da medula espinhal. Porém, faltam evidências de efetividade e mais demonstrações acerca.</p> Leticia Vilarino Pereira Daniella da Mata Padilha Laís Campos Gontijo Thiago Brilhante Pereira Labre Camila Adrielle Santos Cunha Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1680 e1680 10.46919/archv5n3espec-008 Anestesia materna deve atrasar a amamentação? Revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1681 <p>Introdução: A amamentação ocupa espaço dentre as práticas de garantia a segurança e saúde materna e fetal, tal fato é reconhecido e preconizado dentro da&nbsp; medicina. Constantes estudos confirmam a importância do início assim que possível da prática, preferencialmente ainda na sala de parto, durante a primeira hora de vida do recém nascido. Materiais, Sujeitos e Métodos: Foi realizada uma busca sistemática da literatura disponível nas seguintes bases de dados: Scielo, Pubmed. A pesquisa mais recente data de 2024. Resultados e Discussão: Conforme referências analisadas nas últimas décadas, evidências demonstram que a amamentação após procedimentos anestésicos acarreta baixo risco para os recém-nascidos. As propriedades farmacológicas dos medicamentos associado à concentração plasmática materna estão intrinsecamente relacionadas à transferência medicamentosa ao leite, haja vista que este transporte transmembrana é feito majoritariamente por difusão passiva. Considerações Finais: Medidas como amamentar pouco antes de ir ao centro cirúrgico são intervenções simples, mas com grande poder de confortar o bebê e mantê-lo calmo e dentro da rotina até que a mãe retorne.</p> Livia Costa dos Santos Galvão Ana Clara Freire da Cunha Bastos Lucas da Silva Amaral Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1681 e1681 10.46919/archv5n3espec-009 Transfusão consciente de hemoderivados: revisão sistemática dos fatores indicativos do gatilho para a infusão dos componentes sanguíneos https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1682 <p>Introdução: A terapia transfusional exige conhecimentos sólidos para planejar e executar um plano de trabalho abrangente com o objetivo de alcançar o bem-estar das pessoas que dela necessitam. Entre as principais doenças que indicam a necessidade de transfusão sanguínea estão as anemias, leucemias, neoplasias/tumores, insuficiência renal crônica e a administração de sangue intra ou pós-operatório. Esses processos requerem profissionais qualificados e capacitados para atender aos padrões de qualidade, além de respeitar as medidas de segurança do paciente, visando minimizar os riscos inerentes a essa terapia. O presente artigo tem por objetivo uma revisão sistemática dos indicativos para hemotransfusão. Objetivo: apontar os fatores indicativos do gatilho para infusão dos componentes sanguíneos. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e referenciados artigos de revisão publicados e na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre 2020 e 2024 e uma nota técnica de critérios para o melhor aproveitamento de hemoconcentrados de baixo volume, com data de edição de 2022. Os pacientes indicados para a hemotransfusão são aqueles com deficiência no transporte de oxigênio, devido à perda de sangue ou alterações na produção de componentes sanguíneos. A avaliação criteriosa desses pacientes é essencial antes da intervenção, considerando os riscos imediatos e tardios ao quadro clínico e à segurança do paciente. Resultados e discussão: A avaliação pré-transfusional envolve exames laboratoriais e a condição clínica do paciente, investigando sinais e sintomas que indiquem a necessidade do procedimento. Além disso, o uso racional de hemocomponentes é crucial para minimizar a exposição do paciente aos riscos da transfusão. A taxa de captação de sangue no Brasil proveniente de doações voluntárias é de 66%, porém, a porcentagem da população brasileira doadora de sangue é inferior a 2%. Considerações finais: Este estudo destaca a importância de uma avaliação rigorosa dos pacientes e dos fatores de indicação dos hemocomponentes para garantir a eficácia e segurança da terapia transfusional, contribuindo para o bem-estar dos pacientes que necessitam dessa intervenção.</p> Sabriny Noleto Kasburg Flavia Bedeti Neves Renan da Cunha Leite Maisa Rezende Nazareth de Freitas Cardoso Leticia Maria de Carvalho Neves Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1682 e1682 10.46919/archv5n3espec-010 Manejo anestésico de neonatos submetidos a cateterismo cardíaco diagnóstico e terapêutico: uma revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1683 <p>Introdução: Múltiplos procedimentos cirúrgicos geralmente são necessários em neonatos com doença cardíaca congênita, dentre eles está o cateterismo cardíaco. Infelizmente tais procedimentos são acompanhados de riscos como parada cardíaca e percebe-se conforme a literatura que as condutas em cada procedimento são individualizadas e heterogêneas. Não há, até o momento, nenhum protocolo de anestesia e monitorização para a realização do cateterismo cardíaco em neonatos com doença cardíaca congênita.Objetivo: O objetivo deste artigo é realizar uma revisão sistemática sobre o manejo anestésico pre, intra e pós-operatório em neonatos com doença cardíaca congênita submetidos a cateterismo cardíaco.Materiais e métodos: Foram realizadas buscas de artigos publicados nos últimos 10 anos nos seguintes sites de busca: Pubmed, BVS, Cochrane library e Science direct. Foram utilizadas palavras chaves como anestesia em cateterismo cardíaco pediátrico, anestesia em cirurgia cardíaca pediátrica, anestesia em neonato com doença cardíaca, anestesia em neonatos, anestesia em pediatria.Resultados e Discussão: Foram selecionados um total de 49 artigos pelo título e após leitura total dos artigos, apenas 9 citavam o tema proposto. Não foi encontrado nenhum método anestésico específico que seja apropriado para todos os neonatos que serão submetidos a cateterismo cardíaco para tratamento de doença cardíaca congênita. Maior risco de eventos adversos foi encontrado em neonatos com peso inferior a 2kg e inversamente proporcional a idade. A dexmedemetomidina parece ter um efeito cardioprotetor em crianças, não se sabe se tem o mesmo efeito em neonatos. Não existe regulamentação para administração de oxigênio e hiperóxia foi encontrada em mais 90% dos casos. Em outro estudo que comparou o uso de BiPAP com o CNAF, demonstrou que o BiPAP reduz o trabalho respiratório, porém o CNAF proporcionou melhor oxigenação. Porém não existe nenhuma estratégia definida como preferencial para ser realizada durante o cateterismo cardíaco em neonatos. A anestesia geral com ventilação com pressão positiva proporciona via aérea segura e controle da PaCO2, mas o aumenta a pressão intratorácica alterando as medidas hemodinâmicas. Já a ventilação espontânea, mantem a fisiologia respiratória, porém, a sedação pode causar hipoventilação e subsequente acidose respiratória. Isto aumenta a resistência vascular pulmonar e pode alterar a fisiologia do shunt e afetar as medidas hemodinâmicas.Considerações finais: São necessários mais estudos e implementação de programas de pesquisa em anestesiologia pediátrica para a definição de técnicas anestésicas mais seguras para a realização de cateterismo cardíaco em neonatos com doença cardíaca congênita visando reduzir os riscos e os eventos adversos.</p> Bruna Souza Carvalho Marina Paolucci Oliveira Maria Fernanda Pereira Aguiar Mariana Montalvão Silvestre Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1683 e1683 10.46919/archv5n3espec-011 Miastenia gravis: relato de dois casos e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1684 <p>Introdução: A Miastenia Gravis (MG) é uma doença autoimune que envolve a junção neuromuscular. Sua patogenia circunda interações do timo e anticorpos contra o receptor de acetilcolina. Clinicamente, é caracterizada por fraqueza e fadiga muscular progressiva. No contexto da anestesiologia, a MG apresenta particularidades, principalmente em relação ao uso de bloqueadores neuromusculares. Objetivo: Este artigo tem como objetivo fornecer uma revisão da literatura médica mais recente, abordando componentes da etiopatogenia, diagnóstico e complicações anestésicas relacionadas à MG. Ademais, serão descritos dois casos de pacientes com MG. Materiais/Sujeitos e Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados em Medline/ PubMed entre 1993 e 2011. Resultados e discussão: A literatura atual evidencia um maior número de complicações em pacientes com MG ao passarem pelo ato anestésico, assim sendo, requer uma maior cautela na seleção de medicamentos. Considerações Finais: Com tratamento correto e acompanhamento, a maioria dos pacientes portadores de MG, tem uma qualidade de vida confortável com expectativa de vida semelhante à população geral.</p> Rafael Silva Dantas Michelle Dayane Antunes de Almeida Barbara Varussa Cardoso Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1684 e1684 10.46919/archv5n3espec-012 Hematoma subdural intracraniano pós-anestesia subaracnoidea: relato de dois casos e revisão de 33 casos da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1685 <p>Introdução: A anestesia subaracnóidea é uma prática usada diariamente durante procedimentos anestésicos, tendo suas consequências bem esclarecidas e estudadas. Após tal procedimento, pode-se haver sintomas como cefaleia, lombalgia, lesões radiculares, dos abscessos e das meningites.Objetivo: ( reforçar a importância da avaliação cuidadosa que deve ser realizada em pacientes com sintomas pós- raquianestesia, devido ao seu grande potencial de letalidade). A presente pesquisa tem por objetivo demonstrar diversas apresentações clínicas sobre o quadro do hematoma subdural pós-anestesia. Materiais e métodos:&nbsp; Foram analisados artigos por meio de revisão científica nas bases de dados: Medline/PubMED, SciELO e Cochrane, bem como o relato de dois casos clínicos. ( Resultados e discussão: Os pacientes com maior risco para o desenvolvimento da cefaleia após anestesia subaracnóidea são: gestantes, pacientes com múltiplas punções, idosos, pessoas em uso de anticoagulantes, sendo necessária avaliação cautelosa nesse grupo de pessoas (05). A maioria dos pacientes com hematoma subdural após anestesia subaracnoide necessita de drenagem cirúrgica, porém o tratamento conservador pode ser realizado nos pacientes sem desvio da linha média. Apesar de raro, o hematoma subdural é uma complicação presente após procedimento de punção subaracnóidea, necessitando ser diagnosticado. Considerações Finais: O hematoma subdural encontra-se presente principalmente em pacientes que desenvolveram cefaleia pós raqui, ou cefaleia pós punção. Sua apresentação clínica pode ser bem variada, por isso a importância de identificar os sintomas associados e colocá-lo como suspeita diagnóstica.</p> Nicole Rosenthal Winckler da Silva Fernanda Gallas Gabriela Di Lorenzo Garcia Scherer Maísa Schultz Luiza Campanari Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1685 e1685 10.46919/archv5n3espec-013 Morbimortalidade perioperatória no primeiro ano de idade: revisão sistemática (1997-2012) https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1686 <p>Introdução: A idade inferior a um ano e especificamente o período neonatal, embora estejam associados a maior risco de morbimortalidade anestésica, não existem estudos dirigidos a essas subpopulações pediátricas. Objetivo: analisar o perfil epidemiológico da morbimortalidade perioperatória no primeiro ano de idade, a partir de uma revisão da literatura médica. Resultados e Discussão: vários fatores de risco influenciam a morbimortalidade perioperatória em bebês. Dentre eles, destacam-se a prematuridade, baixo peso ao nascer, malformações congênitas e doenças crônicas. Esses fatores podem predispor os neonatos a complicações durante e após a cirurgia, incluindo infecções, insuficiência respiratória e instabilidade hemodinâmica. Considerações Finais: A taxa de mortalidade e de complicações perioperatórias foram maiores em neonatos e em menores de 1 ano, quando comparados com as outras faixas pediátricas.</p> Matheus Natan Marques de Oliveira Paulo Victor Moreira Brito Hanne Saad Carrijo Tannous Denise Borges Mendanha Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1686 e1686 10.46919/archv5n3espec-014 Hematoma após raquianestesia tratado conservadoramente: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1687 <p>Introdução: Um hematoma após raquianestesia ocorre principalmente devido a punção inadequada da dura-máter ou trauma durante o procedimento, levando ao sangramento na região da coluna vertebral. Alguns fatores podem aumentar o risco de formação desse hematoma, como distúrbios da coagulação sanguínea, uso de medicamentos anticoagulantes, doenças vasculares pré-existentes ou técnicas anestésicas específicas. Objetivo: realizar revisão da literatura desta complicação que, apesar de rara, pode causar impacto significativo na qualidade de vida do paciente. Materiais, sujeitos e métodos: Foram utilizados artigos publicados na base de dados do SciELO e PubMED. Resultados e discussão: Os sintomas de um hematoma espinhal podem incluir dor nas costas severa, dor radicular (que se irradia pelas pernas), fraqueza nas pernas, alterações sensoriais ou até mesmo déficits neurológicos mais graves, dependendo do tamanho e localização do hematoma. O diagnóstico geralmente é feito por meio de exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM). O tratamento pode variar desde observação cuidadosa até intervenção cirúrgica, dependendo da gravidade dos sintomas e do tamanho do hematoma. O objetivo deste trabalho foi descrever um caso de hematoma após raquianestesia tratado de forma conservadora e revisar os trabalhos na literatura. Considerações finais: O tratamento de um hematoma pós-raquianestesia exige uma abordagem meticulosa e colaborativa entre especialistas em anestesia, neurologia e cirurgia, quando indicado, visando melhorar os resultados clínicos e neurológicos do paciente.</p> Guilherme Leandro da Silva Daniel Barreto de Aguiar Fabrício Rossatto Consorte Brenda Paula Moura Araújo Borba Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1687 e1687 10.46919/archv5n3espec-015 Anestesia neuraxial em pacientes com Esclerose Múltipla - uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1688 <p>Introdução: A esclerose múltipla é uma doença desmielinizante do sistema nervoso central, de caráter autoimune, que acomete principalmente mulheres jovens. O quadro clínico inclui manifestações variadas, como fraqueza de membros, neurite óptica e neuralgia do trigêmeo.&nbsp; A etiologia ainda não é muito bem esclarecida, mas parece envolver fatores genéticos, ambientais, entre outros. Objetivo: reunir as publicações que discutem anestesias neuroaxiais em pacientes portadores de esclerose múltipla, para verificar se existe segurança desse procedimento nesses pacientes. Materiais/sujeitos e métodos: para a elaboração deste artigo, foi realizada uma revisão bibliográfica, tendo como meios de fundamentação artigos científicos publicados e referenciados na Medline, PubMED, SciELO e Cochrane, entre 2000 e 2023. Resultados e discussão: Parte dos artigos pesquisados são mais detalhados em relação à gestação, onde se observou que a raquianestesia pode ser utilizada, entretanto sem correlação clara com risco de recidivas. O bloqueio neuraxial em pacientes com EM, pode ser realizado sem contraindicações absolutas previamente esclarecidas, porém deve ser avaliado caso a caso. Foi observado preferência pela técnica peridural com baixas concentrações de anestésicos locais, devido a apresentar melhores desfechos. Considerações finais: A carência de estudos de grande porte descrevendo a segurança e estabelecendo relações causais entre os procedimentos e eventuais exacerbações ou complicações subsequentes dificulta a ampla indicação ou contraindicação de tais modalidades.</p> Luigi Ribeiro Mestriner Ivaldo Inácio Silva Júnior Jéssica da Silva Coelho Pablo Vinícius Silvino Vasconcelos Copyright (c) 2024 2024-07-08 2024-07-08 5 3 e1688 e1688 10.46919/archv5n3espec-016 Arterite de Takayasu na gestação: relato de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1689 <p>Introdução: A Arterite de Takayasu (AT) é uma doença idiopática, inflamatória, sistêmica e crônica que afeta grandes vasos como a aorta e seus principais ramos, podendo ter seus sintomas exacerbados pela gestação. Objetivo: O presente artigo tem por objetivo uma revisão de literatura dos casos de AT em gestantes, analisando suas possíveis complicações e desfechos.&nbsp; Materiais / Sujeitos e Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados na Scielo, Brazilian Journal of Anesthesiology e BVS, entre um período mais recente. Resultados e discussão: Com a análise e interpretação de dados, é possível identificar que a AT acomete com maior frequência mulheres, principalmente em idade fértil. E que pacientes portadoras desta patologia têm riscos significativamente maiores de desenvolver complicações hipertensivas durante a gestação. Considerações finais: uma maior quantidade de pesquisas e estudos clínicos são urgentemente necessários para enriquecer e aprofundar significativamente o conhecimento já adquirido em relação à arterite de Takayasu durante o período gestacional, na tentativa de estabelecer e aprimorar consideravelmente as estratégias terapêuticas atualmente disponíveis e, quiçá, desenvolver novas abordagens que possam efetivamente revolucionar o âmbito do tratamento dessa complexa patologia.</p> Leonardo Rodrigues Sousa Barbara Guarany Passos Ferreira Eliza Patriota Carol Nanci Szerman Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1689 e1689 10.46919/archv5n3espec-017 Anestesia para colecistectomia videolaparoscópica em paciente portador de doença de Steinert: relato de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1690 <p>Introdução: Considerando que indivíduos portadores da doença de Steinert apresentam fraqueza muscular e riscos de desencadear miotonia ou hipertermia maligna devido ao uso de agentes anestésicos e ao estresse cirúrgico, o manuseio perioperatório desses pacientes constitui um desafio. Dessa forma, este artigo tem por objetivo principal revisar a literatura moderna acerca da melhor técnica anestésica em pacientes com doença de Steinert que necessitam ser submetidos à colecistectomia videolaparoscópica, tendo como ponto inicial um relato de caso. Materiais, sujeitos e métodos:&nbsp; Para discussão do trabalho apresentado foi realizada uma revisão integrativa da literatura, com busca nas bases de dados PubMed, MEDLINE, Scielo e Google Acadêmico, sem restrição quanto ao ano de publicação e idioma dos artigos. Foram utilizados os seguintes descritores em saúde: “doença de Steinert”, “técnicas anestésicas”, e “colecistectomia videolaparoscópica”. Resultados e discussão: A avaliação perioperatória de pacientes com distrofia miotônica deve priorizar as manifestações extramusculares da doença, que podem ser fatais, uma vez que a condução da anestesia apresenta problemas específicos, incluindo o aumento da sensibilidade a vários medicamentos usados durante a anestesia geral. As complicações no período pós‐operatório geralmente resultam em disfunção pulmonar e cardíaca e fraqueza da musculatura faríngea. Os dados obtidos evidenciaram que a anestesia regional é considerada a melhor opção nesses pacientes. Considerações finais: Embora alguns autores recomendem o uso de anestesia regional ou anestesia combinada com opiáceos em doses baixas, a técnica anestésica mais segura para esses pacientes ainda precisa ser estabelecida.</p> Jéssica de Castro Oliveira Bruna Dambrós Neckel Gabriel José Cavalcante Soares Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1690 e1690 10.46919/archv5n3espec-018 Rocurônio e sugammadex em um recém-nascido de 3 dias para drenar um cisto ovariano. Manejo neuromuscular e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1691 <p>Introdução: BNMs são essenciais na anestesia para facilitar a intubação endotraqueal e otimizar as condições cirúrgicas. Embora a succinilcolina tenha sido tradicionalmente preferida para indução de sequência rápida (ISR) devido ao seu rápido início de ação e curta duração, o rocurônio, um BNMs não despolarizante, é frequentemente preferido quando a succinilcolina é contraindicada. O sugamadex, um agente de ligação seletiva de relaxantes, proporciona reversão rápida e confiável dos BNMs esteroidais como o rocurônio, oferecendo uma alternativa aos agentes de reversão tradicionais, como a neostigmina. Objetivo: Revisar o uso e a farmacologia dos agentes bloqueadores neuromusculares (BNMs) e suas reversões em anestesia pediátrica, com foco nos benefícios e riscos do uso de rocurônio e sugamadex. Materiais/sujeitos e métodos: Uma revisão abrangente da literatura que examina a aplicação clínica, monitoramento e reversão dos BNMs, com foco no uso pediátrico e na comparação entre rocurônio e succinilcolina para ISR, e a eficácia do sugamadex versus neostigmina para reversão de BNMs. Resultados e discussão: O rocurônio, na dose de 1 mg/kg, proporciona condições adequadas para intubação em 60 segundos, comparável à succinilcolina, embora com uma duração de ação mais longa. O sugamadex, aprovado para uso em crianças com mais de dois anos e utilizado off-label em crianças mais jovens, mostrou-se eficaz e seguro na reversão do bloqueio neuromuscular induzido pelo rocurônio. O uso do sugamadex permite a reversão rápida de níveis mais profundos de bloqueio sem os efeitos colinérgicos associados à neostigmina. Estudos indicam a ausência de efeitos adversos significativos quando utilizado em populações pediátricas, com o sugamadex oferecendo recuperação mais rápida e menos complicações pulmonares pós-operatórias em comparação com a neostigmina. Considerações finais: O rocurônio, quando combinado com o sugamadex, oferece uma alternativa viável à succinilcolina para ISR em anestesia pediátrica, minimizando riscos associados à succinilcolina, como hipercalemia e hipertermia maligna. O sugamadex é eficaz na reversão rápida e segura do bloqueio neuromuscular profundo, tornando-se um agente preferido para reversão de BNMs em crianças. Mais estudos são necessários para solidificar as diretrizes e garantir estratégias de dosagem otimizadas, especialmente em pacientes pediátricos mais jovens.</p> Gabriela Melo Silva de Arroxelas Natália Cosac Carvalho Paulo Vítor Ferreira dos Passos Aline Rocha Martins Barros Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1691 e1691 10.46919/archv5n3espec-019 Bloqueio de nervo periférico e dor rebote: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1692 <p>Introdução: O bloqueio do nervo periférico é uma técnica anestésica utilizada para proporcionar analgesia regional em diversas cirurgias e procedimentos médicos. Esta técnica envolve a administração de anestésicos locais próximos aos nervos periféricos para interromper a transmissão de sinais de dor, permitindo procedimentos cirúrgicos menos dolorosos e reduzindo a necessidade de anestesia geral. Objetivo: Este trabalho tem como objetivo avaliar o fenômeno da “dor rebote” em pacientes submetidos a procedimentos com utilização de bloqueio de nervo periférico, aliado ao efeito rebote da anestesia periférica. Materiais e métodos: Para a elaboração deste artigo foram consultados artigos científicos e de revisão publicados no PubMED e Scielo. Resultados e discussão: Cerca de 12 a 24 horas após a realização de uma cirurgia feita com bloqueio de nervo periférico, o retorno da sensibilidade pode vir acompanhado de uma dor muito intensa, chamada de “dor rebote”. Ela afeta negativamente a qualidade do sono e ainda não tem um mecanismo desencadeante definido. Os estudos ainda não têm grande significância clínica, porém sugerem que seja um efeito colateral dos bloqueios dos nervos periféricos. Por outro lado, a dor pós-operatória parece não ter relação apenas com o bloqueio de nervos periféricos. Em um estudo feito em pacientes submetidos a descompressão do túnel do carpo, 8,5% dos pacientes apresentaram a síndrome dolorosa complexa regional, sem ter nenhuma correlação com o método anestésico utilizado. Considerações finais: Considerando não ser um efeito colateral raro, deve-se sempre considerar a avaliação da dor rebote na prática clínica. É ideal o uso de técnicas adequadas que evitem a lesão do nervo, uma adequada analgesia perioperatória e analgesia precoce no pós-operatório, visando prevenir a ocorrência, o que está relacionado a um melhor desfecho clínico. É necessário abranger o estudo sobre essa temática, pois ainda existem muitas questões desafiadoras do tema, sendo importante estudar sua fisiopatologia e seus fatores de risco associados às consequências a longo prazo.</p> Guilherme Moura Lima Verde Giovana de Souza da Silva Fernanda Gomes Ferreira Zago Corrêa Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1692 e1692 10.46919/archv5n3espec-020 Manejo anestésico de recém-nascidos submetidos a cateterismo cardíaco diagnóstico e terapêutico: uma revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1693 <p>Introdução: O manejo anestésico de recém-nascidos submetidos a cateterismo cardíaco diagnóstico e terapêutico é uma área que apresenta diversos desafios. A complexidade do procedimento, combinada com a vulnerabilidade dos pacientes neonatais, torna crucial a adoção de estratégias anestésicas eficazes e seguras. Objetivo: No entanto, há uma escassez de recomendações baseadas em evidências que orientem a prática clínica (Valencia-Arango, 2020). Este artigo de revisão tem como objetivo sintetizar as evidências disponíveis sobre o manejo anestésico em recém-nascidos submetidos a cateterismo cardíaco, com foco em regimes de sedação, controle da dor e resultados perioperatórios. Materiais/sujeitos e Métodos: A busca eletrônica foi realizada entre maio e junho de 2024 utilizando as seguintes bases de dados: Pubmed/Medline e Science Direct. Os termos usados na pesquisa foram: “Cardiac Catheterization” AND “Anesthesia” AND “Infant, Newborn”. Esses termos foram obtidos no DeCS (Descritores em Ciências da Saúde). Foram excluídos artigos que não apresentassem dados específicos sobre neonatos ou que focassem em outros tipos de procedimentos cardíacos. A seleção dos estudos, extração de dados e avaliação da qualidade metodológica foram conduzidas por dois revisores independentes. Resultados e discussão: A análise dos estudos selecionados revelou que a sedação profunda, com pacientes respirando espontaneamente em ar ambiente e sem dor, é a abordagem preferida em muitos centros (Valencia-Arango, 2020). Diversos regimes de medicamentos foram utilizados, com drogas mais recentes, como a dexmedetomidina e a remifentanila, mostrando melhores resultados em termos de controle e menos efeitos colaterais (Abbas, 2012). No entanto, foi identificado que o uso de medidas de controle da dor nessa população é muitas vezes esporádico e subótimo, apesar das evidências que apontam para os efeitos prejudiciais da dor repetitiva nos neonatos (Anand, 2005). Os achados desta revisão indicam que, embora existam opções promissoras para o manejo anestésico de recém-nascidos em cateterismo cardíaco, a prática atual ainda carece de padronização e está baseada em grande parte em evidências limitadas. A variabilidade na escolha dos medicamentos e a aplicação inconsistente de medidas de controle da dor destacam a necessidade urgente de pesquisas adicionais. Considerações finais: O manejo anestésico de recém-nascidos em cateterismo cardíaco diagnóstico e terapêutico é complexo e exige uma abordagem cuidadosa e informada. A revisão da literatura aponta para a necessidade de sedação profunda com controle adequado da dor, utilizando drogas que ofereçam melhor perfil de segurança e eficácia. A implementação de protocolos baseados em evidências é essencial para otimizar os cuidados e minimizar os riscos para esses pacientes vulneráveis.</p> Taís Muniz do Carmo Moraes João Pedro Feitosa Duarte José Vitor de Araújo Ferreira Gabriela Kei Ramalho Yoshimoto Brunna Cecília Fernandes Fraga da Silva Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1693 e1693 10.46919/archv5n3espec-021 Tratamento da hemicrania contínua: série de casos e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1694 <p>Introdução: A hemicrania contínua (HC) é um subtipo de cefaleia primária trigêmino-autonômica, caracterizada por dor moderada, unilateral, flutuante, com sintomas autonômicos (lacrimejamento, congestão nasal ou rinorreia, hiperemia conjuntival, ptose ou miose) e curso crônico, se estendendo por mais de três meses. Tal comorbidade tem acometimento preferencial no sexo feminino, com proporção suas vezes maior. Objetivo: analisar a eficácia das abordagens terapêuticas empregadas, através de uma revisão da literatura. Materiais/sujeitos e métodos: Foram utilizados artigos publicados na base de dados do SciELO e PubMED, entre os anos mais recentes. Resultados e discussão: A Hemicrania deve ser considerada entre as hipóteses diagnósticas de pacientes com cefaleia contínua, sem alterações ao exame neurológico e exames subsidiários, independentemente da idade do surgimento (Silberstein, 2021). O tratamento usual, 100 mg a 150 mg diários de indometacina, possui riscos relevantes associados ao uso a curto e longo prazos e pode não ser boa escolha para uso contínuo. Estudos recentes apontam possíveis alternativas gabapentina, topiramato, inibidores da ciclooxigenase-2, piroxicam betaciclodextrina, amitriptilina e melatonina (“Hemicrania Contínua Responsiva ao Teste Precoce com Indometacina: relato de caso”, [s.d.]). Outras drogas foram descritas como eficazes em relatos isolados, mas a maioria foi considerada ineficaz em outros casos de HC. Considerações Finais: Observa-se que a indometacina permanece como a terapia de escolha, porém, alternativas terapêuticas mostram-se promissoras em casos de intolerância ou contraindicações. O que permite concluir que, embora a indometacina seja eficaz para a maioria dos pacientes, há necessidade de ampliar as opções de tratamento, proporcionando um manejo mais individualizado e eficaz da condição.</p> Jordana Alves de Souza Luiz Garcia Neto Yalle Vinicius Arruda Ramos Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1694 e1694 10.46919/archv5n3espec-022 Analgesia de trabalho de parto neuroaxial: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1695 <p>Introdução: Anestesia consiste na perda total da sensibilidade dolorosa, tátil e do relaxamento muscular, podendo ser local, locorregional ou geral (narcose). Anestesias espinais ou no neuroeixo são locorregionais efetuadas na coluna vertebral, como a peridural e a raquidiana, cujos sinônimos são os seguintes: anestesia peridural e analgesia epidural e extradural. A analgesia neuroaxial é frequentemente utilizada para aliviar a dor do trabalho de parto. Objetivo: Esta revisão de literatura busca explorar as técnicas neuroaxiais utilizadas, seus benefícios, potenciais complicações e o impacto na experiência materna e neonatal. Materiais/sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane mais recentes. Também, foram consultados livros como Miller’s Anestesiology Volume 1 e 2, Anestesia em&nbsp; Obstetrícia HCFMUSP. Resultados e discussão: Em relação ao enfoque metodológico, todos os estudos eram do tipo ensaio clínico randomizado (n=3, 100%); a evolução das técnicas de analgesia neuroaxial no parto está em constante progresso, com novas pesquisas focadas em melhorar a experiência materna e os resultados perinatais. Estudos futuros devem continuar a explorar a eficácia comparativa de diferentes técnicas e agentes, bem como a implementação de estratégias personalizadas de analgesia que considerem as necessidades individuais das parturientes. Considerações finais: Existe uma grande heterogeneidade dos estudos, não sendo possível determinar qual a melhor técnica, embora todas demonstrem desfechos neonatais e obstétricos semelhantes e alívio satisfatório da dor materna.</p> Aylla Rainere Amaral Costa Isabela Estefani Baggio Henrique Escudeiro Pires Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1695 e1695 10.46919/archv5n3espec-023 Edema pulmonar de pressão negativa: relato de série de casos e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1696 <p>Introdução: O edema pulmonar de pressão negativa (EPPN) é um fenômeno clínico raro e potencialmente fatal, observado em situações de inspiração vigorosa intensa contra a via aérea obstruída por infecções, tumor e laringoespasmo. Considerando essa complexidade e sua relevância, objetiva-se, neste estudo, investigar e documentar casos de EPPN através de uma série de casos e revisão da literatura, buscando elucidar aspectos cruciais para o diagnóstico precoce e tratamento eficaz. Materiais e Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, consultaram-se artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane, no período de 2014 a 2024. A partir desses recursos, procedeu-se à coleta de dados retrospectivos de pacientes diagnosticados com EPPN, seguindo critérios clínicos e radiológicos estabelecidos. A análise detalhada dos casos incluiu a avaliação dos sintomas iniciais, os resultados de exames complementares como radiografias e tomografias computadorizadas, além das estratégias terapêuticas adotadas e dos desfechos clínicos. Resultados e Discussão: Observa-se que o EPPN frequentemente se manifesta em pacientes após episódios de ventilação mecânica invasiva, destacando-se a importância da monitorização contínua e vigilância ativa para o reconhecimento precoce dos sinais e sintomas. Descobertas significativas revelam que a abordagem terapêutica imediata com suporte ventilatório adequado e medidas para reduzir o gradiente de pressão pleural pode ser crucial para melhorar os desfechos clínicos. Considerações Finais: Conclui-se que a conscientização sobre o EPPN, embora rara, é essencial para os profissionais de saúde, permitindo intervenções oportunas que podem mitigar complicações graves e melhorar a sobrevida dos pacientes afetados. Futuras pesquisas devem continuar a investigar novas estratégias terapêuticas e abordagens preventivas para esta condição complexa e potencialmente letal.</p> Déborah Medeiros Polastri Vieira Lara Regina Silva Machado Andrey Miranda Tiveron Auxiliadora Isabela Ferreira da Silva Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1696 e1696 10.46919/archv5n3espec-024 Revisão sistemática do manejo farmacológico na doença de Creutzfeldt-Jakob: ainda sem opções? https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1697 <p>Introdução: A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma doença neurodegenerativa, caracterizada por provocar uma desordem cerebral com perda de memória e tremores. É de rápida evolução, e de forma inevitável, leva à morte do paciente. A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é um tipo de Encefalopatia Espongiforme Transmissível (EET) que acomete os humanos. Objetivo: Realizar revisão sobre os avanços do manejo farmacológico da Doença de Creutzfeldt-Jakob. Materiais/sujeitos e métodos: A busca foi realizada na plataforma PUBMED em junho de 2024. Os descritores utilizados&nbsp; na pesquisa foram “Creutzfeldt-Jakob Syndrome" AND "Dementia" AND "Central Nervous System Infections" AND "Prion Diseases,&nbsp; todos definidos pelo Medical Subject Headings (MESH). Resultados e discussão: A Doença de Creutzfeldt-Jakob (conhecida como Doença da Vaca Louca) causa acometimento neurodegenerativo rápido, progressivo e fatal (Maioria morre dentro de 12 meses do início dos sintomas). É causada por partículas proteicas que sofreram mutação, sendo infecciosas e transmissíveis. Podem ser de 3 etiologias: esporádica (85% dos casos), adquirida (&lt;1%) e genética (10-15%). Considerações Finais: Estudo caracterizado como ensaio clínico mostrou que a flupirtina pode reduzir, parcialmente, o declínio cognitivo comparado ao grupo controle. Desse modo, esta revisão destaca a necessidade de mais pesquisas para validar a eficácia de diferentes tratamentos farmacológicos para DCJ no futuro.</p> Lucas Alves Pedrada Camille Pettene Dantas Robson Waldeck Silva Junior Jassiara Soares da Silva Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1697 e1697 10.46919/archv5n3espec-025 Experiência de um único centro em distrofia muscular de cinturas do tipo autossômica recessiva: série de casos e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1698 <p>Introdução: A distrofia muscular das cinturas (DMC) do tipo autossômica recessiva é um grupo heterogêneo de doenças genéticas que afetam principalmente os músculos das cinturas pélvica e escapular. Essas doenças são caracterizadas pela fraqueza muscular progressiva e degeneração dos músculos voluntários. Este artigo apresenta uma análise detalhada de uma série de casos de DMC do tipo autossômica recessiva, tratados em um único centro. Materiais, sujeitos e métodos: Este trabalho foi uma pesquisa bibliográfica, por meio de uma revisão integrativa da literatura. Os critérios de inclusão definidos para a seleção dos artigos foram artigos publicados nos idiomas português e inglês, com resumos disponíveis na biblioteca virtual PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde; e artigos publicados a partir de 2017. Resultados e Discussão: Neste estudo foram apontados os desafios no diagnóstico e tratamento da DMC, baseando-se na experiência prática acumulada ao longo de anos no centro avaliado. Além disso, foi possível comparar os dados coletados com aqueles encontrados em estudos globais, destacando as semelhanças e diferenças nas manifestações da doença e na resposta aos tratamentos. Conclusão: Ao final da pesquisa, foi possível abordar a importância do manejo multidisciplinar e sugerir direções para futuras pesquisas e melhorias nos protocolos de atendimento.</p> Joaquim Paranhos Borges de Menezes Luis Felipe Araújo Peres Ana Paula Lazarin Bernardes Isabela Simões Mendes Mariana Cunha Peixoto Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1698 e1698 10.46919/archv5n3espec-026 Distúrbio de insônia crônica como fator de risco para Acidente Vascular Cerebral: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1699 <p>Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) está entre as principais causas de mortalidade global. No entanto, há fatores de risco ainda não totalmente identificados, como o transtorno de insônia crônica, cuja influência se evidencia pela íntima ligação entre a qualidade do sono e a saúde cardiovascular. Objetivo: O presente artigo tem por objetivo avaliar a associação entre distúrbio crônico de insônia e o risco de AVC em adultos, por meio de uma revisão sistemática. Materiais/sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo, foram avaliados estudos publicados em inglês e português, disponíveis nas plataformas Medline, Lilacs e Scielo entre 2016 a 2022. Resultados e Discussão: Entre os artigos identificados, encontrou-se certa associação entre insônia e AVC. No entanto, foram observadas inconsistências nos critérios diagnósticos de insônia, sem respeitar a cronologia e os fatores indicados por classificações já estabelecidos. Os resultados sugerem que a insônia crônica não é um fator de risco direto para o AVC, mas, sim, atribuível a fatores diretos, como hipertensão, inflamação sistêmica e disfunção endotelial. Considerações Finais: Não existem dados suficientes para determinar que o transtorno crônico de insônia se configura como um fator de risco independente para AVC. A análise aponta para a existência de uma possível relação, sugerindo-se para estudos posteriores o uso de critérios e instrumentos padronizados. A insônia crônica, portanto, pode ser um fator modificável que, se devidamente tratado, pode ajudar a reduzir a incidência de AVC.</p> Carlos Henrique Silva Júnior Pedro de Menezes e Souza Melo Teixeira Carlos Augusto Cavalcante Filho Daniela Dal Piva Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1699 e1699 10.46919/archv5n3espec-027 Doença de Parkinson de início precoce: revisão crítica da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1700 <p>Introdução: A doença de Parkinson foi descrita pela primeira vez em 1817, pelo médico James Parkinson, no texto científico “An Essay on The Shaking Palsy”. O Parkinson é uma doença neurodegenerativa caracterizada por sintomas motores e não motores. Objetivo: fazer revisão da literatura médica a&nbsp; respeito da Doença de Parkinson de início precoce. Materiais/sujeitos e métodos: Para compor este trabalho científico foram consultados artigos no google acadêmico, SciELO e PubMED. A pesquisa dos artigos foi limitada à filtragem doença de Parkinson e tremor essencial, entre os anos mais recentes, nos idiomas português e inglês. Resultados e discussão: Considerada a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente em todo o mundo, ela, geralmente, afeta indivíduos entre 40 e 50 anos (Liu, Wu, Zhao, 2015). Entretanto, no final do século XX, foram identificados casos com sintomas iniciais entre as idades de 21 e 39 anos. Considerações finais: Até o momento, não foi encontrada uma cura para Doença de Parkinson, sendo seu tratamento o controle de sintomas, com tratamento não farmacológico com terapia ocupacional, fisioterapia e fonoterapia e medicamentoso, sendo o fármaco mais associado a essa enfermidade o Levodopa, que associa-se a melhora da bradicinesia e rigidez, porém sem efeito significativo no tremor.</p> Vitória de Alencar Gaspar Westarp Muniz Renata Sanches de Oliveira Pedro H G Carneiro Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1700 e1700 10.46919/archv5n3espec-028 Relação entre COVID-19 e Síndrome de Guillain-Barré em adultos: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1701 <p>Introdução: A pandemia de COVID-19, causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, trouxe à tona diversas complicações neurológicas associadas à infecção. Uma dessas complicações é a Síndrome de Guillain-Barré (SGB), uma condição rara e grave em que o sistema imunológico ataca os nervos periféricos. Este estudo visa examinar e sintetizar as evidências disponíveis sobre a relação entre a infecção por COVID-19 e a incidência de Síndrome de Guillain-Barré em adultos. Objetivo: demonstrar a correlação de casos da SGB em pacientes que foram contaminados pelo COVID-19. Ainda, demonstrar o espectro clínico desta síndrome nesses casos, e os que podem evoluir com piores prognósticos correlacionados com pacientes não infectados pelo COVID-19. Materiais, Sujeitos e Métodos: Foi realizada a busca nas bases PubMed, Lilacs, Scielo e Medline utilizando-se as palavras-chaves: “Covid-19”, “Síndrome de Guillain Barré” e “Adultos” e seus respectivos em língua inglesa. Foram incluídos artigos nos idiomas inglês e português publicados nos últimos 5 anos, utilizando-se uma metodologia de revisão sistemática da literatura. Resultados e Discussão: Os resultados da revisão indicam uma possível associação entre COVID-19 e o desenvolvimento de SGB, embora a incidência continue sendo rara. A maioria dos casos reportados apresentou sintomas de SGB algumas semanas após a infecção por COVID-19, sugerindo um possível mecanismo imunomediado. As manifestações clínicas variam desde fraqueza leve até paralisia grave, com alguns pacientes necessitando de ventilação mecânica. Além disso, a revisão destacou que a heterogeneidade nas manifestações clínicas e nos resultados dos pacientes pode estar associada a fatores como idade, comorbidades e a gravidade da infecção por SARS-CoV-2. Considerações Finais: Pesquisas atuais apontam que a infecção por SARS COV-2 alavancaria a SGB, uma vez que segue o padrão infeccioso de outros agentes virais que contribuem para GBS, porém ainda são necessárias descobertas biomoleculares mais detalhadas.</p> Rafael Bezerra de Oliveira Pedro Felipe dos Santos Queiroz Victoria de Oliveira Panini Isabella Martins Canuto Pontes da Silva Arthur Bassolli Larcher Lima Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1701 e1701 10.46919/archv5n3espec-029 Encefalomielite Disseminada Aguda associada a COVID-19: relato de casos e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1702 <p>Introdução: A COVID-19 severa vem causando inúmeros casos de manifestações neurológicas. Essas manifestações ainda não são totalmente compreendidas e seus mecanismos fisiopatológicos geram dúvidas na comunidade acadêmica. As suspeitas em pacientes com longa estadia em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) vão desde efeito viral direto nos neurônios e células da Glia, resposta imunomediada ao vírus ou até dano endotelial e hipercoagulabilidade. Objetivo: colaborar com a literatura científica para desvendar com maior exatidão como o coronavírus se converte em fator desencadeante de modificações neurológicas provocadas pela Encefalopatia Disseminada Aguda (ADEM). Materiais, sujeitos e métodos: Para elaboração desse artigo de revisão de literatura foram consultados artigos científicos nas bases de dados SCIELO, Medical Publisher (PUBMED) e Google Acadêmico.&nbsp; Resultados e discussão: Foram correlacionados casos em que pacientes tiveram uma estadia prolongada na UTI, bem como lesões na substância branca. O resultado foi a descoberta de lesões desmielinizantes, gerando uma série de avaliações para entender o estado alterado de consciência após retirada de sedação dos pacientes e as consequências da Encefalomielite disseminada aguda. Considerações finais: A infeção pela COVID-19 parece ter relação com a Encefalomielite disseminada aguda, devendo ser estudada mais profundamente para que seja descoberto o real mecanismo fisiopatológico.</p> Ramane Rezende Machado Caroline Aquino de Carvalho João Pedro Gil Penhalbel Renata Reis Silva Yury Nascimento Fonseca Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1702 e1702 10.46919/archv5n3espec-030 Avaliação clínica de comprometimentos de membros superiores e capacidade funcional na doença de Parkinson: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1703 <p>Introdução: A doença de Parkinson (DP) é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta o controle motor, resultando em comprometimentos funcionais significativos. Os membros superiores são frequentemente impactados, comprometendo a capacidade funcional dos pacientes. Objetivo: Este estudo visa avaliar clinicamente os comprometimentos dos membros superiores e a capacidade funcional em pacientes com DP. Materiais/sujeitos e métodos: Realizou-se uma revisão sistemática de artigos publicados em bases de dados eletrônicas, incluindo PubMed, Scopus e Web of Science, SciELO, BVS. Os critérios de inclusão envolveram estudos clínicos que analisaram a funcionalidade dos membros superiores em pacientes com DP. Resultados e Discussão: A revisão identificou que os comprometimentos nos membros superiores, como tremores, rigidez e bradicinesia, têm um impacto significativo na capacidade funcional dos pacientes. A análise revelou que a terapia tanto física quanto ocupacional pode melhorar a função dos membros superiores e a qualidade de vida. No entanto, a eficácia das intervenções varia dependendo da gravidade dos sintomas e da adesão ao tratamento. Considerações Finais: A avaliação clínica detalhada dos comprometimentos dos membros superiores é crucial para desenvolver estratégias de reabilitação personalizadas que melhorem a capacidade funcional e a qualidade de vida dos pacientes com DP. Estudos futuros devem focar em intervenções inovadoras e na aplicação de tecnologias assistivas.</p> Diene Landvoigt Wilhelms Silas Silva de Melo Roldão Sara Perna Kunimi Bruna Vallim Leocádio André Biondi Cunali Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1703 e1703 10.46919/archv5n3espec-031 Complicações neurológicas do COVID-19: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1704 <p>Introdução: A pandemia de COVID-19, causada pelo vírus SARS-CoV-2, tornou-se um dos maiores desafios de saúde pública mundial da história recente, com centenas de milhões de casos confirmados e milhões de mortes em todo o mundo. Além dos sintomas respiratórios característicos, as complicações neurológicas associadas à infecção pelo coronavírus têm sido cada vez mais reconhecidas, o que demonstra a necessidade de conhecimento a respeito do tema. Objetivo: Esta revisão bibliográfica visa investigar as complicações neurológicas decorrentes da COVID-19. Material, sujeitos e métodos: Para isso, uma busca foi realizada nas bases de dados PubMed/MEDLINE, Scopus e <em>Web of Science</em>, sem restrições de idioma, publicados no período de 2020 a 2024, visando identificar estudos que abordassem as manifestações neurológicas da doença. Resultados e discussão: Uma variedade de sintomas neurológicos foi evidenciada na literatura, os quais variam desde sintomas leves até condições mais severas como disfunções olfativas e gustativas, convulsões, meningite, encefalite, mielite, vasculite do Sistema Nervoso Central, encefalomielite aguda disseminada, síndrome de Guillain-Barré e acidente vascular cerebral, com uma proporção considerável de pacientes afetados durante o curso da doença. Considerações finais: Fica evidente, portanto, que novos estudos devem ser realizados no intuito de elucidar os mecanismos envolvidos na fisiopatologia da infecção pelo SARS-CoV-2 no desenvolvimento de complicações neurológicas, para que o manejo terapêutico adequado seja realizado de forma precoce.</p> Rayanne de Queiroz Guimarães Marcela Ribeiro Goulart Isabella Favilla Jorge Grandim Maria Carolina Oliveira Azevedo Ana Karla Alves do Carmo Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1704 e1704 10.46919/archv5n3espec-032 Avaliação da percepção vertical subjetiva em pacientes com Acidente Vascular Cerebral: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1705 <p>Introdução: O Acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de comprometimento da verticalidade em adultos, trazendo prejuízo no equilíbrio e resultando na limitação das funções adequadas das atividades diárias. Dentro desse âmbito foram revistos os métodos em saúde utilizados para mensurar essa percepção nos indivíduos acometidos. Objetivo: O presente artigo tem por objetivo realizar uma revisão de literatura do conhecimento atual sobre a escalas de percepção em saúde, sobre a avaliação subjetiva dessa verticalidade em pacientes com sequelas de acidente vascular cerebral.&nbsp; Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO entre 2006 e 2017 e o livro texto de clínica médica e neurologia. Resultados e discussão: Evidências mostram forte correlação entre a região do hemisfério cerebral acometida, local de avaliação, posição e a fase da doença em que se encontram os pacientes pós AVC. Sendo na maioria das vezes, o protocolo realizado, o visual vertical subjetivo (SVV), seguido pelo vertical postural subjetiva (SPV), sendo encontrado dados com dados de grande variabilidade. Considerações finais: A avaliação do paciente pós AVC, sofreu muitas interferências a despeito de como foram realizados os testes, com necessidade de uma melhor divisão futura entre quais fases da doença podem ser comparados. Embora já seja esperada que o AVC, traga aos pacientes prejuízos motores e de equilíbrio associados, a avaliação necessita ser otimizada.</p> Ingrid Fernandes Lopes Henrique Nunes de Araújo Ricci Rafael Hubner Andrade Luana Sales Montenegro Luciana Kuster David Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1705 e1705 10.46919/archv5n3espec-033 Avanços na detecção precoce da pré-eclâmpsia: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1706 <p>A pré-eclâmpsia é uma doença hipertensiva da gestação, caracterizada pela elevação da pressão arterial maior ou igual a 140/90 mmHg e proteinúria maior ou igual a 300 mg em urina de 24 horas, a partir das 20 semanas gestacionais, ou pela elevação da pressão arterial acompanhada de comprometimento de órgãos-alvo. Devido à possibilidade de progressão da doença para eclâmpsia, síndrome HELLP ou outras condições clínicas graves, e associando-se a uma maior taxa de mortalidade materna e perinatal, faz-se necessário o estudo e aprimoramento na detecção precoce da pré-eclâmpsia. Objetivo: Este artigo tem por objetivo revisar a literatura atual sobre a detecção precoce da pré-eclâmpsia. Materiais/Sujeitos e Métodos: Foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na Fleury Medicina e Saúde 2022, Revista Unifeso 2019, e BOSCO 2023. Resultados: Evidências mostram que uma anamnese completa reconhece 30-40% das gestantes destinadas a desenvolver pré-eclâmpsia precocemente, com uma taxa de 5% de falso-positivo. A anamnese somada ao índice de pulsatilidade das artérias uterinas, identificado pelo Doppler, a medição da pressão arterial média, a identificação da proteína A plasmática associada à gestação (PAPP-A) e o fator de crescimento placentário (PlGF) reconhecem 74,8% das gestantes destinadas a desenvolver pré-eclâmpsia precocemente, com uma taxa de falso-positivo de 10%. Conclusões: A detecção precoce da pré-eclâmpsia é necessária devido à alta taxa de morbimortalidade materna e fetal. Um único exame ou anamnese isolados não são eficazes o suficiente para a detecção precoce da doença hipertensiva gestacional, mas protocolos combinados apresentam resultados promissores e devem ser considerados para possibilitar o diagnóstico precoce, acompanhamento e instituição da profilaxia da pré-eclâmpsia, resultando em uma menor taxa de morbimortalidade materna e fetal.</p> Natália Maisa de Souza Rodrigues Renata Medeiros Melo Mariana Laura de Paula Souza Bianca Stephany Ramos Costa Beatriz Leite Assis Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1706 e1706 10.46919/archv5n3espec-034 Uso de probióticos na prevenção de infecções vaginais: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1707 <p>Introdução: A suplementação de probióticos tem sido cada vez mais utilizada no tratamento de desregulações intestinais, entretanto, no tratamento e prevenção de infecções vaginais, há poucos estudos avaliando os benefícios desta intervenção. Os resultados mostram uma melhora na manutenção da microbiota vaginal, cursando com melhora de algumas sintomatologias e na saúde vaginal. Este artigo tem como objetivo uma revisão da literatura atual sobre a utilização dos probióticos na prevenção de infecções vaginais. Materiais, Sujeitos e Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO, Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Web of Science e Cochrane entre o período de 2019 a 2024. Resultados e Discussão: Evidências mostram que os probióticos possuem benefícios na microbiota vaginal da mulher, atuando na prevenção e tratamento de afecções, como as vulvovaginites, principalmente quando associados aos tratamentos farmacológicos com antimicrobianos. Todavia, ainda são necessários mais estudos para avaliar os benefícios dessa intervenção. Considerações Finais: A suplementação de probióticos demonstrou-se benéfica no tratamento de disbiose, favorecendo um restabelecimento da microbiota e diminuindo os sintomas de prurido, odor fétido e corrimento vaginal. As principais infecções que evidenciam melhora na microbiota foram HPV, candidíase, vaginose bacteriana e tricomoníase. Entretanto, não há estudos que evidenciem o uso isolado no tratamento de uma afecção específica, somente como forma de prevenção ou para minimizar os sintomas e recorrências.</p> Carolina Pinto Barony Maria Angélica Sampaio Herculano Vitória Carolynna Rezende Souza Dannyelle Karolayne Fernandes de Lima Izabela Mello Gomes dos Santos Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1707 e1707 10.46919/archv5n3espec-035 O impacto da dieta DASH na saúde reprodutiva feminina: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1708 <p>A dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension) tem sido objeto de estudo devido aos seus potenciais benefícios para a saúde reprodutiva feminina. Esta abordagem dietética, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, tem mostrado impacto positivo em diversos aspectos da saúde das mulheres. Estudos sugerem que a adesão à dieta DASH pode melhorar a regularidade do ciclo menstrual, reduzir a incidência de distúrbios menstruais como a síndrome do ovário policístico (SOP) e aumentar a fertilidade feminina. Além disso, evidências indicam que a dieta DASH pode contribuir para a prevenção de complicações gestacionais, como pré-eclâmpsia e diabetes gestacional. Os possíveis mecanismos por trás desses efeitos benéficos incluem a regulação hormonal, a redução da inflamação, a melhoria da sensibilidade à insulina e a manutenção de um peso corporal saudável. Embora mais pesquisas sejam necessárias para entender completamente esses mecanismos e confirmar os benefícios da dieta DASH na saúde reprodutiva feminina, as evidências disponíveis sugerem que essa abordagem dietética pode ser uma estratégia promissora para promover a saúde das mulheres em idade reprodutiva.</p> Kaila Beatriz de Jesus Teixeira Andréa Araújo Albernaz Evelyn de Kenya Lins Prates Ingra Torres Goldfeld Neiva Moroni Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1708 e1708 10.46919/archv5n3espec-036 Schwannoma intra ósseo: relato de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1709 <p>Os Schwannomas são tumores benignos que acometem as células de Schwann. A apresentação intraóssea é rara e representa cerca de 0,2% dos schwannomas, sendo a mandíbula o osso mais acometido. Objetivo: O presente artigo tem por objetivo revisar a literatura e relatar um caso acerca do conhecimento atual sobre a patogenia, diagnóstico e tratamento do Schwannoma intraósseo. Materiais e Métodos: Para a elaboração deste artigo de relato de caso e revisão, foram consultados relatos de caso e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED e SciELO entre os anos 2000 e 2024. Resultados e Discussão: A gênese dessa enfermidade ainda não é completamente esclarecida. O acometimento é quase que exclusivo das fibras sensitivas, que são raras nos ossos. Os tumores podem surgir em qualquer idade, mas são mais frequentes a partir da 4ª década de vida. Podem ser assintomáticos ou causar dor e edema, sendo possível também o diagnóstico após fratura patológica. Considerações Finais: A ressonância magnética é o método de escolha para o diagnóstico. O Schwannoma intraósseo é raro, mas pode gerar impactos importantes. O tratamento dessa condição se dá pela ressecção da lesão e preenchimento com enxerto ósseo. A taxa de recidiva do tumor é baixa e ainda não foi descrita transformação maligna desse tumor.</p> Pedro Lucas Pereira Matos Pietro Macari Alem Mascanhi Felipe Lapido Aguiar Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1709 e1709 10.46919/archv5n3espec-037 Anatomia do ligamento meniscotibial medial do joelho: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1710 <p><strong>RESUMO<br></strong>A anatomia do ligamento meniscotibial medial do joelho tem sido objeto de interesse crescente devido à sua importância na estabilidade e função do joelho. Esta revisão sistemática analisa a anatomia deste ligamento, incluindo sua origem, inserção, comprimento, espessura e características morfológicas. A literatura revisada destaca a variabilidade na anatomia deste ligamento entre os indivíduos, o que pode ter implicações clínicas significativas em procedimentos cirúrgicos e na compreensão das lesões associadas. A compreensão precisa da anatomia do ligamento meniscotibial medial é crucial para a prática clínica ortopédica, especialmente em cirurgias de reconstrução do ligamento cruzado anterior e na abordagem de lesões meniscais.</p> José Renato de Oiveira Campos Paiva Marina Bava Shinyashiki Giovanni Matheus Almeida de Oliveira Luana Rocha Oliveira Matos Lucas Tomaz Valim Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1710 e1710 10.46919/archv5n3espec-038 Haste intramedular de fíbula nas fraturas maleolares do tornozelo - técnica cirúrgica e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1711 <p>Considerando que fraturas de tornozelo são frequentemente decorrentes de trauma indireto (96,1%), tornando-se complexas devido a várias lesões apresentadas, como luxação e subluxação articular, fratura maleolar e comprometimento articular, superfície da tíbia e lesão ligamentar. Objetiva-se discutir o uso das hastes intramedulares no tratamento dessas fraturas, que teve um grande avanço, diminuindo as complicações no tratamento cirúrgico, e permitindo um uso mais efetivo no controle rotacional e estabilidade, com a haste bloqueada ainda permitindo o bloqueio proximal e distal estabilizando fraturas metafisárias. Observa-se que essa forma de fixação é simples e segura, preservando a estabilidade e movimento articular e acelerando o processo de reabilitação. Conclui-se que a técnica é eficaz no tratamento de fraturas maleolares do tornozelo.</p> Marina Bava Shinyashiki Giovanni Matheus Almeida de Oliveira Luana Rocha Oliveira Matos José Renato de Oiveira Campos Paiva Lucas Tomaz Valim Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1711 e1711 10.46919/archv5n3espec-039 Complicações oftalmológicas em cirurgias da coluna vertebral: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1712 <p>As complicações oftalmológicas das cirurgias de coluna são um grande desafio para a prática clínica. Esta revisão de literatura tem como objetivo identificar e analisar as complicações oftalmológicas mais comuns associadas a cirurgias de coluna, destacando os mecanismos subjacentes e as estratégias de prevenção e manejo. Artigos científicos publicados foram revisados, utilizando os bancos de dados Pubmed e Scielo, para o período entre os anos 2000 e 2023. As principais complicações incluem neuropatia óptica isquêmica, oclusão da artéria central da retina e descolamento de retina. Essas complicações são atribuídas a fatores como hipotensão prolongada, aumento da pressão intraocular e posicionamento inadequado durante a cirurgia. Conclui-se, que a detecção precoce e o início de medidas profiláticas são de extrema importância para minimizar os riscos e melhorar os resultados visuais pós-operatórios.</p> Ana Laura Marto de Andrade Caio Vinícius Maia Cotian Eduardo Diego Ribeiro Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1712 e1712 10.46919/archv5n3espec-040 Uso das bancas sublaminares em cirurgia para escoliose idiopática do adolescente - revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1713 <p>Introdução: A Escoliose Idiopática (EI), por definição, é um desvio no plano coronal da coluna vertebral maior que 10 graus. Esta curva pode estar localizada nas regiões de coluna torácica proximal, torácica, toracolombar e lombar, sendo a referência da curvatura caracterizada pelo lado de sua convexidade. A EI do Adolescente (EIA) é a forma mais comum de escoliose, representando em torno de 80% dos casos, acometendo principalmente aqueles durante o período conhecido como estirão da puberdade. O presente artigo tem por objetivo revisar a literatura sobre a abordagem cirúrgica através das Bandas Sublaminares (BS) quando comparadas a outras técnicas de tratamento da EIA. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO, Google Scholar e Cochrane, entre 1991 e 2024. Resultados e discussão: As Bandas Sublaminares são dispositivos de poliéster introduzidos cirurgicamente sob a lâmina vertebral no tratamento da Escoliose Idiopática. Comparadas a outras técnicas, como fios de Luque, apresentam menor risco de fratura das lâminas, menores taxas de complicações e menor tempo cirúrgico. Considerações finais: No tratamento da Esclerose Idiopática do Adolescente, resultados terapêuticos satisfatórios são atingidos com a abordagem cirúrgica utilizando Bandas Sublaminares, demonstrando boa margem de segurança, correções significativas no plano frontal e excelente correção no plano sagital. Comparadas a outras técnicas, o uso de BS apresenta vantagens que favorecem sua utilização em detrimento de outras abordagens.</p> Ariston Candido Pereira Neto Vitor Lima Rocha Lucas Lodi do Espírito Santo Douglas Melo Moura Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1713 e1713 10.46919/archv5n3espec-041 Osteotomia de alongamento da coluna lateral do calcâneo para tratamento do pé plano flexível sintomático de crianças e adolescentes: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1714 <p>Considerando que o pé chato flexível é uma condição comum em crianças pequenas e tem forte tendência a resolver-se espontaneamente ou tornar-se moderado a leve em adultos, sem causar problemas futuros. Contudo, numa minoria de casos, a deformidade é mais grave e não melhora, o que pode levar à deterioração mecânica, à deformidade e, em última análise, à dor. Nestes casos, o tratamento cirúrgico deve ser considerado. O objetivo desta revisão sistemática foi avaliar os resultados obtidos na literatura no tratamento do pé plano flexível sintomático em crianças ou adolescentes com um procedimento muito comum - a osteotomia de extensão da coluna do calcâneo. Procedeu-se a uma busca eletrônica sistemática de artigos publicados entre março de 2014 e junho de 2024 nas bases de dados PubMed, Web of Science, Cochrane, CINAHL, SciELO, SCOPUS e LILACS. Dos resultados clínicos, radiológicos e complicações dos 44 artigos encontrados na base de dados, apenas 8 estudos foram selecionados com base nos critérios de inclusão e exclusão, tratando um total de 105 pacientes e 167 pés. Apenas três autores conduziram estudos prospectivos sem caso-controle ou randomização. A maioria das publicações no período avaliado foram estudos descritivos ou séries de casos (nível de evidência III ou IV), com diferenças significativas na metodologia, mas a satisfação dos pacientes e cirurgiões com os resultados foi alta. Observa-se que são necessários estudos com desenhos prospectivos e randomizados, grupos de controle apropriados e critérios de avaliação validados para melhor consolidar as evidências atuais.</p> Pedro Ricardo Primo Ferreira de Oliveira Yago Arthur Domingos Cabral Copyright (c) 2024 2024-07-09 2024-07-09 5 3 e1714 e1714 10.46919/archv5n3espec-042 Anestesia para salpingectomia parcial bilateral em paciente com miocardiopatia hipertrófica idiopática: relato de um caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1718 <p>Introdução: A MHI é uma doença autossômica dominante com prevalência de 0,2% ( 1:500 ) na população adulta que se caracteriza pela hipertrofia do septo ventricular e pelas anormalidades da valva mitral. Objetivo: discutir as melhores técnicas anestésicas para pacientes portadores de MHI que necessitam realizar salpingectomia bilateral, a partir de uma revisão da literatura médica. Materiais/sujeitos e métodos: foram realizadas buscas detalhadas nas bases de dados PubMed, Scielo, e Google Scholar, abrangendo publicações mais recentes. Resultados e discussão: O tratamento da doença pode ser clínico ou cirúrgico. O diagnóstico clínico geralmente é estabelecido por meio de ecocardiograma bidimensional, que evidencia hipertrofia ventricular esquerda (espessamento da parede superior a 15 mm), tipicamente assimétrica, associada a uma câmara não dilatada na ausência de outras doenças cardíacas ou sistêmicas. Considerações finais: a anestesia para uma salpingectomia parcial bilateral em uma paciente com miocardiopatia hipertrófica idiopática requer uma abordagem cuidadosa e individualizada, com uma atenção especial à função cardíaca da paciente. Medidas simples, como planejamento anestésico, monitoração e cooperação de todos os envolvidos, determinaram o sucesso anestésico.</p> Caroline Prado Giroto Rosana de Cássia Moreira Mendanha Mailane Renata Leite Mariana Soares Rocha Mendes Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1718 e1718 10.46919/archv5n3espec-043 Papiloma de plexo coróide na fossa posterior na população pediátrica: série de casos e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1719 <p>Introdução: Os papilomas do plexo coróide (PPC) são tumores raros do sistema nervoso, de origem neuroectodérmica.&nbsp; Eles correspondem a 0,4 a 0,6% de todos os tumores intracranianos e 2 a 4% dos estão presentes nessa faixa etária, principalmente antes dos 5 anos de idade.&nbsp;&nbsp; As formas malignas são ainda menos frequentes, ocorrendo na razão de 1:5 em relação aos papilomas. Objetivo: Fazer revisão da literatura para melhor conhecimento do tema. Materiais/sujeitos e métodos: Para a elaboração do artigo foram revisados periódicos de acervos como Medline/PubMED, SciELO, LILACS, ScienceDirect, American Cancer Society Journal, Nature e Springer publicados entre os anos 1990 e 2023 objetivando apresentar os detalhes desta patologia específica. Resultados e discussão: Após minuciosa revisão da literatura atual, percebeu-se que o papiloma do plexo coróide é uma neoplasia rara do sistema nervoso central, representando menos de 1% de todos os tumores intracranianos pediátricos. Este tipo de tumor origina-se das células epiteliais do plexo coróide, que é responsável pela produção do líquido cefalorraquidiano (LCR). Quando ocorre na fossa posterior, que é a região do crânio situada na base do cérebro, pode causar sintomas significativos devido à localização crítica e ao impacto no fluxo do LCR. Considerações finais: Após o tratamento inicial, é essencial realizar um acompanhamento regular dos pacientes para monitorar a recorrência do tumor, bem como quaisquer efeitos adversos decorrentes do tratamento. O seguimento a longo prazo também é necessário para avaliar o desenvolvimento neurológico e cognitivo dos pacientes e identificar quaisquer complicações tardias associadas ao papiloma de plexo coróide e seu tratamento.</p> Mirelly Karoline Cunha Luana Thaysa da Silva Luísa Pettz Oliveira Hostt Wanessa Gonçalves Alves Isadora da Silva Gomes Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1719 e1719 10.46919/archv5n3espec-044 Terapia manual em adultos com cefaleia tensional: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1715 <p>Introdução: A cefaleia do tipo tensional (CTT) é a cefaleia primária mais prevalente em todo o mundo. É descrita como a dor de cabeça que mais prevalece em jovens trabalhadores, caracterizando-se como um importante problema de saúde pública, com maior incidência em mulheres adultas e prevalência de 90% contra 67% dos homens. Objetivo: pesquisar, a partir da revisão da literatura médica, a respeito da terapia manual em adultos com cefaleia tensional, para melhor entendimento dela e das técnicas da terapia manual para tratamento dessa patologia.&nbsp; Materiais/sujeitos e métodos: Para elaboração dessa revisão de literatura a respeito da utilização de terapias manuais em adultos com cefaléia tensional foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados nas seguintes fontes: SciELO, revistas ICESP e RSD Journal publicados entre os anos de 2007 e 2021. Resultados e discussão: A terapia de controle da dor mais difundida ainda é a medicamentosa, no entanto, sob influência da medicina chinesa, algumas técnicas como alongamentos e massagens, aplicadas manualmente sobre tecidos musculares, ósseos, conjuntivos e nervosos, podem colaborar com a melhora do quadro. Dessa forma, nosso objetivo foi avaliar a eficácia das terapias manuais para controle da cefaleia tensional, através da Escala Visual Analógica (EVA) da dor, aplicadas nos pacientes no início e final da terapia. Considerações finais: Ao finalizar, foram encontradas mudanças importantes na intensidade da dor, variabilidade da frequência cardíaca e limiar de dor à pressão. Logo, concluiu-se que a terapia manual se mostra como uma terapia promissora na melhora da dor na cefaleia tensional e ausentando-se de malefícios à aplicação da técnica ao paciente.</p> Flávia Pascoal Teles Amanda Pinto Guimaraes Marcella Ferreira Olintho Deise Duarte Santos Sousa Gustavo Ribeiro da Luz Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1715 e1715 10.46919/archv5n3espec-045 Manejo da dor na Síndrome de Guillain-Barré: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1716 <p>Introdução: A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença neurológica autoimune reconhecida como uma polineuropatia desmielinizante inflamatória que acomete nervos periféricos e não periféricos. É desencadeada por infecções virais ou bacterianas provocando uma reação imunomoduladora e consequente degeneração axonal. Seus sintomas típicos são formigamento, dor e paralisia de membros inferiores que de forma ascendente, progressiva e simétrica, atingem membros superiores, músculos respiratórios, tronco e face. Objetivo: Buscar as principais formas de tratamento para alívio da dor em pacientes acometidos por essa patologia. Materiais, sujeitos e métodos: As bases de dados utilizados para elaboração do presente artigo foram Medline/PubMED e SciELO, Cochrane, BVS…, com artigos científicos e de revisão publicados entre 2006 e 2024 e/ou mais recentes publicações. Resultados e discussão: Estudos observaram que medicações como analgésicos e modulares de dor, como antidepressivos, gabapentina, pregabalina, carbamazepina além de fisioterapia motora, são opções terapêuticas para obter maior analgesia na dor neuropática da SGB. Considerações finais: Somada à terapia específica da SGB, o manejo do sofrimento álgico do paciente é instrumento imprescindível para melhor qualidade de vida do mesmo.</p> Rayanne de Queiroz Guimarães Marcela Ribeiro Goulart Isabella Favilla Jorge Grandim Maria Carolina Oliveira Azevedo Ana Karla Alves do Carmo Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1716 e1716 10.46919/archv5n3espec-046 Profilaxia de convulsões em meningiomas: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1717 <p>Introdução: Considerando a alta prevalência de convulsões em pacientes com meningiomas e a necessidade de estratégias eficazes para a profilaxia, objetiva-se revisar sistematicamente a literatura existente sobre a profilaxia de convulsões nestes pacientes. Objetivo: abordar essas lacunas no conhecimento, fornecendo uma análise abrangente das evidências disponíveis sobre a profilaxia de meningiomas. Materiais e métodos: A análise constitui-se de estudos publicados nas bases de dados <em>Medline/PubMED</em>, <em>SciELO</em> e <em>Cochrane</em>, entre 2000 e 2023, enfatizando abordagens profiláticas, eficácia dos tratamentos e resultados clínicos. Resultados e discussão: Observou-se que a administração profilática de anticonvulsivantes pode reduzir a incidência de convulsões, especialmente em pacientes com histórico de crises. No entanto, a eficácia e a segurança variam conforme o tipo de anticonvulsivante utilizado e as características do paciente. Estudos mostram que a profilaxia com levetiracetam é geralmente preferida devido ao perfil de segurança e à eficácia. A decisão de iniciar a profilaxia deve ser individualizada, levando em conta fatores como localização do tumor, histórico de convulsões e comorbidades do paciente. Considerações finais: A prevenção de convulsões em meningiomas deve ser personalizada, ponderando os riscos e benefícios para cada paciente. Ademais, mais estudos são necessários para definir protocolos otimizados e diretrizes claras, visando melhorar os desfechos clínicos e a qualidade de vida dos pacientes. A revisão ressalta a importância de diretrizes mais robustas e pesquisas contínuas para otimizar a prevenção e garantir a segurança dos pacientes.</p> Henrique Nunes de Araújo Ricci Rafael Hubner Andrade Luana Sales Montenegro Ingrid Fernandes Lopes Luciana Kuster David Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1717 e1717 10.46919/archv5n3espec-047 Mecanismos neurológicos envolvidos na escoliose idiopática revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1720 <p>Introdução: A escoliose idiopática é uma condição caracterizada pela curvatura anormal da coluna vertebral em um padrão em “S” ou “C”, no adulto é definida como uma deformidade da coluna vertebral no plano coronal com ângulo de Cobb &gt; 10°. Embora possa surgir em qualquer idade, é mais prevalente no período de crescimento rápido na adolescência. Objetivo: O artigo revisa sobre mecanismos neurológicos que podem estar associados aos desenvolvimentos e intervenções usadas para melhoria da sobrevida do doente. Materiais/sujeitos e métodos: O estudo a seguir é uma revisão de literatura com base em artigos das bases de dados SCIELO e PUBMED que abordam esse tema. Resultados e discussão: A etiologia exata permanece desconhecida, mas fatores genéticos, hormonais, biomecânicos, sobrecarga em articulações facetárias e processos degenerativos são considerados. A avaliação compreende um histórico clínico detalhado, exame físico, e uso de radiografias para determinação do ângulo de Cobb. O tratamento varia segundo a gravidade da alteração, medida pelo ângulo de Cobb, abrangendo desde a observação e fisioterapia em casos leves até intervenções cirúrgicas em curvas graves.&nbsp; Considerações finais: A gestão da EI demanda uma abordagem multidisciplinar e adaptada, com avaliações regulares e tratamentos de acordo com a alteração e a maturidade esquelética do paciente. É uma condição potencialmente limitante que afeta um grupo heterogêneo de pacientes.</p> Mirelly Karoline Cunha Luana Thaysa da Silva Luísa Pettz Oliveira Hostt Wanessa Gonçalves Alves Isadora da Silva Gomes Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1720 e1720 10.46919/archv5n3espec-048 Avaliação eletrofisiológica da junção neuromuscular: breve revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1721 <p>Introdução: A junção neuromuscular é composta basicamente pelo terminal nervoso motor pré-sináptico, o espaço sináptico e a membrana muscular pós-sináptica. Estudos eletrofisiológicos da junção neuromuscular foram desenvolvidos com o passar dos anos e atualmente auxiliam no diagnóstico complementar e diferencial dos diferentes acometimentos da placa motora periférica. Objetivo: O presente artigo tem por objetivo uma revisão de literatura do conhecimento atual sobre a avaliação eletrofisiológica da junção neuromuscular. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane, entre 2004 e 2022, e o livro de Neuroanatomia, de Ângelo Machado, 3ª edição. Resultados e discussão: As afecções da junção neuromuscular podem ser podem ser devidas a nervos periféricos, músculos, placa motora ou através da combinação dos componentes. Neste contexto, análises eletrofisiológicas (como eletroneurografias e eletromiografias), através de avaliações diretas ou indiretas, possibilitam o diagnóstico topográfico dos segmentos do sistema nervoso periférico.&nbsp; Considerações finais: Evidências comprovam importante sensibilidade das análises eletrofisiológicas no contexto de alterações clínicas relacionadas aos componentes da junção neuromuscular, demonstrando o seu benefício em auxiliar o diagnóstico diferencial e manejo de condições clínicas específicas (como miastenia gravis e Eaton-Lambert).</p> Lucas Alves Pedrada Camille Pettene Dantas Robson Waldeck Silva Junior Jassiara Soares da Silva Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1721 e1721 10.46919/archv5n3espec-049 Tratamento cirúrgico de rizartrose: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1722 <p>A rizartrose, ou osteoartrite trapeziometacarpal, é um processo degenerativo que afeta a primeira articulação do polegar, causando dor e comprometendo a função manual. Esta revisão de literatura visa avaliar as técnicas cirúrgicas utilizadas no tratamento da rizartrose e seus resultados. A revisão abrange artigos publicados entre 1991 e junho de 2024, encontrados nas bases de dados Medline/PubMed, SciELO e Cochrane. Foram selecionados estudos que compararam diferentes técnicas cirúrgicas, incluindo excisão trapezial, artroplastia e artrodese. Os resultados indicaram que a satisfação dos pacientes e a eficácia das técnicas variam, com algumas técnicas mostrando melhor alívio da dor e funcionalidade. Contudo, há uma necessidade de mais estudos com desenhos prospectivos e randomizados para validar as conclusões.</p> Ana Laura Marto de Andrade Caio Vinícius Maia Cotian Eduardo Diego Ribeiro Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1722 e1722 10.46919/archv5n3espec-050 Metástase do eixo axial: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1723 <p>Este estudo objetiva revisar a literatura sobre metástase do eixo axial, focando na disseminação de células cancerígenas para estruturas ósseas cruciais, como coluna vertebral, crânio, costelas e esterno. A pesquisa descritiva e retrospectiva utilizou artigos da plataforma MedLine/PubMed, abrangendo o período de janeiro de 1996 a maio de 2024. Observou-se que metástases ósseas são comuns em cânceres avançados de mama, próstata, pulmão e rim, devido à alta vascularização dos ossos. A compreensão dos mecanismos de disseminação, interações celulares no microambiente ósseo e estratégias terapêuticas é essencial para melhorar o manejo clínico e a qualidade de vida dos pacientes. Conclui-se que o tratamento personalizado e inovador é crucial para abordar as limitações das terapias convencionais e melhorar os resultados clínicos.</p> Ariston Candido Pereira Neto Lucas Lodi do Espírito Santo Douglas Melo Moura Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1723 e1723 10.46919/archv5n3espec-051 Cirurgia de Bankart artroscópica: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1724 <p>A cirurgia de Bankart artroscópica é um procedimento minimamente invasivo amplamente utilizado no tratamento da instabilidade do ombro causada por lesões de Bankart. Este artigo revisa a literatura existente sobre a eficácia, complicações e desfechos a longo prazo dessa técnica cirúrgica. Objetivo: Avaliar a base de evidências sobre a cirurgia de Bankart artroscópica, destacando suas vantagens, desafios e perspectivas futuras. Materiais e Métodos: Revisão de artigos científicos e revisões sistemáticas publicados nas bases de dados PubMed, Scopus e SciELO entre os anos de 2000 e 2024. Resultados e Discussão: A técnica artroscópica de Bankart demonstrou menor incidência de complicações, tempo cirúrgico mais breve, menor índice de problemas pós-operatórios e redução da dor em comparação com a cirurgia tradicional. Conclusão: A cirurgia de Bankart artroscópica é uma abordagem eficaz e segura para o tratamento da instabilidade do ombro, com bons resultados funcionais e baixa taxa de recidiva.</p> Pedro Ricardo Primo Ferreira de Oliveira Yago Arthur Domingos Cabral Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1724 e1724 10.46919/archv5n3espec-052 Associação entre perfusão periférica, microcirculação e mortalidade na sepse: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1725 <p>A sepse é uma síndrome metabólica e imunológica grave, resultante de uma infecção, que representa um risco significativo à vida. Este estudo visa revisar a relação entre perfusão periférica, microcirculação e mortalidade na sepse, destacando a importância desses parâmetros na previsão da sobrevivência dos pacientes. Foi realizada uma busca sistemática nas bases de dados PubMed, Scielo e UpToDate para identificar estudos relevantes publicados entre 2005 e 2022. Os resultados indicam que, mesmo após a normalização dos parâmetros de macrocirculação, a disfunção na microcirculação pode persistir, afetando negativamente os desfechos dos pacientes. Conclui-se que a monitorização da perfusão periférica e da microcirculação é crucial para a recuperação da homeostase e a redução da mortalidade na sepse.</p> Gabrielle da Cunha Rodrigues Ana Paula Teixeira Leite Gabriel Augusto Fadoni Mikaelly de Arêa Leão Silveira Costa Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1725 e1725 10.46919/archv5n3espec-053 Buprenorfina transdérmica para dor aguda pós-operatória: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1726 <p>A buprenorfina transdérmica é um adesivo opioide agonista que adere à pele e libera lentamente o analgésico durante um período de vários dias, sendo bastante prescrita em casos de dor crônica. A dor aguda pós-operatória é uma das maiores queixas entre pacientes após vários procedimentos cirúrgicos, sendo a analgesia multimodal o principal método de combate a essa dor. O presente estudo tem como objetivo analisar a eficácia da buprenorfina transdérmica no tratamento da dor aguda no pós-operatório. Foi realizada uma revisão literária utilizando as bases de dados Scielo, Google Acadêmico, PubMed e LILACS, com os descritores “buprenorfina transdérmica”, “dor aguda” e “pós-operatório”. Foram selecionados quatro artigos publicados nos últimos quatro anos. Os resultados indicaram que a buprenorfina tem um efeito teto 75 a 100 vezes maior que o da morfina. A maioria dos estudos revelou que a buprenorfina transdérmica diminui o consumo de analgésicos no pós-operatório sem aumentar as reações adversas. Conclui-se que a buprenorfina pode ser eficaz no tratamento da dor aguda pós-operatória devido ao seu alto efeito teto comparado à morfina.</p> Rosaynny da Costa Fumeiro Marcela Moreira Ribeiro Ana Carolina Pacheco Resende Roberta Perillo Barbosa Mailson Meireles Batista Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1726 e1726 10.46919/archv5n3espec-054 Prevenção de desvio de drogas e transtornos por uso de substâncias entre anestesiologistas: uma revisão narrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1727 <p>Introdução: Este artigo apresenta uma revisão narrativa sobre a prevenção de desvio de drogas e transtornos por uso de substâncias entre anestesiologistas. A revisão aborda a importância de identificar precocemente os fatores de risco associados ao desvio de drogas nessa população profissional e destaca as estratégias de prevenção e intervenção. Materiais, Sujeitos e Métodos: Este trabalho foi realizado por meio de uma pesquisa bibliográfica, através de uma revisão narrativa da literatura. Os critérios de inclusão definidos para a seleção dos artigos foram: artigos publicados nos idiomas português e inglês, com resumos disponíveis na biblioteca virtual PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde; e artigos publicados a partir de 2017. Resultados e Discussão: O estudo apontou os impactos potenciais do desvio de drogas na segurança do paciente e na saúde dos profissionais de anestesiologia. Foram discutidas as barreiras à detecção e ao tratamento de transtornos por uso de substâncias entre anestesiologistas e a necessidade de diretrizes e políticas de saúde recomendadas para mitigar esses riscos e promover um ambiente de trabalho saudável. Conclusão: Esta revisão ressalta a importância da educação contínua, da conscientização e do suporte para os anestesiologistas, visando prevenir o desvio de drogas e transtornos por uso de substâncias, garantindo assim a segurança e a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes.</p> Luis Fernando Borges Macedo Luna Karolina Neves de Abreu Júlio César Peixoto dos Santos Filho Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1727 e1727 10.46919/archv5n3espec-055 Eficácia analgésica do bloqueio guiado por ultrassom do plano do abdominal transverso: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1728 <p>A analgesia adequada no pós-operatório é essencial para a recuperação dos pacientes. O bloqueio do plano transverso abdominal (TAP) guiado por ultrassom tem ganhado destaque como uma técnica eficaz e segura para o manejo da dor em cirurgias abdominais. Este estudo objetiva revisar sistematicamente a eficácia analgésica do bloqueio TAP guiado por ultrassom. Foi realizada uma busca em bases de dados como PubMed e BVS, utilizando descritores relacionados ao TAP e analgesia. Selecionamos 8 estudos que atenderam aos critérios de inclusão, abrangendo ensaios clínicos randomizados e revisões sistemáticas. Os resultados demonstraram que o bloqueio TAP guiado por ultrassom reduz significativamente a dor pós-operatória e a necessidade de opioides. Concluímos que o bloqueio TAP é uma técnica promissora, especialmente para pacientes submetidos a cirurgias abdominais.</p> Vitor Henrique Mendes Isadora Carla Batista Chaves Virgílio Gabriel Linhares Custódio Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1728 e1728 10.46919/archv5n3espec-056 Dor em pacientes com lesão da medula espinhal: uma revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1729 <p>A dor em pacientes com lesão da medula espinhal é uma questão complexa que afeta significativamente a qualidade de vida desses indivíduos. Este resumo explora os diferentes tipos de dor associados à lesão medular, incluindo dor nociceptiva, dor neuropática e dor musculoesquelética. Além disso, são discutidas as possíveis causas da dor em pacientes com lesão da medula espinhal, como lesões neurais diretas, alterações neuroquímicas e disfunção do sistema nervoso central. Estratégias de manejo da dor, incluindo terapias farmacológicas e não farmacológicas, são abordadas, destacando a importância de uma abordagem multidisciplinar para o tratamento eficaz da dor.</p> Rafael de Almeida Miguez Pedro Paulo Cardoso Guimarães Mayra Borges Barbosa Jânio Carlos Nunes Viturino Filho Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1729 e1729 10.46919/archv5n3espec-057 Revisão do uso de gabapentina no controle da dor pós-operatória https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1730 <p>Introdução: O manejo da dor no pós-operatório é uma pauta essencial e constantemente revisada na Anestesiologia. Um tema atual em destaque é a analgesia sem o uso de opioides. A gabapentina tem emergido como um componente importante na terapia multimodal, devido a evidências de seu papel analgésico e na redução da necessidade de opioides. Materiais, Sujeitos e Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados nas bases Medline/PubMED e SciELO, entre 2005 e 2024. Resultados e Discussão: Aproximadamente 10% dos pacientes relatam dores intensas no pós-operatório. Diversos estudos e revisões literárias mostram que a gabapentina é eficaz tanto no período pré-operatório quanto como fármaco adjuvante no pós-operatório, além de ser útil em casos de dor neuropática e epilepsia. No entanto, seu uso precisa ser discutido caso a caso, dependendo do tipo e da complexidade das cirurgias. Considerações Finais: A gabapentina é uma opção promissora no controle da dor pós-operatória, especialmente para reduzir a utilização de opioides e seus efeitos adversos. Diferentes operações resultam em tipos e intensidades variados de dor, exigindo mais estudos específicos para cada procedimento.</p> Bruno José Almeida Macieira Ramos Gustavo Rodrigues Henrique Milena Rafaela Pinto Moraes de Souza Costa Mayara Cristina Siqueira Faria Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1730 e1730 10.46919/archv5n3espec-058 Epidemiologia da parada cardíaca perioperatória e mortalidade no Brasil: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1731 <p>A parada cardíaca perioperatória é uma complicação grave que desafia a prática médica, resultando em morbidade e mortalidade significativas. Este estudo teve como objetivo central examinar a incidência, fatores de risco, desfechos e mortalidade associados a essa condição no contexto brasileiro. Para isso, uma revisão sistemática foi conduzida, envolvendo a busca e análise de estudos epidemiológicos publicados sobre o tema. Os critérios de inclusão foram aplicados para selecionar os estudos pertinentes, que foram avaliados quanto à sua qualidade e relevância. Os resultados obtidos proporcionaram uma compreensão mais aprofundada da epidemiologia da parada cardíaca perioperatória no Brasil, incluindo tendências temporais, fatores de risco identificados e desfechos clínicos associados. Esses achados têm implicações importantes para a prática clínica e a formulação de políticas de saúde, visando melhorar a prevenção, o diagnóstico e o manejo dessa complicação crítica durante procedimentos cirúrgicos, com o objetivo último de promover melhores resultados e qualidade de vida para os pacientes.</p> Bruna Postal Oliveira Mateus Biola Melo Pereira Rafael Barcelos Lima Cardoso Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1731 e1731 10.46919/archv5n3espec-059 Uso de corticosteroides por via peridural nas síndromes Dolorosas Lombares: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1732 <p>Introdução: Síndromes dolorosas lombares compõem um grupo de injúrias do esqueleto axial que podem acometer até 80% da população adulta em algum período da vida, acarretando grande morbidade e limitação laboral. A etiopatogenia é multifatorial, assim como o tratamento, que inclui analgesia inicial com anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), fisioterapia motora e, por vezes, intervenções cirúrgicas. Os pilares do tratamento visam à redução de danos e à melhora do prognóstico e da qualidade de vida dos doentes. Objetivo: Revisar a literatura atual sobre o uso de corticosteroides por via peridural nas síndromes dolorosas lombares. Materiais, Sujeitos e Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados nas bases de dados Medline/PubMED e SciELO entre 2004 e novembro de 2023. Resultados e Discussão: Evidências mostram que a infiltração de corticosteroides via peridural atua de modo transitório no tratamento da lombalgia aguda, reduzindo a necessidade de uso de terapia anti-inflamatória de resgate. Os efeitos foram mais proeminentes nas primeiras semanas após a infusão da corticoterapia. Seu uso demonstrou desfecho positivo transitório no tratamento das síndromes dolorosas lombares por um período médio de três semanas a três meses, com efeito moderado no tratamento para doentes crônicos. Porém, não mostrou interferência no curso natural da patologia, a qual cursa com caráter autolimitado, excluindo-se as causas cirúrgicas. Dentro do estudo, alguns corticosteroides, como a dexametasona, mostraram-se superiores à betametasona. Ambos foram classificados como seguros para uso via peridural, apresentando números reduzidos de reações adversas e intolerância. Considerações Finais: O uso de corticosteroides via peridural no tratamento de patologias lombares dolorosas apresentou resultados terapêuticos transitórios em um período de semanas a três meses, sem alteração no desfecho ou progressão das síndromes. Os estudos evidenciam a segurança do uso de corticosteroides nas doses preconizadas, apresentando melhor alívio da dor aguda, mas não para síndromes lombares dolorosas de caráter crônico.</p> Livia Costa dos Santos Galvão Ana Clara Freire da Cunha Bastos Lucas da Silva Amaral Maria Fernanda Pereira Aguiar Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1732 e1732 10.46919/archv5n3espec-060 Atelectasias durante anestesia: fisiopatologia e tratamento: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1733 <p>Introdução: A atelectasia, definida como o colapso parcial ou total do parênquima pulmonar, é uma complicação comum durante a anestesia, especialmente em cirurgias de longa duração e procedimentos envolvendo ventilação mecânica. A compreensão detalhada da fisiopatologia e das estratégias de tratamento é essencial para anestesiologistas e equipes cirúrgicas, visando minimizar complicações respiratórias e otimizar a recuperação pós-operatória dos pacientes. Logo, este estudo objetiva detalhar a fisiopatologia e o tratamento desta condição. Metodologia: Para a elaboração deste estudo de revisão, foram consultados artigos científicos das principais bases de dados publicados nos últimos 20 anos, além de livros referência da medicina. Resultados e Discussão: Durante a anestesia geral, a atelectasia ocorre devido a fatores como ventilação com volumes correntes reduzidos e altas concentrações de oxigênio, que promovem o colapso alveolar, diminuição da produção de surfactante, posição supina, hipoventilação, compressão mecânica dos pulmões e redistribuição do fluxo sanguíneo. O tratamento envolve manobras de recrutamento alveolar, aplicação de PEEP, ventilação com volumes correntes adequados, ajuste da posição do paciente, monitorização contínua de oxigênio e dióxido de carbono, além de fisioterapia respiratória pós-operatória. Essas estratégias são essenciais para prevenir o colapso alveolar, melhorar a oxigenação e promover a reexpansão pulmonar. Considerações Finais: A atelectasia durante a anestesia é uma complicação frequente, mas prevenível, que requer atenção meticulosa à fisiopatologia respiratória e às técnicas de manejo ventilatório. A implementação de estratégias preventivas e terapêuticas baseadas em evidências é crucial para minimizar o risco de atelectasias e melhorar os desfechos respiratórios dos pacientes.</p> Flavia Bedeti Neves Maisa Rezende Nazareth de Freitas Cardoso Sabriny Noleto Kasburg Leticia Maria de Carvalho Neves Renan da Cunha Leite Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1733 e1733 10.46919/archv5n3espec-061 Anestesia para intervenção cirúrgica endovascular na aorta abdominal: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1734 <p>Introdução: A aorta pode ser abordada de forma cirúrgica com exposição direta ou de forma endovascular. Para realizar o reparo endovascular, utiliza-se orientação fluoroscópica para acessar a aorta. Este procedimento pode ser realizado sob anestesia geral, onde o paciente está inconsciente e paralisado, ou sob anestesia locorregional, que, diferente da anestesia geral, requer apenas controle da dor e sedação suficiente para a abordagem cirúrgica. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados nas bases de dados Medline/PubMED e Cochrane. Resultados e discussão: A abordagem endovascular está associada a menos complicações pós-operatórias. Comparando ambas as técnicas no reparo endovascular da aorta abdominal, ainda não há consenso sobre qual técnica está associada a melhores resultados. Considerações finais: Atualmente, há poucos artigos comparando as técnicas anestésicas para o reparo aórtico endovascular, não sendo possível determinar, até o momento, qual técnica oferece maior benefício.</p> Raquel Lucchini Lima Marina Paolucci Oliveira Mariana Montalvão Silvestre Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1734 e1734 10.46919/archv5n3espec-062 Custos perioperatórios de anestesia local ou regional versus anestesia geral em ambiente ambulatorial: uma revisão sistemática de literatura recente https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1735 <p>A escolha entre anestesia regional e geral em procedimentos depende da complexidade, das características do paciente e das metas específicas de analgesia e recuperação. Este artigo tem como objetivo demonstrar os custos perioperatórios de anestesia geral, anestesia local ou regional, com o intuito de explorar os riscos intraoperatórios, complicações e ajudar na tomada de decisões clínicas. Para sua elaboração, foram consultados artigos científicos referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre 2000 e 2024. Resultados e Discussão: a grande maioria dos estudos mostrou a diferença entre a anestesia geral ou local, demonstrando seus benefícios e malefícios. Em um estudo de comparação de anestesia em procedimentos ginecológicos, foi demonstrado que a anestesia regional ou local apresenta benefícios na redução de complicações sistêmicas, enquanto a anestesia geral pode ser preferida em procedimentos longos e complexos. Considerações finais: Conclui-se que, ao comparar anestesias geral e regional, devem-se considerar seus riscos, benefícios e o melhor método para cada paciente individualmente.</p> Patrícia Keller Pereira Henrique Dantas Marinho Mazao Julliana de Paula Tavares Coelho Marcela Chiedde Marcos Vinícius Maringolli Vilela Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1735 e1735 10.46919/archv5n3espec-063 Remifentanil na prática clínica: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1736 <p>Introdução: O remifentanil é um opioide sintético utilizado na prática anestésica devido às suas propriedades farmacocinéticas favoráveis, como a rápida metabolização e a meia-vida curta. Este estudo visa revisar a eficácia, as indicações, os efeitos adversos e as considerações econômicas do uso de remifentanil em contextos clínicos. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram utilizados os bancos de dados eletrônicos PubMed, SciELO e Cochrane, buscando por artigos científicos, revisões sistemáticas e meta-análises datadas entre fevereiro de 2004 e junho de 2020. A pesquisa foi realizada utilizando o termo "Remifentanil in clinical practice". Resultados e discussão: O remifentanil se destaca como o opioide de escolha dos anestesistas para infusões venosas contínuas devido à sua duração curta de efeito e recuperação rápida, mesmo após infusões prolongadas. A dose recomendada é de um bolus de 1 µg/kg via endovenosa, seguido por uma infusão de 0,5 µg/kg/min, ajustada conforme o procedimento. No entanto, seu uso em terapia intensiva ainda carece de evidências robustas para garantir sua segurança. Considerações finais: O remifentanil é uma ferramenta valiosa no manejo da dor aguda, proporcionando controle preciso da analgesia e facilitando a recuperação pós-cirúrgica. Entretanto, seus custos elevados e a necessidade de analgesia complementar devem ser considerados. A contínua pesquisa e monitorização são essenciais para otimizar seu uso clínico.</p> Michelle Dayane Antunes de Almeida Barbara Varussa Cardoso Rafael Silva Dantas Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1736 e1736 10.46919/archv5n3espec-064 O papel da sedação paliativa no final da vida: aspectos médicos e éticos - revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1737 <p>Introdução: A sedação paliativa no final da vida é um procedimento realizado exclusivamente por médicos há mais de duas décadas. Esse tema é de suma importância e representa desafios complexos relacionados à conduta médica e à necessidade de tratar sintomas refratários como a dor. A sedação serve para auxiliar no controle da dor do paciente, mas não no tratamento curativo. Este artigo objetiva revisar a literatura atual e discutir a sedação paliativa no final da vida. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na SciELO. Resultados e discussão: Muito se discute sobre o momento ideal para iniciar a sedação do paciente, quais são os melhores medicamentos para cada caso e a necessidade de monitorização do paciente. Considerações finais: Estudos mostram que em pacientes no final da vida, a sedação paliativa, embora polêmica, traz benefícios ao paciente, melhorando a qualidade de vida e diminuindo a incidência de sintomas como dor e vômitos.</p> Nicole Rosenthal Winckler da Silva Fernanda Gallas Gabriela Di Lorenzo Garcia Scherer Maísa Schultz Luiza Campanari Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1737 e1737 10.46919/archv5n3espec-065 Agitação no despertar da anestesia em crianças: aspectos atuais: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1738 <p>Introdução: A incidência de agitação pós-operatória em crianças sob anestesia geral é elevada, manifestando-se por comportamentos como choro, irritabilidade, intensa agitação e desorientação. As causas dessa agitação são multifatoriais, e algumas medicações estão sendo utilizadas para minimizar os danos da agitação pós-anestésica e proporcionar um despertar mais tranquilo. Materiais, sujeitos e métodos: Artigos originais e revisões publicados nos últimos 10 anos e indexados no MEDLINE e PubMed foram utilizados, com as palavras-chave: agitação no despertar, tratamento, criança, anestesia pediátrica. Resultados e discussão: Este artigo apresenta uma revisão de possíveis desencadeadores de agitação, uma proposta de escala para uniformização adequada do diagnóstico e medidas de prevenção e tratamento. Diversos anestésicos e analgésicos são usados no tratamento da agitação no despertar. No entanto, o efeito potencial de depressão respiratória dessas drogas pode representar um risco para os pacientes durante a recuperação. Monitorar os fatores precipitantes para a agitação ao despertar é a principal medida para evitar essa complicação. Considerações finais: Embora o mecanismo subjacente à ocorrência de agitação no despertar não tenha sido totalmente elucidado, vários fatores são conhecidos por desencadear sua ocorrência. Portanto, a prevenção é mais segura e prioritária que o tratamento. Quando já instalada, a habilidade e experiência da equipe, assim como o uso de medicamentos, são aplicados para evitar maiores danos ao paciente pediátrico.</p> Daniella da Mata Padilha Laís Campos Gontijo Thiago Brilhante Pereira Labre Camila Adrielle Santos Cunha Leticia Vilarino Pereira Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1738 e1738 10.46919/archv5n3espec-066 Quando o índice bispectral (BIS) pode fornecer valores espúrios: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1739 <p>Introdução: O índice bispectral (BIS) é um parâmetro derivado de ondas do eletroencefalograma (EEG) que permite avaliar o grau de sedação do paciente durante a anestesia geral, ajudando a prevenir superdosagem de medicamentos e evitar despertares intra-operatórios com memória, uma condição temida pela equipe de anestesiologistas e associada a graves sequelas psicológicas. Este estudo tem como objetivo revisar a literatura sobre as diversas possibilidades de interferências nos valores do BIS, demonstrando que ele não deve ser avaliado de forma isolada, visto que seu valor pode sofrer alterações devido a diversos fatores, como condições clínicas do paciente (glicemia, temperatura, pressão arterial, postura compressiva, fatores neurológicos e etilismo), interferências com equipamentos elétricos, interações com anestésicos e outros fármacos, e condições do próprio monitor. Apesar do aprimoramento do índice ao longo dos anos e seus benefícios, o modelo pode apresentar valores espúrios, falsamente elevados ou reduzidos, que devem ser conhecidos pelos profissionais que utilizam essa ferramenta para minimizar complicações inerentes.</p> Suziane Soares Gonçalves Lisita Letícia Cristina Oliveira Dias Luan Almeida Gomes Oliveira Camila de Andrade e Silva Igor Almeida Melo de Sousa Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1739 e1739 10.46919/archv5n3espec-067 Falhas na anestesia subaracnoidea: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1740 <p>A técnica de bloqueio subaracnoideo é um dos procedimentos mais antigos da anestesiologia, observando-se relatos de seu emprego na literatura científica há pelo menos 100 anos. A consolidação desse método anestésico decorre da sua aparente facilidade prática, aplicabilidade em variados procedimentos cirúrgicos e alternativa viável ao uso de bloqueadores neuromusculares, como os utilizados em anestesias gerais. Não obstante, apesar da elevada curva de conhecimento e ampla popularidade, são observadas falhas em bloqueios subaracnoideos associadas a diversos fatores, tais como a variação da delimitação anatômica, volume do anestésico infundido, pressão aplicada durante a técnica, entre outros. Dessa forma, faz-se necessária a sistematização do procedimento, com o objetivo de diminuir falhas e possíveis complicações por causas secundárias evitáveis.</p> Paulo Victor Moreira Brito Hanne Saad Carrijo Tannous Matheus Natan Marques de Oliveira Denise Borges Mendanha Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1740 e1740 10.46919/archv5n3espec-068 Usos do sulfato de magnésio em obstetrícia e em anestesia: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1741 <p>Introdução: O magnésio é um íon intracelular que desempenha funções cruciais como ação sedativa e analgésica, essenciais na prática anestésica. Além disso, oferece vários benefícios para a saúde fetal e no manejo de intercorrências gestacionais e pós-gestacionais. Objetivos: Este artigo revisa o uso do sulfato de magnésio na anestesia e obstetrícia, avaliando suas aplicações e benefícios. Materiais / Sujeitos e Métodos: Foram consultados artigos científicos e de revisão nas bases Medline/PubMED, SciELO e Cochrane, além de um artigo da Revista Brasileira de Anestesiologia e o livro "Rotinas em Obstetrícia" (2017), no período de 2019 a 2024. Resultados: Evidências indicam uma forte correlação entre o uso de sulfato de magnésio e a redução de paralisia cerebral, morte e disfunção motora. Ademais, está associado à diminuição da agitação e controle da dor pós-operatória, com menor necessidade de rocurônio e propofol. Conclusões: O sulfato de magnésio é um coadjuvante importante na anestesia geral e na neuroproteção fetal durante o trabalho de parto prematuro, eclâmpsia e síndrome HELLP.</p> Daniel Barreto de Aguiar Guilherme Leandro da Silva Fabrício Rossatto Consorte Brenda Paula Moura Araújo Borba Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1741 e1741 10.46919/archv5n3espec-069 Escolha do anestésico local para bloqueio peribulbar: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1742 <p>Introdução: O bloqueio peribulbar é o procedimento anestésico mais realizado na região ocular. A técnica, criada na década de 1970, vem sofrendo modificações para diminuir possíveis complicações nos pacientes. Este artigo tem por objetivo revisar a literatura sobre a escolha dos anestésicos locais para o bloqueio peribulbar. Materiais, sujeitos e métodos: Foram consultados artigos científicos e de revisão publicados nas bases Medline/PubMED, SciELO e LILACS entre 2015 e 2021. Resultados e discussão: Estudos mostram que não há diferença estatisticamente significativa entre as drogas anestésicas, porém, a enzima hialuronidase melhora a dispersão do anestésico, acelerando o início de ação e melhorando a qualidade do bloqueio. Considerações finais: No bloqueio peribulbar, a escolha da droga anestésica deve ser individual, considerando a cirurgia e as necessidades do paciente.</p> Lara Regina Silva Machado Andrey Miranda Tiveron Déborah Medeiros Polastri Vieira Auxiliadora Isabela Ferreira da Silva Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1742 e1742 10.46919/archv5n3espec-070 Repercussões do uso de fitoterápicos no processo anestésico-cirúrgico: uma revisão integrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1743 <p>Introdução: O uso de medicações fitoterápicas pode interferir no ato anestésico-cirúrgico. Objetivo: Este estudo analisou produções científicas acerca das possíveis interações medicamentosas entre fitoterápicos e anestésicos. Metodologia:Revisão integrativa e análise transversal de artigos científicos sobre pacientes em uso de fitoterápicos durante a programação pré-operatória e perioperatória. A literatura utilizada inclui BVS, PUBMED, CINAHL, SCOPUS e EMBASE, com citação de mais de 30 substâncias fitoterápicas. Informações foram obtidas por meio de questionários aplicados aos pacientes sobre o uso dessas drogas medicinais antes do ato operatório. Resultados: Os estudos epidemiológicos analisados evidenciaram interferências na cascata de coagulação, alterações cardíacas e respiratórias, redução e potencialização da eficácia dos anestésicos devido à interação com os fitoterápicos. As análises indicam uma prevalência do uso entre mulheres. Conclusões: É fundamental investigar o uso de fitoterápicos no pré-operatório e instruir os pacientes a suspenderem o uso no pós-operatório devido às possíveis alterações nos sistemas de coagulação, cardiovascular e respiratório, evitando interações com anestésicos e reduzindo potenciais complicações hemodinâmicas.</p> Rosana de Cássia Moreira Mendanha Manuela Salame Serique Mailane Renata Leite Caroline Prado Giroto Mariana Soares Rocha Mendes Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1743 e1743 10.46919/archv5n3espec-071 Bloqueios do neuroeixo: uma revisão entre duas modalidades anestésicas https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1744 <p>Introdução: O neuroeixo pode ser inibido através do bloqueio subaracnóideo e peridural. Esses bloqueios são essenciais para condições cirúrgicas satisfatórias, já que ocorre uma inibição motora e dolorosa do paciente durante o ato cirúrgico, além de vários benefícios pós-operatórios, como o prolongamento da analgesia. Este artigo tem por objetivo realizar uma revisão da literatura sobre as duas técnicas de bloqueio do neuroeixo, esclarecendo suas indicações e diferenças. Materiais, sujeitos e métodos: Foram consultados estudos publicados na Medline/PubMED e Cochrane entre 2000 e 2024. Resultados e discussão: Na raquianestesia, o anestésico local é injetado no espaço subaracnóideo, atravessando a barreira hematoencefálica e necessitando de uma menor quantidade da substância. Já na anestesia peridural, o anestésico local é injetado no espaço peridural, bloqueando apenas as raízes nervosas e requerendo uma dose maior do anestésico. Considerações finais: Essas duas técnicas anestésicas são amplamente utilizadas na prática e são comprovadamente seguras, porém, precisam ser adequadamente indicadas de acordo com a individualidade do paciente e o tipo de procedimento cirúrgico que será realizado.</p> Luigi Ribeiro Mestriner Ivaldo Inácio Silva Júnior Jéssica da Silva Coelho Pablo Vinícius Silvino Vasconcelos Andreza Oliveira Alves Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1744 e1744 10.46919/archv5n3espec-072 Parâmetros de analgesia elétrica pós cesariana: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1745 <p>Introdução: A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é um método utilizado para a redução da dor em puérperas na região da incisão cesariana, que também possui outras funções além da analgesia, como atuar no fluxo circulatório do local da incisão, promovendo uma boa cicatrização do tecido e contribuindo para a redução da dor. Objetivos: Verificar a redução do quadro álgico pós-parto, ou também chamado puerpério, na incisão cesariana com a aplicação da TENS. Materiais e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos de revisão publicados na SciELO entre 2003-2009 e na BVS (Biblioteca Virtual em Saúde) publicados em 2014. Resultados: Foi observado que o uso do TENS reduziu a dor em pacientes submetidas à cesariana. Conclusão: Podemos constatar que a realização do TENS é uma ferramenta eficaz para aliviar a dor pós-cesariana.</p> Karen Caroline Alexandrino Dairel de Almeida Anelita Maria Barbosa de Oliveira Kaline Aragão Peixoto Francisco Inácio de Assis Neto Priscila Medeiros Pizarro Carvalho Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1745 e1745 10.46919/archv5n3espec-073 Avisos e complicações da intubação endotraqueal: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1746 <p>Introdução: A intubação endotraqueal é um procedimento médico não cirúrgico utilizado em diversos cenários, desde procedimentos eletivos a urgências, que visa à obtenção de uma via aérea pérvia e definitiva, garantindo ventilação necessária para a manutenção da demanda do paciente. Diversas complicações podem ocorrer durante e após a realização da técnica, como lesões na cavidade oral, traumas cervicais por posicionamento inadequado do paciente, broncoaspiração predispondo infecções de vias aéreas, alterações hemodinâmicas e complicações a longo prazo, como estenose traqueal. O presente artigo tem por objetivo realizar uma revisão de literatura do conhecimento atual sobre os avisos e complicações da intubação endotraqueal. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Scientific Electronic Library Online (SciELO) e National Library of Medicine (PubMed MEDLINE). Resultados e discussão: A intubação endotraqueal, mesmo que simples do ponto de vista prático, apresenta diversas complicações inerentes à técnica, sendo minimizadas com uma boa preparação e capacitação do profissional que a realiza. Considerações finais: Conclui-se que, para minimizar os riscos aos pacientes e garantir os melhores resultados, é necessário o conhecimento da técnica e das possíveis complicações, para que se possa evitá-las e corrigi-las em tempo hábil.</p> Luiz Garcia Neto Yalle Vinicius Arruda Ramos Jordana Alves de Souza Felipe Barbosa Mondini Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1746 e1746 10.46919/archv5n3espec-074 Complicações na sala de recuperação pós-anestésica: uma revisão integrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1747 <p>Introdução: A recuperação anestésica é uma etapa crítica do período pós-operatório imediato. Na sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), o paciente submetido ao procedimento anestésico-cirúrgico deve permanecer sob observação e monitorização constantes de uma equipe multidisciplinar até que ocorra recuperação e estabilidade clínica. Este artigo de revisão examina as complicações mais frequentes na SRPA em diferentes circunstâncias, considerando que a prevalência e frequência dependem de inúmeros fatores como comorbidades pré-existentes, método anestésico escolhido, tempo de duração do procedimento, entre outros. Materiais, sujeitos e métodos: Este artigo de revisão foi elaborado a partir de artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na SciELO, Medline/PubMed e Revista Brasileira de Anestesiologia entre 2009 e 2023. Resultados e discussão: Com base em uma extensa pesquisa bibliográfica, são identificadas e discutidas complicações como hipotermia, dor, hipoxemia, náusea, vômito e instabilidade hemodinâmica. Além disso, são exploradas complicações específicas, suas causas, impactos clínicos, abordagens de prevenção e gestão usadas pelos profissionais de saúde. Considerações finais: Para obter sucesso pós-anestésico, é necessário implantar uma assistência individualizada de forma integral e específica em todos os momentos do período peri-operatório, com o propósito de possibilitar ao paciente uma recuperação mais rápida e eficaz, evitando complicações imediatas na SRPA.</p> Aylla Rainere Amaral Costa Isabela Estefani Baggio Henrique Escudeiro Pires Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1747 e1747 10.46919/archv5n3espec-075 Efeitos do uso de vasoconstritores no bloqueio de nervos digitais: revisão sistemática com metanálise https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1748 <p>Introdução: O bloqueio nervoso digital é realizado para fornecer anestesia a um dedo por completo. Tradicionalmente, a combinação de epinefrina e lidocaína é contraindicada devido ao risco de isquemia em extremidades. Este artigo revisa sistematicamente e realiza uma metanálise dos efeitos do uso de vasoconstritores no bloqueio de nervos digitálicos. Materiais, sujeitos e métodos: Foram consultados artigos científicos, de revisão e livros publicados até 2019 nos bancos de dados SciELO, PubMED e LILACS. Resultados e discussão: Foram analisados estudos que incluíam variáveis como duração da anestesia, tempo de sangramento e ocorrência de complicações relacionadas à isquemia. A literatura é controversa quanto ao uso de vasoconstritores em bloqueios digitálicos. Alguns estudos defendem que, quando utilizados em concentrações menores ou iguais a 1:100.000, não causam espasmo vascular irreversível nem outras complicações. Outros estudos alertam para os riscos evidentes do procedimento. Considerações finais: A literatura sobre o uso de vasoconstritores em bloqueios digitálicos é controversa. Embora alguns autores afirmem que, quando diluídos adequadamente, são seguros e eficazes, outros ressaltam os riscos de complicações graves, como gangrena. Mais estudos são necessários para esclarecer essas divergências.</p> Marcela Moreira Ribeiro Ana Carolina Pacheco Resende Rosaynny da Costa Fumeiro Roberta Perillo Barbosa Mailson Meireles Batista Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1748 e1748 10.46919/archv5n3espec-076 Calcitonina como agente analgésico: revisão dos mecanismos de ação e aplicações clínicas https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1749 <p>Considerando a necessidade de novas opções analgésicas eficazes e seguras na anestesiologia, este estudo objetiva revisar os mecanismos de ação da calcitonina e suas aplicações clínicas específicas como agente analgésico. Objetiva-se explorar como a calcitonina pode melhorar o manejo da dor em condições como dor pós-operatória, dor óssea, síndrome de algodistrofia reflexa, cefaleias e neuralgia pós-herpética. Procede-se à revisão de literatura atual, analisando estudos clínicos e experimentais que investigam a eficácia e os mecanismos de ação da calcitonina. Observa-se que a calcitonina modula a transmissão neuronal, possui efeitos anti-inflamatórios e interage com receptores específicos para reduzir a dor. Os resultados demonstram que a calcitonina pode diminuir a necessidade de opioides e melhorar o controle da dor em pacientes. Conclui-se que a calcitonina é uma adição valiosa ao arsenal de agentes analgésicos na anestesiologia, com potencial significativo para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.</p> Luis Fernando Borges Macedo Luna Karolina Neves de Abreu Júlio César Peixoto dos Santos Filho Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1749 e1749 10.46919/archv5n3espec-077 Anafilaxia após infusão de dextrano 40: relato de um caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1750 <p>Introdução: A anafilaxia, uma reação alérgica sistêmica aguda e grave, pode ser desencadeada por diversos agentes, incluindo medicamentos. O dextrano 40, utilizado como expansor de volume plasmático, está associado a reações anafiláticas em alguns pacientes. Objetivo: Este artigo revisa sistematicamente a literatura existente sobre os efeitos do uso de vasoconstritores para bloqueio de nervos digitálicos, além de relatar um caso específico de anafilaxia após infusão de dextrano 40. Materiais e Métodos: Foram consultados artigos científicos, de revisão e livros publicados até 2019 nos bancos de dados SciELO, PubMED e LILACS. Resultados e Discussão: Analisamos estudos que incluíram variáveis como duração da anestesia, tempo de sangramento e ocorrência de complicações relacionadas à isquemia. Os achados indicam uma controvérsia na literatura sobre o uso de vasoconstritores em bloqueios digitálicos. Considerações finais:Embora alguns estudos demonstrem a segurança e eficácia do uso de vasoconstritores, outros ressaltam os riscos de complicações graves. Mais estudos são necessários para esclarecer essas divergências.</p> Isadora Carla Batista Chaves Vitor Henrique Mendes Virgílio Gabriel Linhares Custódio Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1750 e1750 10.46919/archv5n3espec-078 Terapia com antibióticos na traqueobronquite associada ao ventilador: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1751 <p>Introdução: A traqueobronquite consiste na inflamação da traqueia e brônquios, podendo causar sintomas como tosse, rouquidão e dispneia devido ao excesso de muco, dificultando assim o funcionamento do sistema respiratório. A traqueobronquite associada ao ventilador (TAV) pode ocorrer devido ao uso de ventilação mecânica por mais de 48 horas. Pacientes portadores de TAV apresentam febre sem foco determinado associado a leucocitose ou leucopenia e aumento da secreção purulenta em aspirado endotraqueal. O tratamento com antibioticoterapia não apresenta vantagens comprovadas na eficácia e redução de agravos causados pela doença. Objetivo: Investigar o acervo científico relacionado à antibioticoterapia realizada na traqueobronquite após o uso da ventilação mecânica. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada mediante levantamento de dados nas bases científicas: LILACS, PUBMED e SCIELO, com os descritores: “VENTILATOR” AND “TRACHEOBRONCHITIS” AND “ANTIBIOTIC” nos últimos 5 anos, tendo sido encontrados 11 estudos. Após os critérios de exclusão: indisponíveis na íntegra, duplicados ou com fuga temática, o corpus final resultou em artigos para análise. Resultados: A partir do estudo, foi evidenciado que a TAV está associada à infecção por agentes multirresistentes, principalmente bactérias gram-negativas como Pseudomonas aeruginosa, Klebsiella pneumoniae e Escherichia coli. Também pode se associar a um maior tempo em uso de ventilação mecânica e permanência em leito de Unidade de Terapia Intensiva, resultando no aumento exponencial da morbimortalidade dos pacientes. Dados apontam que ainda não existe um consenso sobre o uso de antibioticoterapia sistêmica devido à baixa seletividade à via aérea superior proximal. Estudos sugerem o uso de antibióticos inalatórios, pois apresentam uma maior bioseletividade às vias aéreas superiores. Conclusão: Portanto, tem-se que a incidência de TAV no cotidiano hospitalar é bastante prevalente, sendo importante sua prevenção, principalmente em pacientes dependentes de ventilação mecânica. Constata-se que não foi possível até então a definição do protocolo terapêutico necessário para tratar tal patologia.</p> Gabriela Melo Silva de Arroxelas Natália Cosac Carvalho Paulo Vítor Ferreira dos Passos Aline Rocha Martins Barros Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1751 e1751 10.46919/archv5n3espec-079 Uso da dexmedetomidina na anestesiologia: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1752 <p>Introdução: A dexmedetomidina é um agonista alfa-2 adrenérgico utilizado na anestesiologia por suas propriedades sedativas, ansiolíticas e analgésicas, sem causar depressão respiratória significativa. É frequentemente usada para sedação em procedimentos cirúrgicos e diagnósticos, assim como em unidades de terapia intensiva para pacientes que necessitam de ventilação mecânica. A principal vantagem da dexmedetomidina é sua capacidade de proporcionar uma sedação consciente, permitindo que os pacientes sejam facilmente despertados e cooperativos, o que facilita avaliações neurológicas e outras interações clínicas. No entanto, a administração desse fármaco deve ser cuidadosamente monitorada devido ao risco de efeitos colaterais como bradicardia e hipotensão. Objetivo: Este estudo tem como objetivo abordar essa ferramenta valiosa na anestesiologia moderna, ressaltando os riscos e benefícios, a fim de oferecer uma boa analgesia e segurança respiratória. Metodologia: Trata-se de uma revisão da literatura baseada na análise de artigos científicos publicados nas bases SciELO, BVS, Medline e LILACS. Foram incluídos estudos em inglês e português, publicados entre 2000 e 2023, que abordassem o uso da dexmedetomidina na anestesiologia. Resultados: A dexmedetomidina proporciona sedação consciente, efeitos analgésicos e ansiolíticos, sendo útil tanto em sedação e analgesia em UTI quanto como adjuvante de anestesia geral. No entanto, seu uso requer monitoramento rigoroso devido aos riscos de bradicardia e hipotensão. Conclusão: A dexmedetomidina é uma ferramenta importante na anestesiologia, oferecendo sedação e analgesia eficazes sem causar depressão respiratória, mas exige monitoramento adequado para evitar efeitos adversos.</p> Guilherme Moura Lima Verde Giovana de Souza da Silva Fernanda Gomes Ferreira Zago Corrêa Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1752 e1752 10.46919/archv5n3espec-080 Uso de cetamina em pacientes críticos: uma revisão narrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1753 <p>Introdução: A cetamina é um anestésico dissociativo que tem ganhado destaque devido aos seus potenciais benefícios em pacientes críticos, incluindo efeitos analgésicos, preservação da função cardiovascular, e neuroproteção. Este estudo tem como objetivo revisar de forma sistemática e realizar uma meta-análise dos estudos que investigam o uso de cetamina em pacientes críticos. Métodos: Foi realizada uma busca sistemática nas bases de dados PubMed, Scopus e Cochrane Library, utilizando os termos "ketamine", "critical care", "intensive care", "analgesia", "sedation", "neuroprotection" e suas combinações. Foram incluídos ensaios clínicos randomizados e estudos observacionais que avaliaram o uso de cetamina em pacientes adultos e pediátricos em unidades de terapia intensiva. Resultados e Discussão: A cetamina apresenta potencial como um adjuvante eficaz no manejo de pacientes críticos. A redução observada na necessidade de opioides e o melhor controle da dor são particularmente significativos, visto que complicações relacionadas a opioides continuam sendo uma preocupação em ambientes de terapia intensiva. Além disso, a menor incidência de delirium associada ao uso de cetamina é importante, considerando os efeitos prejudiciais do delirium nos resultados dos pacientes. A cetamina foi associada a uma redução significativa na necessidade de sedativos opioides, melhor controle da dor e menor incidência de delirium em pacientes críticos. Além disso, não houve evidências consistentes de efeitos adversos graves relacionados ao uso de cetamina. Conclusões: O uso de cetamina em pacientes críticos parece ser seguro e eficaz, oferecendo benefícios significativos na analgesia, sedação e prevenção de delirium. No entanto, são necessários mais estudos para definir diretrizes claras de uso e determinar o impacto de longo prazo da cetamina na função orgânica e na sobrevida desses pacientes.</p> João Pedro Feitosa Duarte José Vitor de Araújo Ferreira Taís Muniz do Carmo Moraes Gabriela Kei Ramalho Yoshimoto Brunna Cecília Fernandes Fraga da Silva Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1753 e1753 10.46919/archv5n3espec-081 Anestesia geral para parto cesáreo de emergência: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1754 <p>Introdução: A anestesia geral (AG) é uma técnica utilizada em partos cesáreos de emergência, sendo preferida em casos onde a anestesia regional (RA) não é adequada. A AG apresenta riscos significativos tanto para a mãe quanto para o recém-nascido, como complicações respiratórias e hemodinâmicas. Este estudo revisa a literatura sobre o uso de AG em cesarianas de emergência, destacando as indicações, benefícios e riscos associados. Métodos: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, Scopus e SciELO, utilizando os descritores "cesárea de emergência", "anestesia geral", e "complicações neonatais". Resultados: A análise dos estudos mostrou que a AG é frequentemente associada a um maior risco de mortalidade materna e neonatal quando comparada à RA. No entanto, em situações de emergência onde a RA não é viável, a AG se torna essencial para garantir a segurança da mãe e do bebê. Conclusões: Embora a AG seja associada a maiores riscos, sua utilização em situações de emergência é crucial. O estudo enfatiza a importância da correta avaliação das condições maternas e neonatais para a escolha da técnica anestésica mais segura.</p> Rodney Júlio de Andrade Júnior Iury Luiz Zordan Costa Giovanna Borba Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1754 e1754 10.46919/archv5n3espec-082 A cerâmica na prevenção da dor pós-operatória: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1755 <p>Introdução: A dor pós-operatória é uma preocupação clínica significativa que afeta milhões de pacientes em todo o mundo a cada ano. Apesar dos avanços na anestesia e no manejo da dor, muitos pacientes continuam a experimentar desconforto significativo após procedimentos cirúrgicos, impactando negativamente sua recuperação e qualidade de vida. A cerâmica tem emergido como uma alternativa promissora no manejo da dor pós-operatória devido às suas propriedades osteointegrativas e osteocondutoras. Objetivo: Esta revisão visa investigar o papel da cerâmica no manejo da dor pós-operatória, analisando sua eficácia e segurança. Metodologia: Foram consultados artigos científicos publicados nas bases de dados PubMed, SciELO e BVS entre 2010 e 2023, utilizando os descritores: analgesia, dor, pós-operatório e biocerâmica. Resultados e Discussão: A cerâmica fosfocálcica mostrou alta capacidade de estimular a regeneração óssea e reduzir a dor pós-operatória. Estudos indicam que a biocerâmica possui propriedades que evitam a encapsulação por tecido conjuntivo, diminuindo a rejeição tecidual e, consequentemente, a dor. Conclusão: A utilização de biocerâmicas apresenta-se como uma alternativa eficaz e segura na prevenção da dor pós-operatória, destacando-se como uma ferramenta promissora na prática clínica.</p> Pedro Paulo Cardoso Guimarães Mayra Borges Barbosa Rafael de Almeida Miguez Jânio Carlos Nunes Viturino Filho Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1755 e1755 10.46919/archv5n3espec-083 Efeito da lidocaína intravenosa após histeroscopia: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1756 <p>Introdução: O uso da lidocaína intravenosa durante o ato operatório tem sido considerado uma alternativa ao uso da anestesia geral pelos seus benefícios pós-cirúrgicos, como o controle da dor e a redução de sintomas gastrointestinais pós-operatórios. Tradicionalmente, a histeroscopia cirúrgica é realizada com a anestesia geral. No entanto, alguns estudos observaram que o caráter endoscópico do procedimento poderia propiciar o uso da lidocaína intravenosa para a obtenção dos benefícios anteriormente citados, uma vez que a prática já havia sido explorada em casos de dissecção endoscópica submucosa. Diante disso, o presente estudo tem como objetivo analisar os efeitos obtidos com o uso da lidocaína intravenosa. Materiais e Métodos: Este estudo foi desenvolvido a partir de uma revisão da literatura médica, disponível nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO, entre os anos de 2014 a 2024, por meio dos descritores “Lidocaína Intravenosa” e “Histeroscopia”. Resultados e Discussão: A lidocaína intravenosa se mostrou eficaz no controle da dor pós-operatória, devido ao seu potencial bloqueador de canal de cálcio, anti-inflamatório e redutor da sensibilidade da medula espinhal. No entanto, tais efeitos foram observados a curto prazo. Outro benefício descrito foi a redução da necessidade do uso de remifentanil, um opioide utilizado em procedimentos endoscópicos. Conclusões: Os efeitos da lidocaína intravenosa pós-histeroscopia são um tema de extrema relevância, uma vez que seu potencial benéfico influenciará positivamente o pós-operatório das pacientes.</p> Patrícia Keller Pereira Henrique Dantas Marinho Mazao Julliana de Paula Tavares Coelho Marcela Chiedde Marcos Vinícius Maringolli Vilela Copyright (c) 2024 2024-07-10 2024-07-10 5 3 e1756 e1756 10.46919/archv5n3espec-084 Associação entre psoríase e demência: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1758 <p>Introdução: A psoríase é uma doença de pele auto inflamatória, não contagiosa, pode ser crônica e periódica, fazendo com que lesões avermelhadas e com descamação apareçam e desapareçam da pele. A doença pode causar coceira, dor e queimação no local das lesões. Tem como predisposição fatores ambientais, comportamentais e genéticos. Objetivo: Esse artigo tem como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre a associação da Psoríase com a demência nos pacientes. Materiais, Sujeitos e Métodos: A elaboração desse artigo foi realizada através da análise de artigos de revisão e artigos científicos publicados no SciELO, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Journal Elsevier e Consenso brasileiro de Psoríase realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) com data de edição de 2020. Resultados e Discussão: Os estudos revelam que há uma relação da psoríase aumentar o risco de demência subsequente. Considerações Finais: São necessárias mais investigações, levando em consideração parâmetros, como gravidade da psoríase e tratamento adquirido.</p> Sara Perna Kunimi Bruna Vallim Leocádio Silas Silva de Melo Roldão Diene Landvoigt Wilhelms Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1758 e1758 10.46919/archv5n3espec-085 Porfiria Intermitente Aguda: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1759 <p>Introdução: A Porfiria Intermitente Aguda (PIA) é um distúrbio genético com apresentação rara que culmina em prejuízo na produção do grupo heme, em decorrência de deficiência enzimática na biossíntese do grupo heme, porfirinogênio desaminase, uma substância essencial para a formação da hemoglobina. Existem diversos subtipos de porfirias, sendo a porfiria intermitente aguda a mais comum dentre todas. A patologia gera sinais e sintomas bastante inespecíficos, sendo que facilmente podem ser confundidos com outras doenças, gerando um desafio na prática clínica seu diagnóstico. Esta doença apresenta sinais e sintomas inespecíficos que podem ser confundidos com outras doenças, dificultando o diagnóstico.&nbsp; Objetivo: O trabalho em questão tem como objetivo apresentar a Porfiria Intermitente Aguda, a partir de uma revisão de literatura para a consolidação do estudo. Materiais/sujeitos e métodos: Pesquisa e análise de diversos trabalhos publicados nas plataformas Scielo e Pubmed de 2014 a 2024. Resultados e discussão: A PIA é uma patologia complexa que requer um diagnóstico precoce e de manejo adequado para evitar complicações ou crises graves a longo prazo. É crucial reconhecer os sintomas e fatores precipitantes e combinar tratamento imediato e perfilado, a fim de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. O tratamento se dá pela administração de hemina intravenosa associada a altas doses de glicose, que auxiliam a suprimir a produção hepática de porfirinas. Nos casos mais graves, pode-se considerar transplante hepático para os pacientes. Considerações finais: é fundamental a importância de realizar diagnóstico e o tratamento precoce, através do conhecimento aprofundado técnico-científico no manejo da doença, com a finalidade de evitar desfechos negativos.</p> Talita Pereira dos Santos Silva Bruno Rocha Guedes Vinícius Tadeu Silveira Alves Paula Kathlyn de Oliveira Letícia Góes Pereira Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1759 e1759 10.46919/archv5n3espec-086 Lipoma arborescens do joelho em um paciente com espondilite anquilosante: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1760 <p>Introdução: Lipoma arborescens (LA) é uma lesão intra-articular benigna rara, definida como substituição do tecido sinovial por células gordurosas maduras. Geralmente a clínica envolve quadro de derrame progressivo em articulações e de caráter indolor, podendo ocasionar quadro de dor leve e limitação de movimento. Objetivo: fazer revisão da literatura médica a respeito da LA, para avaliar a evolução de seus estudos. Materiais/sujeitos e métodos: A revisão de literatura a seguir foi realizada com pesquisa nas bases de dados da PubMED, Scielo, Elsevier, Google Acadêmico. Resultados e discussão: A etiopatogenia da LA ainda não é bem definida, porém, se observa associação com doenças articulares degenerativas. O diagnóstico geralmente é feito preferencialmente com Ressonância Magnética do local acometido, sendo a biópsia sinovial necessária em raros casos. O tratamento pode ser feito com medicações. Considerações finais: Pacientes com artrite crônica do joelho, apresentando ou não envolvimento de outras articulações, devem ser cuidadosamente avaliados quanto aos diagnósticos diferenciais.</p> Amanda Ribeiro Dias Bruna Carolina Hasse Queren Hapuque Oliveira Alencar Maria Luiza Ferreira Cambréa Karen Larissa Costa Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1760 e1760 10.46919/archv5n3espec-087 Oxigenação por membrana extracorpórea: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1761 <p>Introdução: a oxigenação por membrana extracorpórea, conhecida como ECMO, é um sistema temporário de fornecimento de oxigênio para pacientes com falência pulmonar acarretada por uma série de patologias e que já foram submetidos a outros tratamento preconizados, porém sem sucesso. Consiste em um sistema de instalação percutânea composto por bomba de propulsão de sangue, oxigenador (membrana), sensores e cânulas, com intuito de realizar a troca gasosa do sangue advindo do paciente e assim poupar o trabalho pulmonar. Objetivo: o presente artigo objetiva, por meio de uma revisão de literatura, avaliar os aspectos gerais, as indicações e as complicações deste tipo de terapia, baseado nas recomendações atuais. Materiais e Métodos: para a realização desta revisão outros artigos e trabalhos científicos foram consultados no PUBmed, Scielo e o acervo da sociedade brasileira de pneumologia, publicados entre 2016 e 2023. Resultados e Discussão: a ECMO tem uma indicação bastante individualizada, baseada na condição clínica do paciente, do prognóstico, do grau de complexidade do serviço e da capacitação da equipe multidisciplinar, sendo utilizada principalmente em casos de síndrome respiratória aguda grave não responsiva a outros tratamentos clínicos e em paciente sem contraindicações, além disso as principais complicações observadas foram principalmente renais (incluindo lesão renal aguda)hemorrágicas e cerebrais, além das complicações relacionadas à própria máquina como a formação de trombos mesmo com a heparinização. Considerações Finais: atualmente, a ECMO vem sendo cada vez mais utilizada no Brasil em pacientes graves, apresentando bons resultados, como diminuição da mortalidade e recuperação do quadro pulmonar. Porém, ainda existem complicações importantes já descritas e uso limitado, devido à necessidade de uma equipe treinada e um centro de maior complexidade.</p> Pedro Martinelli Teixeira Petra Caroline Oliveira Lorenzato Bruna Ellen Menezes Piaia Gabriella Ferreiro Salani Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1761 e1761 10.46919/archv5n3espec-088 Lesões hemorrágicas vesico-bolhosas na púrpura de henoch-schönlein e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1762 <p>Introdução: A Púrpura de Henoch-Scholein (PHS) é uma vasculite por depósito de IgA que acomete pequenos vasos. Objetivo: Esta revisão destaca a apresentação clínica variada da PHS, incluindo casos com lesões vesico-bolhosas hemorrágicas, que podem ser desafiadoras para o diagnóstico. Materiais/sujeitos e métodos: foram utilizados artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO, e site da Sociedade Brasileira de Pediatria. Resultados e discussão: Esta revisão destaca a apresentação clínica variada da PHS, incluindo casos com lesões vesico-bolhosas hemorrágicas, que podem ser desafiadoras para o diagnóstico. A revisão aborda a importância dos achados da biópsia cutânea na diferenciação diagnóstica e discute as estratégias terapêuticas, enfatizando a necessidade de um manejo individualizado para cada paciente. A compreensão dos aspectos clínicos, histopatológicos e terapêuticos da PHS é crucial para um prognóstico favorável e uma abordagem eficaz desses pacientes pediátricos. Considerações finais: Teoricamente, o estudo contribui para a compreensão das interações imunológicas na PHS, abrindo caminho para futuras pesquisas focadas em terapias direcionadas que modulam a resposta imunológica, oferecendo melhores opções de tratamento para pacientes com complicações severas da PHS.</p> Mellina Bordim Negri Thiago Rabelo de Medeiros Luíza Pinheiro Nascimento Natana Carol Alves Julya Sabino Medeiros Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1762 e1762 10.46919/archv5n3espec-089 Membrana esofágica cervical e Síndrome de Plummer-Vinson: relatório de um número de casos e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1763 <p>Introdução: A síndrome de Plummer-Vinson caracteriza-se por disfagia cervical, deficiência de ferro e presença de membrana esofágica adquirida.Também conhecida como disfagia sideropênica ou Síndrome de Paterson-Kelly, teve suas primeiras descrições em 1912. O termo da síndrome de Paterson-Kelly surgiu com os relatos de dois laringologistas, Donald Ross Paterson e Adam Brown Kelly em 1919. Objetivo: discutir a relação da presença de membrana esofágica com a Síndrome de Plummer-Vinson, baseada em revisão da literatura para estudos dos casos, discorrendo também de formas diagnósticas e tratamentos. Materiais/sujeitos e métodos:&nbsp; a pesquisa parte das bases de dados Medline/PubMED, SciELO e Cochrane, desde 1991 até maio de 2024. Resultados e discussão: Com base na revisão dos relatos de caso dos trabalhos selecionados, é possível concluir que a Síndrome de Plummer-Vinson (SPV), é uma patologia rara caracterizada pela tríade de anemia ferropriva, disfagia pós-cricóide e membranas esofágicas cervicais.&nbsp; Considerações finais: Atualmente, o tratamento preconizado consiste em reposição de ferro e dilatação esofágica endoscópica, melhorando a qualidade de vida do paciente.</p> Giovanna Ometto Fontanari Dunya Monteiro Ibrahim Luma Vasconcelos Julia Teston Matheus Vanzin Bonifácio Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1763 e1763 10.46919/archv5n3espec-090 Artrite Idiopática Juvenil com sinovite seca: caso clínico e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1764 <p>Introdução: A artrite idiopática juvenil (AIJ) inclui todas as formas de artrite que se iniciam antes dos 16 anos, com duração maior que seis semanas e que não possuem causa conhecida. Objetivo:&nbsp; o estudo objetiva uma revisão da literatura a respeito do tema. Materiais/sujeitos e métodos: Foram pesquisados artigos nas bases de dados SCIELO, BVS, PUBMED. Resultados e discussão: Artrite idiopática juvenil é um termo que engloba todas as formas de artrite que se iniciam antes dos 16 anos de idade, persistem por mais de 6 semanas e não têm causa conhecida. A sinovite seca é ainda pouco estudada e pouco relatada. Tem sido associada à artrite idiopática juvenil e deve ser considerada naqueles pacientes que apresentam achados articulares de edema mínimo, dor, rigidez, contraturas em flexão, podendo ter evidências de um processo inflamatório (alterações laboratoriais geralmente mínimas e/ou outros sintomas como uveíte e rash) e comumente segue um curso destrutivo. Considerações finais: Por sua baixa prevalência, são necessários estudos que melhor esclareçam sua fisiopatologia e auxiliem no tratamento adequado dessa doença.</p> Rafaella Biondon Cartoni Ewerton Vinícius Paula Aragão Melo Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1764 e1764 10.46919/archv5n3espec-091 Histoplasmose cutânea primária: relato de caso de um paciente imunocompetente e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1766 <p>Introdução: O <em>Histoplasma capsulatum</em> é um organismo fúngico dimórfico formador de esporos que provoca uma inflamação conhecida como histoplasmose. O fungo possui um comportamento oportunista, resultando em infecção disseminada principalmente em pacientes imunocomprometidos, frequentemente na forma uma complicação de infecção pulmonar primária sendo que em indivíduos imunocompetentes, cerca de 95% das infecções pulmonares são assintomáticas. Objetivo: O presente estudo objetiva relatar um caso de histoplasmose cutânea primária em um paciente imunocompetente e revisar a literatura sobre a incidência de cepas de <em>Histoplasma capsulatum</em> na prática clínica. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados noPubMED, SciELO e Cochrane. Resultados e discussão: Os resultados mostram que a Histoplasmose Cutânea Primária (HCP) é rara e pode ser confundida com outras infecções, necessitando de diagnósticos precisos com exames histopatológicos e culturas. A revisão da literatura identificou 13 casos, com tratamentos antifúngicos eficazes e que reforçam a importância do diagnóstico precoce e adequado. Considerações finais: A Histoplasmose Cutânea Primária (HCP) é uma condição rara que pode ser confundida com outras doenças infecciosas, exigindo diagnóstico preciso com exames histopatológicos e culturas. O tratamento com antifúngicos, como anfotericina B lipossomal e itraconazol, mostrou-se eficaz e com remissão completa. A HCP é especialmente rara em indivíduos imunocompetentes, ressaltando a importância do diagnóstico precoce e do manejo adequado para garantir a remissão completa da doença.</p> Izabella Boaventura Teodoro Brasão Larissa Regina Macedo Benetti Fátima Lemes de Oliveira Arthur Marques de Castro Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1766 e1766 10.46919/archv5n3espec-092 Lúpus eritematoso sistêmico coexistente e doença falciforme: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1767 <p>Introdução: O Lúpus Eritematoso Sistemico (LES) é uma doença autoimune, crônica, que pode acometer diversos órgãos e abrange principalmente o sexo feminino. A Doença Falciforme (DF) é uma condição genética e hereditária que apresenta a formação de uma hemoglobina mutante denominada S (HbS), de caráter recessivo. Objetivo: O presente artigo tem por objetivo um relato de caso da coexistência de Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) e doença falciforme (DF) com revisão da literatura acerca do conhecimento atual da semelhança e ocorrência de ambas as patologias. Materiais, sujeitos e métodos:&nbsp; para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Scielo, Jornal de Clínica Reumatológica, Sociedade Brasileira de Reumatologia e Pubmed entre os anos de 2012 e 2015. Resultados e discussão: Evidências mostram baixa associação da LES com a doença falciforme, visto que estudos indicam ser uma situação rara, porém, é ressalvável que apresentam diversos achados clínicos e laboratoriais em comum. É fato de que, os casos existentes mostram que há quantidade majoritária de mulheres (78%), com manifestações clínicas variáveis, como as manifestações articulares, hematológicas e neuropsiquiátricas.Considerações finais: A abordagem do perfil&nbsp; de um paciente com LES e doença falciforme ainda apresenta carência, visto que é notória a baixa proporção dos dados oferecidos acerca da temática associada.</p> Amanda Santos Zafani Leticia Carolina Bento e Silva Esther Eloisa Magalhães de Paula Laura Simões Bernardes Gabriel Andrade Borges Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1767 e1767 10.46919/archv5n3espec-093 Paracoccidioidomicose comprometendo o sistema nervoso central: uma revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1768 <p>Introdução: A paracoccidioidomicose (PCM) é uma micose sistêmica, causada por fungos do gênero <em>Paracoccidioides spp</em>., o qual provoca alterações hematológicas e no metabolismo do ferro e está ligada à resposta inflamatória do hospedeiro. A presença de anemia, leucocitose, eosinofilia e linfocitose são descritas, sobretudo na fase aguda ou subaguda da doença. A PCM apresenta alta incidência na região Centro-Oeste, acometendo frequentemente pacientes do sexo masculino moradores da zona rural, na 4° e 5° décadas de vida e tabagistas. Objetivo: O objetivo do presente estudo é analisar as evidências científicas sobre o comprometimento da PCM no Sistema Nervoso Central. Materiais/sujeitos e método: Trata-se de uma revisão sistemática da literatura que seguiu as recomendações do protocolo PRISMA (<em>Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and MetaAnalyses</em>). As buscas foram realizadas no banco de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), na <em>Scientific Electronic Library Online</em> (Scielo) e no <em>States National Library of Medicine</em> (PUBMED). Resultados e discussão: Com a evolução dos meios diagnósticos, o comprometimento do sistema nervoso central (SNC) decorrente da paracoccidioidomicose (PCM) tem sido observado de forma mais frequente. Atualmente, sabe-se que a incidência do acometimento do SNC, como complicação da patologia em questão, varia entre 9,9 a 27% dos casos. Em termos de definição, a neuroparacoccidioidomicose (NPCM) é uma forma cronificada da paracoccidioidomicose, com potencial elevado de sequelas neurológicas irreversíveis e óbito em 53% dos pacientes. Considerações finais: A partir das evidências obtidas no presente estudo, conclui-se que quando o diagnóstico da PCM é tardio ou o tratamento inadequado, o paciente está propenso a adquirir sequelas graves, levando a óbito. Além disso, ressalta-se ser rara a ocorrência em crianças com faixa etária inferior a sete anos, além de haver uma distribuição homogênea entre homens e mulheres.</p> Cybelle Stefanie Machado Pereira Evelin Kososki Caroline Martins Soares Maria Eduarda Sudária de Freitas Zuezyo Costa Dutra Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1768 e1768 10.46919/archv5n3espec-094 Tratamento cirúrgico do hiperparatireoidismo secundário: uma revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1769 <p>Introdução: O hiperparatireoidismo secundário ocorre quando as glândulas paratireoides se tornam excessivamente ativas devido a baixos níveis de cálcio no sangue, frequentemente associados a deficiência de vitamina D, má absorção de cálcio e vitamina D, raquitismo, osteomalácia, uso crônico de certos medicamentos, ou doenças renais crônicas. A cirurgia é considerada uma opção de tratamento para pacientes com complicações graves ou que não respondem ao tratamento médico convencional. Objetivo: Esta revisão de literatura objetivou verificar a eficácia e as implicações do tratamento cirúrgico do hiperparatireoidismo secundário, identificando perspectivas, desafios e lacunas na pesquisa atual. Materiais/sujeitos e métodos: A metodologia incluiu buscas nas bases de dados PubMed/Medline e Web of Science com termos específicos, incluindo ‘hiperparatireoidismo secundário’, ‘hiperparatireoidectomia’ e ‘tratamento cirúrgico’. Foram incluídos estudos sobre pacientes tratados cirúrgicamente, avaliando taxas de remissão, complicações cirúrgicas e resultados a longo prazo. Resultados e discussão: Os resultados indicam que a paratireoidectomia (PTx) é uma opção eficaz, especialmente para pacientes com hipercalcemia persistente, hiperfosfatemia, calcificação tecidual ou vascular e osteodistrofia agravada. A cirurgia aumenta a sobrevida dos pacientes em diálise entre 15% e 57%, melhora os níveis de cálcio e fósforo, reduz a calcificação de tecidos e vasos, e aumenta a densidade mineral óssea. Pacientes também relatam melhor qualidade de vida após a operação. As conclusões destacam a importância da paratireoidectomia como uma opção de tratamento eficaz, enfatizando a necessidade de uma seleção criteriosa dos pacientes e identificação de possíveis complicações. Considerações Finais: Mais pesquisas de longo prazo são necessárias para compreender melhor os resultados e o papel da cirurgia no tratamento do hiperparatireoidismo secundário.</p> Rafaela Lemos Quirino Bárbara Zaltron Rebecca Haje Cintra César Muzzi Pires Lage Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1769 e1769 10.46919/archv5n3espec-095 Hipertireoidismo relacionado à Síndrome de Mccune-Albright: relato de dois casos e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1770 <p>Introdução: A Síndrome de McCune-Albright é uma doença genética caracterizada por displasia óssea fibrosa poliostótica, endocrinopatias e lesões cutâneas com aspecto café-com-leite. Entre as endocrinopatias, a mais frequente é a puberdade precoce, seguida de hipertireoidismo. A fisiopatologia é baseada nas mutações somáticas pós zigóticas no gene que codifica a subunidade alfa da proteína Gs (GNSA1) estimulando a produção intracelular de AMPc. Objetivo: Este artigo objetiva uma revisão da literatura médica a respeito do Hipertireoidismo relacionado à síndrome de mccune-albright.. Materiais, sujeitos e métodos: Para elaboração deste artigo foram consultados e estudados artigos científicos com relatos de casos, artigos científicos em Brazilian Journal of Health Review, Scielo e Anais de Dermatologia, publicados em 2007-2021, além dos mais relevantes.. Resultados e discussão: Evidências mostram importante associação do Hipertireoidismo em pacientes portadores da Síndrome de McCune-Albright, sendo a segunda alteração endocrinológica mais presente na doença, correspondendo a 30 a 40% dos pacientes.&nbsp; Considerações finais: A ablação definitiva com cirurgia ou tratamento com radioiodo é a opção mais indicada para redução sintomática e melhora do quadro clínico dos pacientes.</p> Dunya Monteiro Ibrahim Luma Vasconcelos Julia Teston Giovanna Ometto Fontanari Matheus Vanzin Bonifácio Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1770 e1770 10.46919/archv5n3espec-096 Carcinoma da tireoide diferenciado de baixo risco - revisão de literatura e diretrizes de gerenciamento https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1771 <p>Introdução: Os carcinomas diferenciados da tireoide (CDT) são neoplasias de elevada incidência e bom prognóstico, com uma taxa de cura de cerca de 80%. A maioria dos pacientes apresentam uma taxa de recorrência local de 20%.&nbsp; Objetivo: Tendo em vista a taxa de recidiva e divergências quanto a abordagem diagnóstica e terapêutica tal estudo objetivou-se estudar as melhores opções de gerenciamento da doença. Materiais/sujeitos e métodos: Revisão literária sobre CDT de baixo risco e suas diretrizes de tratamento nas bases de dados Scielo, Google acadêmico, Pubmed e LILACS. Após análise, foram selecionados 7 artigos publicados. Resultados e discussão: Atualmente, o tratamento mais utilizado no CDT consiste na cirurgia de síntese, seguida de ablação do tecido remanescente com radioiodoterapia (RIT) com Iodo-131 (I131) e terapêutica substitutiva com levotiroxina de forma contínua. Contudo, uma parte destes tumores ocorre em pacientes de baixo risco, que poderiam se beneficiar de estratégias de conduta menos agressivas, tendo em vista que as diretrizes nacional e internacional recomendam a vigilância ativa em detrimento do procedimento cirúrgico, pelo custo benefício e pelas complicações pós-cirúrgicas. Considerações finais: Diante do exposto, nota-se que a vigilância ativa vem ganhando espaço frente a tireoidectomia total seguida de RIT, contudo devido a confusão na definição de baixo risco não existem meios seguros para diferenciar os pacientes que evoluirão de forma pior, sem a cirurgia.</p> Lara Carvalho de Oliveira Amanda Ribeiro Dias Victor Hugo Machado de Souza Nicole Gomes Neves Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1771 e1771 10.46919/archv5n3espec-097 Hiperparatireoidismo associado à osteomalácia hipofosfatêmica: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1772 <p>Introdução: A osteomalacia hipofosfatêmica é uma doença rara que apresenta defeito na reabsorção de fosfato pelos túbulos proximais dos rins, gerando, hipofosfatemia, que eleva os níveis de fosfatase alcalina e diminui a densidade óssea. A produção da vitamina D pelos rins também pode estar reduzida, provocando uma menor absorção de cálcio e fósforo no intestino, podendo causar elevação secundária do paratormônio, desenvolvendo o hiperparatireoidismo secundário. Objetivo: realizar revisão da literatura médica, com o intuito de correlacionar o hiperparatireoidismo à osteomalácia hipofosfatêmica,&nbsp; apresentando a associação e impacto de tal alteração acerca do quadro clínico, laboratorial e radiológico da presente patologia, com base na literatura exposta. Materiais, sujeitos e métodos: A elaboração deste artigo de revisão foi baseada em artigos de revisão e artigos científicos publicados e referenciados na SciELO e PubMED entre 2020 e maio de 2024. Resultados e discussão: Evidências mostram forte correlação entre a osteomalacia hipofosfatêmica e o hiperparatireoidismo, uma vez que a redução da produção da vitamina D que ocorre na osteomalacia pode elevar os níveis de paratormônio de maneira compensatória, desenvolvendo o hiperparatireoidismo secundário, que gera um aceleramento na perda de massa óssea. Considerações finais: Os níveis elevados de PTH estão associados a uma rápida e devastadora piora da perda de massa óssea, piorando o prognóstico da osteomalacia hipofosfatêmica.</p> Victor de Souza Nascimento Laís Rocha Brasil Sama de Freitas Ramos Angelica Thaís de Freitas Santos Vitória Teixeira Mustapha Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1772 e1772 10.46919/archv5n3espec-098 Metástases cerebrais de carcinoma papilífero da tireoide: um relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1773 <p>Introdução: O carcinoma papilífero da tireoide (CPT) é a forma mais comum de câncer de tireoide, caracterizando-se por um bom prognóstico na maioria dos casos. No entanto, apesar de sua natureza geralmente indolente, pode, em raras ocasiões, metastatizar para locais distantes, incluindo o cérebro. Objetivo: O objetivo deste trabalho é relatar um caso de metástase cerebral de carcinoma papilífero de tireoide e revisar a literatura existente, com ênfase na epidemiologia, manifestações clínicas, métodos diagnósticos, opções de tratamento e prognóstico, bem como identificar desafios e lacunas no conhecimento atual para direcionar futuras pesquisas. Materiais sujeitos e métodos: Para a elaboração deste relato de caso e artigo de revisão, foram consultados genericamente artigos científicos e artigos de revisões, publicados e referenciados em bases de dados nacionais e internacionais, como Medline/PubMED, BVS e SciELO, entre os anos mais recentes. Resultados e discussão: Conceitos relativamente novos surgem juntamente com esses fenômenos, como <em>prevenção</em> quaternária abordada no post anterior. Não há evidências estabelecidas sobre <em>prevenção</em> do tumor de tireoide. Estudos no Japão sugerem que a cirurgia imediata e a observação atenta são igualmente efetivas na <em>prevenção</em> das mortalidades. Considerações finais: A metástase cerebral pode ser a apresentação inicial do CPT , apesar de rara e também pode ocorrer até várias décadas após o diagnóstico inicial do CPT, dando mais ênfase a tipos histológicos mais agressivos como variante de células altas que apresentam mais risco de desenvolver metástase cerebral como primeira apresentação.</p> César Muzzi Pires Lage Rafaela Lemos Quirino Rebecca Haje Cintra Bárbara Zaltron Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1773 e1773 10.46919/archv5n3espec-099 Fibrilação atrial e doenças não cardiovasculares: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1774 <p>Introdução: A fibrilação atrial é um ritmo atrial irregular e rápido. Dessa forma, é desenvolvida uma assincronicidade cardíaca é normalmente manifestada com palpitações e, às vezes, fraqueza, dispneia e pré-síncope. Normalmente é associada a etiologias cardíacas como hipertensão, doença coronariana, cardiomiopatia e cardiopatias valvares. Porém, pouco se é debatido acerca das causas externas ao sistema cardiovascular. Objetivo: Identificar e descrever as principais patologias extra-cardíacas associadas ao desenvolvimento da fibrilação atrial. Materiais/sujeitos e métodos: Para tal, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, com artigos retirados das plataformas Google Acadêmico, SciELO e PubMED que apresentaram data de publicação entre os anos mais recentes. Resultados e discussão: Dentre as possíveis etiologias dessa patologia que não envolvem o sistema cardíaco, as principais, classificadas por ordem de incidência, são: câncer, sepse, doença pulmonar obstrutiva crônica, síndrome da apneia obstrutiva do sono e doença renal crônica. Seu desenvolvimento está associado a fatores como comorbidades em geral, idade avançada, distúrbio eletrolítico, disfunção autonômica e inflamação. Por fim, apesar de a fibrilação atrial ser majoritariamente provocada por causas cardíacas, as causas não-cardíacas têm uma parcela de contribuição nesses casos e devem ser analisadas. Considerações finais: Seu tratamento ainda é um desafio, e mais estudos sobre essa temática são necessários para compreensão acerca de suas especificidades, como patogênese, epidemiologia, prevenção, dentre outros.</p> Gabriel Malta Coimbra Rachel Lemes Chaveiro Thiago Viana Maia Miguel Angelo Amorim Sena Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1774 e1774 10.46919/archv5n3espec-100 Miocardite eosinofílica: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1775 <p>Introdução: A Miocardite Eosinofílica (ME) é uma condição clínica rara e potencialmente grave, que se caracteriza por infiltração de eosinófilos no miocárdio. Sua etiologia nem sempre é aparente e entre às diversas causas estão a ocorrência de hipersensibilidade à drogas, doenças autoimunes (Granulomatose Eosinofílica com Poliangeíte), Síndrome hipereosinofílica Idiopática, câncer, infecções parasitárias/helmínticas e vacinação. A ME gera dano miocárdico progressivo e sua sintomatologia geralmente se apresenta como uma Síndrome Coronariana Aguda, Insuficiência Cardíaca Aguda ou arritmias. A lesão miocárdica ocorre em três estágios: fase necrótica aguda, fase trombótica e fase fibrótica. A revisão da literatura demonstra que somente 75% dos casos apresentam eosinofilia periférica, tornando difícil a suspeição diagnóstica. Objetivo: O presente artigo tem por objetivo uma revisão de literatura do conhecimento atual sobre etiopatogenia, diagnóstico, quadro clínico e tratamento da Miocardite Eosinofílica. Materiais / Sujeitos e Métodos: Para elaboração desse artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e relatos de casos publicados e referenciados na Scielo e Medline / Pubmed, Google Acadêmico, National Center for Biotecnology Information (PubMed/Medline), Scientific Eletronic Library Online (SciELO), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Cochrane. Resultados e discussão: Evidências mostram que a Ressonância Magnética tem importante papel no diagnóstico, apesar da biópsia endomiocárdica ser o exame padrão-ouro, porém invasivo e com altos riscos de complicações. Além disso,o diagnóstico e tratamento precoces com corticoterapia e específico para Insuficiência Cardíaca, com inibidores da enzima conversora de angiotensina e betabloqueadores, têm demonstrado aumento substancial na sobrevida e diminuição da sintomatologia, com recuperação da função ventricular na maioria dos casos observados. Entretanto, a associação de imunossupressão à corticoterapia ainda apresenta benefício incerto, não sendo indicada de rotina. Considerações Finais: A Miocardite Eosinofílica é uma patologia de difícil reconhecimento e potencialmente fatal, exigindo uma busca contínua nos avanços do diagnóstico e tratamento precoces.</p> Thaíne Inácio de Mendonça Carolina Fachetti Loyola João Otávio Leal Farina Bruna Lazzari Araldi Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1775 e1775 10.46919/archv5n3espec-101 Associação entre apneia obstrutiva do sono e infarto do miocárdio: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1776 <p>Introdução: A Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) é uma condição séria, mas com grande&nbsp; potencial de tratamento e prevenção das complicações, dentre elas o infarto agudo do miocárdio, doença cardíaca crônica. Nos estudos epidemiológicos demonstraram que AOS aumenta o risco&nbsp; de um evento cardiovascular, associado a fatores de risco como hipertensão, diabetes e obesidade com IMC &gt;25 kg/m2. Objetivo: O presente artigo tem como objetivo uma revisão sobre as principais atualizações sobre os fatores de risco, fisiopatologia e tratamentos mais atualizados. Materiais, sujeitos e métodos: Para realizar essa revisão sistemática foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados no National Library of Medicine, PubMed e SciELO entre os anos mais recentes. Resultados e discussões: A AOS é significante como fator de risco para doenças cardiovasculares, porém o mecanismo fisiopatológico ainda não é completamente conhecido. Sabe-se que identificar os fatores de risco como hipertensão, diabetes, dislipidemia e obesidade diminuem as chances de um possível evento cardiovascular, podendo abordar de forma preventiva frente aos fatores de riscos. Considerações finais: A AOS tem tratamento atualmente e junto com o controle de fatores de risco, as chances de eventos cardiovasculares desfavoráveis diminuem drasticamente.</p> Milena Barbato Paiva Mariana Cunha Campos Martins Karine Silva de Macêdo André Luiz Xavier Canevaroli Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1776 e1776 10.46919/archv5n3espec-102 Mixoma atrial recorrente em um paciente com Complexo Carney: um relatório de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1777 <p>Introdução: Uma rara condição genética frequentemente associada a mutações no gene PRKAR1A, a Síndrome de Carney é caracterizada por uma tríade de mixomas cardíacos, tumores cutâneos e endócrinos. Nesta condição específica, a presença de mixomas cardíacos, especialmente no átrio esquerdo, é uma manifestação clínica significativa. Dentro deste contexto, a recorrência do mixoma atrial emerge como uma complicação pouco frequente e complexa, caracterizada por uma variedade de sintomas e potencialmente associada a riscos significativos de complicações cardiovasculares graves. Objetivo: Esta descrição do caso e revisão bibliográfica contribuem para o progresso do entendimento acerca dessa entidade clínica complexa, fornecendo percepções valiosas para a prática clínica e direcionando futuras pesquisas nessa área. Materiais/sujeitos e métodos: Para a revisão de literatura, foram utilizadas as bases de dados PubMed, SciELO, Web of Science, LILACS, BVS, Google Scholar e Biblioteca Virtual em Saúde da UFMG. Resultados e discussão: A análise dos artigos torna notório a importância da investigação de eventos embólicos em adultos jovens a partir da realização de exame ecocardiográfico para pesquisa de fonte embólica, nomeadamente o mixoma. Considerações finais: É de suma importância que casos recorrentes de mixoma atrial, tanto individuais quanto familiares, sejam amplamente monitorados, uma vez que os acometidos estão suscetíveis a eventos como embolias e doença vascular cerebral, que podem gerar graves repercussões.</p> Rachel Lemes Chaveiro Gabriel Malta Coimbra Thiago Viana Maia Miguel Angelo Amorim Sena Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1777 e1777 10.46919/archv5n3espec-103 Efeitos cardíacos do envenenamento agudo com antidepressivos tricíclicos: revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1778 <p>Introdução: Os antidepressivos tricíclicos são causas muito comuns de intoxicação medicamentosa, sendo amplamente prescritos e utilizados pela população, especialmente em sua parcela idosa. A intoxicação pode ocorrer por uma ingestão aguda, por erro de posologia ou toxicidade crônica, levando a diferentes eventos adversos. As manifestações cardíacas são importantes e graves, com a taquicardia sinusal sendo muito comum, mas também podendo ocorrer fibrilação ventricular, taquicardia ventricular e bradicardia. Objetivo: Levantar e revisar informações atuais sobre eventos cardiovasculares associados ao uso de antidepressivos tricíclicos. Materiais, sujeitos e métodos: Essa pesquisa aconteceu nas bases de dados do Google Acadêmico, Scielo, e PubMED. Resultados e discussão: Foram encontrados estudos que demonstram uma grande quantidade de eventos cardiovasculares devido à toxicidade aguda dos antidepressivos tricíclicos, sendo estas as complicações mais graves e que demandam mais atenção. Considerações finais: Foi observado que existem diversos eventos cardiovasculares possíveis decorrentes deste quadro, sendo necessária a suspeição diagnóstica e o tratamento imediato das complicações.</p> Carolina Fachetti Loyola João Otávio Leal Farina Thaíne Inácio de Mendonça Bruna Lazzari Araldi Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1778 e1778 10.46919/archv5n3espec-104 Tomografia computadorizada com carga em tornozelo: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1779 <p>Introdução: A tomografia computadorizada (TC) com carga em tornozelo tem emergido como uma ferramenta diagnóstica promissora em ortopedia. A capacidade de realizar imagens em condições de carga proporciona uma avaliação mais precisa das estruturas anatômicas e das alterações funcionais. Materiais, Sujeitos e Métodos: Esta revisão da literatura teve como objetivo explorar os protocolos de aquisição e os principais achados da TC com carga em tornozelo. Foram analisados estudos que abordam tanto a traumatologia quanto as doenças degenerativas dessa região. A pesquisa incluiu uma busca sistemática nas bases de dados Medline/PubMed, SciELO e Cochrane, utilizando palavras-chave relevantes. Resultados e Discussão: Os resultados indicam que a TC com carga em tornozelo permite uma avaliação detalhada das lesões traumáticas e das alterações degenerativas, fornecendo informações cruciais para o planejamento terapêutico. Além disso, a capacidade de realizar imagens sob carga ajuda a reproduzir melhor as condições funcionais durante o exame, melhorando a sensibilidade diagnóstica. Considerações Finais: Conclui-se que a TC com carga em tornozelo desempenha um papel fundamental na avaliação e no manejo de lesões e doenças ortopédicas nessa região. Sua capacidade de fornecer imagens precisas em condições de carga contribui significativamente para a prática clínica, possibilitando diagnósticos mais precisos e melhorando os resultados do tratamento.</p> Pedro Lucas Pereira Matos Pietro Macari Alem Mascanhi Felipe Lapido Aguiar Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1779 e1779 10.46919/archv5n3espec-105 Dissecção espontânea da artéria coronária - relato de casos e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1780 <p>Introdução: A dissecção espontânea da artéria coronária (DEAC) é uma condição rara, mas potencialmente fatal, que requer compreensão aprofundada para o manejo clínico adequado. Objetivo: Este estudo apresenta uma revisão da literatura sobre DEAC, complementada por relatos de casos clínicos, visando analisar suas apresentações clínicas, métodos diagnósticos, opções de tratamento e desfechos associados. Materiais/sujeitos e métodos: Utilizando uma metodologia específica, incluindo busca sistemática na literatura e descrição detalhada dos casos clínicos, observou-se uma variedade de manifestações clínicas e abordagens terapêuticas. O levantamento bibliográfico foi realizado nas plataformas PubMed e Scielo. Resultados e discussões: Destacam a importância do diagnóstico precoce, as controvérsias na fisiopatologia e as lacunas no manejo clínico da DEAC. Considerações finais: Um entendimento aprofundado desta condição é crucial para otimizar o manejo clínico e melhorar os desfechos dos pacientes afetados.</p> Rafael Bellotti Azevedo Mariana Cunha Campos Martins Milena Barbato Paiva Karine Silva de Macêdo André Luiz Xavier Canevaroli Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1780 e1780 10.46919/archv5n3espec-106 Prevalência das complicações cardiovasculares nos indivíduos com anemia falciforme e outras hemoglobinopatias: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1781 <p>Introdução: As doenças cardiovasculares correspondem à principal causa de mortalidade em pacientes portadores de anemia falciforme, a hemoglobinopatia de maior prevalência entre a população. Alterações na fisiopatologia dessa doença através de uma disfunção endotelial, potencializado pelo estado de inflamação sistêmica crônica e um estado de hipercoagulabilidade, ocasionando a vasculopatia macroscópica é a chave para a compreensão das doenças cardíacas permanecerem sendo a principal causa de mortalidade em paciente falcêmicos. Objetivo: O presente artigo tem como objetivo uma revisão de literatura sobre a prevalência das complicações cardiovasculares em pacientes portadores de anemia falciforme. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados no Uptodate, National Library of Medicine, Sociedade Brasileira de Cardiologia, entre o ano de 2022 e dezembro de 2023, e o Manual de Diagnóstico e tratamento de doenças falciformes publicado pela Agência Nacional de Saúde, no ano de 2002. Resultados e discussão: As complicações cardiovasculares estão presentes em grande parte dos pacientes com anemia crônica, provavelmente devido a fisiopatologia dessa doença. Entretanto, há uma maior prevalência dessa condição na população com Anemia Falciforme, sendo a doença cardiovascular, a principal causa de morte nos pacientes portadores dessa anemia. Dessa forma, o ecocardiograma possui um importante papel para a identificação precoce das alterações cardíacas nesses pacientes, como muitos dos dados funcionais e estruturais, obtidos nos estudos analisados, foram coletados a partir desse exame. Considerações Finais: Portanto, com base nos estudos analisados, pacientes portadores de anemia falciforme apresentam um risco aumentado para complicações cardiovasculares. Assim, o acompanhamento precoce e frequente&nbsp; do sistema cardíaco nesse grupo de pacientes se torna benéfico para a redução da morbimortalidade.</p> Ana Paula Quadros Bolzan Giullyana Florentina Belchior Giovana Micelli Maeda Palloma de Queirós Cunha Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1781 e1781 10.46919/archv5n3espec-107 Um relato de caso de doença cardíaca valvular complicada com um cisto de sangue no átrio direito: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1782 <p>Introdução: As doenças cardíacas valvares encontram-se em situação de considerável destaque dentre as doenças cardiovasculares da atualidade, principalmente no que tange a população idosa, a qual se destaca pelo aumento progressivo das condições degenerativas das valvopatias nesta faixa etária. Objetivo:&nbsp; O presente estudo visa a compreensão, a discussão e a disseminação das informações frente a esta patologia, visto a sua ocorrência rara e, ainda, de escasso conhecimento e determinações no âmbito contemporâneo.Materiais/sujeitos e métodos: Foi realizada uma busca bibliográfica por meio das fontes de busca constituídas pelos recursos eletrônicos nas seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Pubmed Health Information from the National Library of Medicine (Medline), Science Direct e na biblioteca eletrônica Scientific Eletronic Library On-line (SciELO). Resultados e discussão: A ecocardiografia se mostrou de suma importância para o diagnóstico dessas duas patologias, avaliando o cisto sanguíneo em tamanho, forma e função, facilitando o planejamento operatório, como também avaliando as valvas acometidas. A TAVI se tornou o método de escolha no tratamento de pacientes com risco cirúrgico extremo portadores de estenose ártica, pois demonstrou uma taxa de sobrevida equivalente ou superior a procedimentos cirúrgicos, com o benefício da segurança para pacientes idosos e com risco cirúrgico elevado. Considerações finais: devido à raridade dos hemocistos e sua dificuldade em excluir diagnósticos diferenciais em exames não invasivos, embora não exista um consenso com relação a abordagem mais indicada em pacientes assintomáticos, a ressecção cirúrgica é recomendada, priorizando cirurgias minimamente invasivas, a fim de prevenir complicações e afastar neoplasias.</p> Lucas Zumpano Araújo Ana Luisa Galardino Faria Vitória Rios Bandeira Castro Nathália de Macêdo Assunção Gabriela Gladis Bagnara Fistarol Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1782 e1782 10.46919/archv5n3espec-108 Doença cardíaca carcinoide: um relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1783 <p>Introdução: A cardiopatia carcinoide (CC) se refere à uma complicação grave derivada de um tumor neuroendócrino (TNE) em condição avançada, se destacando em meio à ocorrência da Síndrome Carcinoide. Esta se trata de uma síndrome paraneoplásica desencadeada pela produção exógena do tumor de substâncias vasoativas, como a serotonina, a qual desenvolve uma clínica que se manifesta com rubor, diarreia, dor abdominal, palavra, cardiopatia carcinoide e fibroso mesentérica. Objetivo: objetiva-se, com este artigo, uma revisão de literatura do conhecimento atualmente disseminado a respeito desta rara e letal enfermidade, no que tange a sua etiopatogenia e ao seu tratamento. Materiais, sujeitos e métodos: A fim de elaborar o presente artigo, foi realizada consulta de artigos científicos revisados e publicados em revistas e jornais referenciados no SciELO entre 2020 e 2023, sendo um destes artigos referenciados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, datado do ano de 2023. Resultados e discussão: A partir do estudo, pode-se verificar a alta letalidade da doença cardíaca carcinoide ou cardiopatia carcinoide que implica ao paciente. Tal condição geralmente se manifesta quando o tumor neuroendócrino (TNE) já se encontra em fase avançada e, por ser diretamente relacionada à neoplasia, torna-se imprescindível o acompanhamento contínuo multidisciplinar dos especialistas – oncologistas, cardiologistas e cirurgiões – para que a terapia seja bem direcionada e otimizada para cada paciente. Considerações finais: Felizmente, apesar de ser uma condição grave, ao longo dos últimos anos, vêm se os observando uma considerável melhora do prognóstico da doença, frente ao estudo e ao acompanhamento conjunto das especialidades.</p> Ana Luisa Galardino Faria Vitória Rios Bandeira Castro Nathália de Macêdo Assunção Lucas Zumpano Araújo Gabriela Gladis Bagnara Fistarol Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1783 e1783 10.46919/archv5n3espec-109 Lidocaína em cirurgia oncológica: o papel do bloqueio em canais de sódio com tensão: uma revisão narrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1784 <p>Introdução: A busca por novos métodos para reduzir complicações cirúrgicas tem levado a estudos sobre a utilização da lidocaína como uma potencial droga anti-metastática. Os canais de sódio com tensão estão associados a células tumorais e, através de potenciais de ação e gradientes, estão relacionados com a dinâmica tumoral. Potenciais de ação, nos quais os canais de sódio estão envolvidos, podem migrar e determinar a progressão das células tumorais. Novos estudos demonstram que o uso da lidocaína, através de suas propriedades imunomoduladoras e bloqueio de canais de sódio, pode diminuir a recorrência de câncer. Objetivo: Analisar a associação da lidocaína, através do bloqueio dos canais de sódio, na diminuição de células oncogênicas e anti-metastáticas. Materiais, Sujeitos e Métodos: Para a elaboração deste artigo foram utilizados materiais impressos, artigos científicos, além de consultas em sites como Pubmed, SciELO, abrangendo o período entre 2014 e 2024. Resultados e Discussão: Estudos mostram a possibilidade de redução de metástases através do uso da lidocaína em procedimentos cirúrgicos. Estudos em animais indicam que a lidocaína pode diminuir a metástase ao bloquear os canais de sódio, alterando o padrão oncogênico e metastático. Considerações Finais: A lidocaína, em estudos pré-clínicos, mostrou ser uma candidata promissora para uso em cirurgias oncológicas, bloqueando canais de sódio e outros receptores tumorais, diminuindo a cinética tumoral. Mais estudos são necessários para maior compreensão e potencial uso clínico em procedimentos oncológicos futuros.</p> Iury Luiz Zordan Costa Rodney Júlio de Andrade Júnior Giovanna Borba Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1784 e1784 10.46919/archv5n3espec-110 Anestesia neuroaxial comparada à anestesia geral para procedimentos na metade inferior do corpo: revisão sistemática de revisões sistemáticas https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1785 <p>Introdução: Há mais de 30 anos, a comparação entre anestesia neuroaxial e a anestesia geral vem sendo estudada por diversas especialidades médicas. No entanto, poucos estudos conseguiram alcançar significância estatística e afirmar a superioridade de uma sobre a outra. No presente estudo, reunimos alguns artigos para que a questão possa ser melhor debatida, focando em procedimentos na metade inferior do corpo, onde a anestesia neuroaxial é amplamente empregada em cirurgias ortopédicas, ginecológicas/obstétricas e abdominais. Materiais, sujeitos e métodos: Estes estudos foram selecionados a partir das bases de dados PubMED, SciELO e Cochrane entre 1992 e 2023. Resultados e discussão: A maioria dos estudos indica uma melhor avaliação da anestesia do neuroeixo na metade inferior do corpo em relação à anestesia geral quando comparadas em aspectos como perda sanguínea intraoperatória, incidência de trombose venosa profunda e eficácia do bloqueio da dor pós-operatória. No entanto, não foi comprovada diminuição do tempo de internação ou de eventos graves entre as duas opções. A anestesia neuroaxial demonstrou mais casos de hipotensão arterial durante as cirurgias. Considerações finais: Para escolher o melhor método de anestesia, muitas considerações devem ser ponderadas, como o perfil hemodinâmico do paciente, o grau de invasão da cirurgia, os efeitos pós-cirúrgicos e a habilidade técnica dos envolvidos. A escolha deve ser individualizada para cada caso. Mais estudos precisam ser realizados para que a escolha entre a anestesia geral e a anestesia do neuroeixo possa ter indicações seguras nas cirurgias realizadas.</p> Bruna Dambrós Neckel Gabriel José Cavalcante Soares Jéssica de Castro Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1785 e1785 10.46919/archv5n3espec-111 Analgesia peridural em pacientes obstétricas obesas: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1786 <p>Introdução: A obesidade é uma doença prevalente e de importante dimensão na saúde pública atualmente. A gestante, já possui reservas limitadas devidos alterações fisiológicas metabólicas e hormonais. A analgesia tem se tornado cada vez mais frequente na realidade da gestante com IMC &gt; 30kg/m². A frequência vem aumentando devido a série de consequências que podem ser maléficas tanto para mãe quanto para o feto. O método de analgesia peridural apresenta-se mais eficiente na gestante com obesidade mórbida. É uma técnica que já é muito utilizada no trabalho de parto para controle de dor, promovendo bem-estar, mas também menor repercussão hemodinâmica durante o parto para gestante e o feto. A necessidade de baixa dosagem de medicações, a potência no efeito de analgesia e a baixa complexidade do procedimento são pontos positivos. É importante a vantagem de uso pós-operatório do cateter para realização de analgesia. O desejo da mãe para realizar o método já é o suficiente. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre 2008 e 2022. Resultados e discussão: Foi demonstrado grande vantagem fisiológica e analgésica em relação ao bloqueio peridural na gestante com IMC &gt;30kg/m². Considerações finais: Esse trabalho tem como objetivo destrinchar a importância da analgesia peridural na paciente gestante e obesa, suas consequências e vantagens no âmbito de qualidade de trabalho de parto.</p> Gabrielle da Cunha Rodrigues Ana Paula Teixeira Leite Gabriel Augusto Fadoni Mikaelly de Arêa Leão Silveira Costa Copyright (c) 2024 2024-07-12 2024-07-12 5 3 e1786 e1786 10.46919/archv5n3espec-112 Influência da genética no desenvolvimento da Hipertensão: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1787 <p>A hipertensão é a principal causa evitável de morte em todo o mundo e está sendo considerada uma síndrome multifatorial com um sinal comum: a pressão arterial elevada. Ferramentas genéticas são empregadas para determinar suas causas, incluindo polimorfismos como o C825T no gene da subunidade B3 da proteína G (GNB3), associado à hipertensão. Este artigo revisa a literatura correlacionando causas genéticas com a hipertensão, consultando artigos no PubMed e SciELO entre 2000 e 2023. Evidências mostram forte correlação entre genética e hipertensão, especialmente variantes da subunidade Beta 3 da Proteína G (GNB3) associadas a alterações bioquímicas em hipertensos. Conclusão: Ferramentas genéticas estão cada vez mais envolvidas na determinação da hipertensão arterial sistêmica.</p> Letícia Cristina Schmidt Cristovão Iago Martins Machado Taisa Naves Oliveira Camila Barbosa Brito Bruna Ferraz Mesquita Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1787 e1787 10.46919/archv5n3espec-113 Hipertensão induzida pela obesidade: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1788 <p>Introdução: A hipertensão arterial (HA) e a obesidade são grandes problemas mundiais de saúde e muitas vezes estão interligadas, representando fatores de risco significativos para doenças cardiovasculares e aumento da morbimortalidade. No Brasil, 22% da população é obesa ou apresenta sobrepeso. A obesidade tem etiologia multifatorial, envolvendo componentes genéticos, ambientais, emocionais e de estilo de vida que levam a um estado pró-inflamatório crônico. Há vários mecanismos propostos para a relação entre HA e obesidade, como aumento do angiotensinogênio, aumento da atividade simpática, compressão renal devido à gordura, disfunção endotelial, apneia obstrutiva do sono, aumento de deposição de gordura nos vasos levando a rigidez vascular e aumento da resistência periférica, entre outros. Materiais e Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos, informes das sociedades de cardiologia e manuais do Ministério da Saúde. Resultados e Discussão: Esta revisão mostra a estreita relação entre obesidade e HA, bem como o impacto dessa associação na morbidade e mortalidade, uma vez que causa alterações cardiovasculares significativas. Considerações Finais: A intervenção em mudanças no estilo de vida, e quando necessário, medicamentosa ou cirúrgica para perda de peso causa redução significativa nos níveis pressóricos e consequentemente no risco de morte cardiovascular. Sendo assim, além da prevenção secundária e terciária, políticas de rastreio para intervenção precoce se tornam um fator de grande importância em saúde pública.</p> Thrícia Christina Garcia Diniz Rezende Éttore Rosanova Christovam Mariliane Nascimento de Paula Isabela Teixeira dos Santos Silva Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1788 e1788 10.46919/archv5n3espec-114 Vias de sinalização da insulina: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1789 <p>Introdução: Descoberta há mais de cem anos, a insulina é um hormônio anabólico secretado pelas células β das ilhotas pancreáticas em resposta ao aumento dos níveis de glicose circulante no organismo. É um hormônio com efeitos metabólicos potentes, primordial na regulação da homeostase de glicose em vários níveis. As vias de sinalização da insulina, sua interação com receptores e seus mecanismos de ação são rigorosamente regulados, sendo um desafio para as pesquisas. No entanto, a compreensão desses eventos pode resultar em avanços no tratamento de resistência insulínica, como na obesidade e no diabetes tipo 2. Portanto, o presente artigo tem por objetivo realizar uma revisão da literatura do conhecimento atual sobre as vias de sinalização da insulina. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados no PubMed e SciELO entre 1994 e 2023. Resultados e discussão: Estudos mostram que há diversas etapas na sinalização intracelular da insulina. Essa sinalização se inicia com a ligação da insulina a um receptor de membrana pertencente a uma família de receptores ativados por ligantes e tirosina quinase, que possuem uma série de propriedades fisiológicas e bioquímicas únicas, seguindo-se pelos substratos do receptor de insulina, a fosfatidilinositol 3-quinase (PI 3-quinase), a via proto-oncogene CAP/proteína adaptadora Cbl, as cascatas de fosforilação estimuladas pela insulina, a regulação da síntese de glicogênio e a regulação da síntese e degradação de lipídeos. Essa caracterização detalhada da química da insulina permitiu a síntese de muitos derivados para intervenções terapêuticas. Considerações finais: Embora ainda existam lacunas a serem preenchidas na compreensão dos mecanismos da insulina, são nítidos o progresso científico e o desenvolvimento de terapêuticas que esses estudos proporcionaram, impactando diretamente o tratamento de doenças com alta taxa de prevalência.</p> Karla Cristina Angelo Faria Gentilin Cleuza Gabriella de Almeida Silveira Isadora Andrade Porto Campos Leonardo Rezende Filho Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1789 e1789 10.46919/archv5n3espec-115 Rigidez arterial e previsão de doença renal crônica: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1790 <p>Introdução: O termo Doença Renal Crônica (DRC) engloba um espectro de processos fisiopatológicos associados à função renal anormal e ao declínio progressivo da taxa de filtração glomerular (TFG). Acredita-se que o aumento da rigidez arterial esteja associado à incidência e progressão da DRC, assim como à mortalidade cardiovascular. Entretanto, estudos detectaram associações fracas ou nenhuma associação. O presente artigo tem por objetivo realizar uma revisão da literatura do conhecimento atual sobre a correlação entre rigidez arterial e a previsão de DRC. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre 2010 e 2023. Resultados e Discussão: Evidências mostraram uma forte correlação entre o aumento da rigidez arterial [foi utilizada a velocidade da onda de pulso carotídeo-femural (VOPcf) como parâmetro] e a incidência de DRC, sendo a magnitude dessa associação mais importante em pacientes normotensos e não diabéticos. Considerações finais: A maior VOPcf mostrou-se um importante fator de risco para DRC e sugere um impacto aumentado em indivíduos sem diabetes e hipertensão.</p> Thiago Rabelo de Medeiros Luíza Pinheiro Nascimento Natana Carol Alves Julya Sabino Medeiros Mellina Bordim Negri Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1790 e1790 10.46919/archv5n3espec-116 Miocardite eosinofílica: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1791 <p>A miocardite eosinofílica (ME) é uma condição rara caracterizada pela infiltração de eosinófilos no miocárdio. Embora sua apresentação clínica possa variar amplamente, sintomas como dispneia, dor torácica e fraqueza generalizada são comuns. O diagnóstico da ME pode ser desafiador e muitas vezes depende de uma combinação de exames laboratoriais, ressonância magnética cardíaca (RMC) e, em casos específicos, biópsia endomiocárdica. Este artigo revisa a literatura atual sobre a fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da ME, destacando a importância do diagnóstico precoce e da terapia adequada para prevenir complicações graves.</p> Rafaella Biondon Cartoni Ewerton Vinícius Paula Aragão Melo Ludmilla Margon Camilo Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1791 e1791 10.46919/archv5n3espec-117 O papel da melatonina no Diabetes: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1792 <p>A melatonina é um hormônio sintetizado na glândula pineal e participa na organização temporal de ritmos biológicos. Nos últimos anos, expandiram-se as pesquisas em relação às diferentes atuações da melatonina no corpo humano, identificando-se ações de regulação nos sistemas cardiovascular, imunológico e, principalmente, endócrino. Por isso, o objetivo deste trabalho é apresentar a relação da melatonina nos pacientes diabéticos e suas repercussões clínicas. Para tal, foram selecionados artigos obtidos a partir da plataforma SciELO e Associação Médica Brasileira. Nos estudos, a melatonina melhorou os danos causados pelo Diabetes Mellitus em tecido cerebral, diminuindo a glicemia e a resistência insulínica, além de reduzir a ocorrência de outros distúrbios metabólicos que podem culminar em obesidade devido à sua ação anti-obesogênica. A melatonina apresenta características anfifílicas, ou seja, pode se difundir em meios aquosos e lipídicos, sendo assim encontrada em todo o organismo, principalmente nos tecidos periféricos e no sistema nervoso central.</p> Larissa Regina Macedo Benetti Fátima Lemes de Oliveira Izabella Boaventura Teodoro Brasão Arthur Marques de Castro Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1792 e1792 10.46919/archv5n3espec-118 Principais complicações durante a gestação e recomendações para o cuidado antenatal na doença falciforme: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1793 <p>Introdução: A doença falciforme é a hemoglobinopatia mais comum no Brasil e no mundo. Até a década de 70, devido à pouca importância dada ao cuidado e manejo da doença, estava associada a alta mortalidade materna e fetal. Atualmente, observa-se uma redução expressiva nas taxas de mortalidade materna e fetal, em função das melhorias nas técnicas de rastreio neonatal e medidas preventivas, como vacinação e profilaxia antibiótica desde o nascimento. Objetiva-se, neste artigo, elucidar as diversas complicações exacerbadas da doença falciforme durante a gestação e a importância dos cuidados prévios para uma gravidez mais segura, com redução das morbimortalidades neste período. Materiais, sujeitos e métodos: Este artigo de revisão de literatura foi embasado em artigos científicos e no manual do Ministério da Saúde, publicados e referenciados nas plataformas PubMed, BVS e SciELO no período de 2002 a fevereiro de 2022. Resultados e discussão: Entretanto, mesmo com todos os avanços, as alterações fisiológicas enfrentadas pelas mulheres durante a gestação são agravadas em pacientes com doença falciforme, resultando no aumento da incidência de complicações como crise vaso-oclusiva, síndrome torácica aguda e eventos tromboembólicos. Complicações obstétricas, como pré-eclâmpsia, eclâmpsia e abortos espontâneos, e neonatais, como crescimento intrauterino reduzido, ainda permanecem elevadas em comparação à população em geral. Considerações finais: Considerando que a doença falciforme tem um impacto significativo nas mulheres grávidas, o planejamento antes da concepção, o cuidado durante a gravidez e novos estudos sobre o assunto são imprescindíveis para a redução das complicações neste período.</p> Giulliane da Silva Cerqueira Lilian Rodrigues Coelho Borges Sara de Alencar Parente Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1793 e1793 10.46919/archv5n3espec-119 Os efeitos da histerectomia nas funções sexuais e urinárias de mulheres com Câncer Cervical https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1794 <p>Introdução: Considerando os efeitos significativos da histerectomia nas funções urinárias e sexuais de mulheres com câncer cervical, objetiva-se revisar sistematicamente os estudos existentes sobre este tema. Procede-se à análise de artigos científicos publicados em bases de dados relevantes, selecionando estudos que avaliem as alterações pós-histerectomia em termos de função urinária e sexual. Observa-se que a histerectomia pode levar a complicações urinárias, como incontinência urinária e disfunção miccional, além de impactar negativamente a função sexual, incluindo redução da libido, dispareunia e diminuição da satisfação sexual. Conclui-se que a compreensão aprofundada desses efeitos é crucial para melhorar o manejo clínico e o suporte às pacientes submetidas a essa intervenção.</p> Mariana Sanchez Saad Mariane Menezes Souza Paula Merlos Rossit Maria Eduarda Coelho Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1794 e1794 10.46919/archv5n3espec-120 Sistema renina-angiotensina-aldosterona em mulheres usuárias de contraceptivo oral combinado: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1795 <p>Os contraceptivos orais combinados (COC) são amplamente utilizados pelas mulheres em idade fértil devido à sua eficácia na prevenção da gravidez e aos benefícios adicionais à saúde, como a regulação do ciclo menstrual. No entanto, seu uso também está associado a efeitos adversos, especialmente no sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA), que regula a pressão arterial e o equilíbrio de fluidos no corpo. Este estudo tem como objetivo revisar sistematicamente os efeitos dos COC sobre o SRAA em mulheres saudáveis. A pesquisa foi conduzida nas bases de dados Medline/PubMed, SciELO, Cochrane e LILACS, incluindo artigos publicados entre 2000 e 2023. Os resultados indicam que os COC podem elevar a produção de angiotensinogênio, aumentando os níveis de angiotensina II e aldosterona, resultando em maior risco de hipertensão arterial. Conclui-se que, apesar dos avanços nas formulações dos COC, o monitoramento contínuo da saúde cardiovascular é essencial para usuárias desses medicamentos.</p> Natália Claret Torres Praça Suahd Shawqi Hilal Naser Erika Ramos da Silva Lidiely Kassburg Mello Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1795 e1795 10.46919/archv5n3espec-121 Uso de contraceptivo oral combinado e o risco de Câncer Cervical: revisão literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1796 <p>INTRODUÇÃO: O câncer cervical é causado pela infecção genital persistente pelos tipos oncogênicos do HPV (16 e 18). É o terceiro câncer maligno mais frequente na população feminina, e o quarto com maior número de mortes. Dentre os seus fatores de risco está o uso de contraceptivos hormonais orais; o mecanismo de associação ainda é incerto. OBJETIVO: Este estudo objetiva revisar a literatura existente sobre a relação entre o uso de anticoncepcionais orais combinados e o risco de desenvolvimento de câncer cervical. METODOLOGIA: Foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados nas bases Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre abril de 2018 e dezembro de 2023, além de dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em publicação de julho de 2022. RESULTADOS: A literatura mostra que o uso de contraceptivos hormonais orais provoca aumento na incidência do câncer cervical e de suas lesões precursoras quando usado de forma prolongada (tempo &gt;5 anos); também houve aumento das lesões cervicais de baixo grau relacionado a dosagens de etinilestradiol iguais ou superiores a 0,03mg. CONCLUSÕES: Apesar de a literatura fornecer dados sugestivos de aumento de lesões cervicais relacionado aos contraceptivos hormonais orais, mais estudos são necessários para concluir causalidade.</p> Luana Lima da Silva Carolina Silva Oliveira Paula Emy Nishida Shimabuku Ágata Raposo de Medeiros Rafaela Teixeira da Silva Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1796 e1796 10.46919/archv5n3espec-122 Tecnologias aplicadas aos cuidados em saúde mental de grávidas: revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1797 <p>Objetivo: O artigo tem como objetivo buscar maneiras de promover a saúde mental em gestantes, visto que o sofrimento psicossocial e pós-neonatal da gestante é um fator primordial para o acompanhamento da saúde da mulher a longo prazo. Dessa forma, são avaliadas estratégias como mindfulness, yoga, como o uso de tecnologias pode impactar a vida da mulher e quais estratégias trazem mais benefícios. Método: Para a elaboração dessa revisão de literatura, foram utilizados artigos científicos e de revisão publicados entre os anos de 2014 a 2024, que são referenciados no PUBMED e SciELO, incluindo publicações em inglês e português. Resultados: Os estudos revelaram diferentes resultados quanto à saúde mental da mulher grávida, pois muitas delas não têm acesso a ferramentas que possam atuar de maneira benéfica para uma gestação mais saudável. Outra parte do grupo que estava disposto à intervenção e controle teve tendências à redução da ansiedade e de sintomas depressivos. Conclusões: Considerando a falta de medidas preventivas para a depressão perinatal em nações com economias menos desenvolvidas, é crucial realizar um estudo definitivo e controlado para avaliar a eficácia e aceitação de intervenções como o uso de tecnologias e terapias comportamentais nas gestantes.</p> Geórgia Ribeiro Carvalho Luiza Ferreira Rosa Costa Neves Núbia Carolina Gondin Moraes da Costa Nathália Quiel Barros Martins Thaís Gonçalves Camarço Lima Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1797 e1797 10.46919/archv5n3espec-123 Tromboembolismo venoso e rota de parto - revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1798 <p>O tromboembolismo venoso (TEV) é uma complicação grave que pode ocorrer durante a gravidez e o parto. É caracterizado pela formação de coágulos sanguíneos nas veias, que podem se soltar e se deslocar para os pulmões, levando a consequências potencialmente fatais. A rota de parto escolhida pode influenciar o risco de TEV em mulheres grávidas. Em partos por cesariana, o risco de TEV pode ser maior devido à cirurgia e ao tempo prolongado de imobilidade no pós-operatório. Por outro lado, partos vaginais podem estar associados a um risco menor de TEV, devido à menor exposição a esses fatores. Estudos na literatura têm analisado a relação entre rota de parto e TEV, visando determinar a melhor abordagem para reduzir o risco dessa complicação. É fundamental uma avaliação individualizada de cada caso, considerando fatores como idade materna, histórico obstétrico e comorbidades. Em resumo, a escolha da rota de parto durante a gravidez deve levar em consideração não apenas aspectos obstétricos e neonatais, mas também o risco de TEV, visando garantir a segurança e o bem-estar tanto da mãe quanto do bebê.</p> Estela Vendrame Ramos Ana Paula Dupuy Hermes Heloisa Martins de Matos Luiza Silva Ferreira Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1798 e1798 10.46919/archv5n3espec-124 Assimetria mamária: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1799 <p>INTRODUÇÃO: Sabe-se que a assimetria mamária é uma frequente queixa das mulheres, uma vez que, além da importância funcional da mama, repercute na autoestima da paciente. Existem inúmeras formas de correção cirúrgica, no entanto, é necessário compreender os tipos de assimetria mamária para uma conduta adequada. Diante disso, este trabalho tem como objetivo trazer uma abordagem geral da assimetria mamária, sobretudo acerca de suas subdivisões. MATERIAIS, SUJEITOS E MÉTODOS: O estudo foi desenvolvido por meio de uma revisão da literatura, com pesquisas nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, SciELO e PubMed. Para a pesquisa, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: “assimetria mamária”. RESULTADOS E DISCUSSÃO: As assimetrias mamárias são subdivididas de acordo com seu volume, contorno, classificadas como hipo, hiper ou normotróficas e quanto à presença ou não de ptose. O planejamento cirúrgico deve ser traçado de acordo com o tipo de mama e pode variar dependendo da necessidade de inserção de próteses diferentes, lipoenxertia, mastopexia simples ou com próteses e mamoplastia redutora. CONSIDERAÇÕES FINAIS: O conhecimento da classificação e das técnicas cirúrgicas por parte do profissional é de suma importância para uma abordagem adequada e um resultado satisfatório.</p> Luísa de Faria Roller Luiza Barranco Omairi Isabella Maria Coutinho Lorena Karine Soares Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1799 e1799 10.46919/archv5n3espec-125 Tratamento endovascular da miomatose uterina: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1800 <p>Introdução: A miomatose uterina trata-se de tumores benignos formados por tecido muscular que acometem principalmente as mulheres durante a sua fase reprodutiva, causando sintomas, como dor pélvica e fluxo menstrual intenso. O trabalho tem como objetivo revisar literaturas acerca dos diferentes tratamentos endovasculares existentes e o seu benefício para a qualidade de vida da mulher. Material, sujeitos e métodos: Para realizar este artigo de revisão foram estudados artigos científicos e de revisão publicados na SciELO e PubMed entre 2007 a 2022 e um manual do Ministério da Saúde com edição de 2023. Resultados e discussão: Atualmente, um dos tratamentos envolve técnicas minimamente invasivas que procuram reduzir os sintomas e oferecer qualidade de vida para as pacientes. Essas técnicas consistem em métodos endovasculares, por exemplo, embolização das artérias uterinas e embolização dos miomas guiados por imagem. Considerações finais: O tratamento endovascular visa a preservação do útero, menor risco de complicação e menor tempo de recuperação para a paciente. No entanto, é preciso considerar cada caso individualizado a partir do tamanho e localização do mioma, além dos sintomas da mulher.</p> Erika Fernanda Pinho Fernandes Clara de Freitas Gobbi Camila Marques Lacerda Isabela Iguatemy Forny Mariana Gomes Santana Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1800 e1800 10.46919/archv5n3espec-126 Segurança oncológica da mastectomia conservadora do mamilo após quimioterapia neoadjuvante: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1801 <p>Introdução: A segurança oncológica de um tratamento conservador de mamilo após a mastectomia sempre esteve em foco devido ao impacto deste na vida da mulher. Este artigo tem como objetivo, por meio de uma revisão sistemática, avaliar a eficácia do tratamento neoadjuvante e os desfechos clínicos. Materiais e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre 1991 e novembro de 2024. Resultados e discussão: Os resultados sugerem que a preservação do mamilo pode ser uma opção viável em determinados casos, com taxas em níveis aceitáveis de recorrência local e alta taxa de sobrevida. As complicações ainda podem estar presentes dependendo do tipo de câncer envolvido. Conclusões: As pacientes apresentaram uma baixa recorrência da doença, mesmo sendo submetidas de forma precoce ao tratamento.</p> Isabella Cristina Aleixo Humberto Borges Ribeiro Filho Jaqueline Maria de Azevedo Chagas Copyright (c) 2024 2024-07-13 2024-07-13 5 3 e1801 e1801 10.46919/archv5n3espec-127 Inguinodinia: revisão sobre fatores predisponentes e manejo https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1805 <p>Introdução: A inguinodinia é caracterizada por dor inguinal crônica, persistente por no mínimo 3 meses. Uma das principais causas de inguinodinia são as correções cirúrgicas de hérnias inguinais, sendo necessário que os sintomas persistam por pelo menos 6 meses após o procedimento para ser considerada inguinodinia. Este artigo revisa a etiopatogenia, os fatores predisponentes e o manejo da inguinodinia. Material e método: Foram consultados artigos científicos e de revisão publicados na UpToDate e SciELO entre 2006 e 2023. Resultados: A revisão mostrou que a inguinodinia é multifatorial. Houve uma forte relação com procedimentos cirúrgicos para correção de hérnias inguinais. O manejo inclui anti-inflamatórios não esteroides, antidepressivos tricíclicos e inibidores da recaptação da serotonina. O tratamento deve ser individualizado devido à etiologia multifatorial. Considerações finais: A etiopatogenia da inguinodinia é multifatorial, com destaque para a correção das hérnias inguinais como principal causa. As técnicas cirúrgicas influenciam na ocorrência da inguinodinia, mas fatores emocionais e cognitivos também são relevantes, destacando a necessidade de uma abordagem individualizada.</p> Glauco Giuliano Lima da Silva Mariana Soerger Matheus Reis de Oliveira Daniel Dourado Boaventura Matheus Felipe Rezende Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1805 e1805 10.46919/archv5n3espec-128 Cessação do tabagismo para doença arterial periférica: protocolo de revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1806 <p>A cessação do tabagismo é uma estratégia essencial para a melhoria da saúde pública, particularmente entre pacientes com doença arterial periférica (DAP). Este artigo apresenta um protocolo de revisão sistemática para avaliar a eficácia das intervenções de cessação do tabagismo em pacientes com DAP. A metodologia inclui a seleção criteriosa de estudos relevantes, análise crítica e síntese dos dados disponíveis. Serão incluídos ensaios clínicos randomizados, estudos de coorte e revisões sistemáticas que abordem intervenções farmacológicas, comportamentais e combinadas. A busca será realizada em bases de dados como PubMed, SciELO e The New England Journal of Medicine. A análise dos dados incluirá medidas de desfecho como taxas de cessação, recaída e melhoria do quadro de DAP. Como o tempo de tabagismo é o principal fator de risco para morbidades relacionadas ao tabaco, o objetivo do tratamento deve ser a cessação precoce do hábito e a prevenção das recaídas (Fagerström, 2012). Intervenções de saúde adequadas e oportunas sobre esse hábito são essenciais para reduzir a prevalência e a morbidade dos pacientes com DAP.</p> Thiago Queirós Rodrigues Izabela Ribeiro Vieira Mendes Lucas Cabana Caruso Nicholas Oliveira Castro de Skowronski Marília Gomes da Cunha Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1806 e1806 10.46919/archv5n3espec-129 Ecoendoscopia nas lesões subepiteliais do trato digestório: artigo de revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1807 <p>Introdução: Lesões subepiteliais são protuberâncias do trato digestivo cobertas por mucosa normal. Embora sejam achados incidentais frequentemente benignos em endoscopias digestivas, algumas lesões apresentam potencial maligno. A ultrassonografia endoscópica caracteriza melhor estas lesões através da avaliação detalhada das camadas da parede do órgão, além da relação com órgãos vizinhos. Materiais e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMed, SciELO e Cochrane entre 2000 e 2024. Resultados e discussão: A ultrassonografia endoscópica é o método de imagem com maior acurácia no diagnóstico da camada da parede gástrica comprometida por lesões ou massas, além de estudar a ecogenicidade da lesão, o que ajuda no diagnóstico diferencial. Apesar disso, a dúvida diagnóstica permanece em muitas lesões, sendo necessários estudos adicionais citológicos/histológicos. Considerações finais: A ecoendoscopia é um método seguro e detalhado, sendo considerado o melhor exame de imagem para avaliação de lesões subepiteliais do trato digestório. As técnicas endoscópicas de ressecção têm sido utilizadas de forma crescente. A cirurgia é um método de excisão particularmente útil em lesões de camadas profundas e/ou de grandes dimensões.</p> Thayla Maine Fiuza Guimarães Soares Luciana Carla Freitas Rodrigues Aline Brugnera Romeu Godinho Gonçalves Vinícius Eduardo de Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1807 e1807 10.46919/archv5n3espec-130 Hipertensão intra-abdominal /síndrome compartimental abdominal em pacientes com COVID-19: uma revisão integrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1808 <p>Introdução: Lesões subepiteliais são protuberâncias do trato digestivo cobertas por mucosa normal. Embora sejam achados incidentais frequentemente benignos em endoscopias digestivas, algumas lesões apresentam potencial maligno. A ultrassonografia endoscópica caracteriza melhor estas lesões através da avaliação detalhada das camadas da parede do órgão, além da relação com órgãos vizinhos. Materiais e Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre 2000 e 2024. Resultados e Discussão: A ultrassonografia endoscópica é o método de imagem com maior acurácia no diagnóstico da camada da parede gástrica comprometida por lesões ou massas, além de estudar a ecogenicidade da lesão, o que ajuda no diagnóstico diferencial. Apesar disso, a dúvida diagnóstica permanece em muitas lesões, sendo necessário estudos adicionais citológicos/histológicos. Considerações Finais: A ecoendoscopia é um método seguro e detalhado sendo considerado o melhor exame de imagem para avaliação de lesões subepiteliais do trato digestório. As técnicas endoscópicas de ressecção têm sido utilizadas de forma crescente. A cirurgia é um método de excisão particularmente útil em lesões de camadas profundas e/ou de grandes dimensões.</p> Sabryna Castro Bernardes Bueno João Pedro de Oliveira Farias Pedro Morais Nunes Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1808 e1808 10.46919/archv5n3espec-131 Colectomia laparoscópica: revisão retrospectiva de 120 casos https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1809 <p>Introdução: A colectomia é um procedimento utilizado para o tratamento de afecções como obstrução intestinal, câncer colorretal e doença inflamatória intestinal. A cirurgia laparoscópica transformou o tratamento de tais patologias, oferecendo redução no tempo de recuperação e internação. O objetivo deste artigo é realizar uma revisão de literatura avaliando a experiência e o impacto da cirurgia laparoscópica em comparação com a cirurgia aberta. Materiais, sujeitos e métodos: Na construção deste artigo foram revisados artigos publicados nas plataformas PubMed, Scielo e Cochrane entre 2000 e 2023. Resultados e discussão: Evidências apontam que a cirurgia aberta ainda é mais utilizada no Brasil. A laparoscopia apresenta menores taxas de infecções e complicações pós-operatórias, redução de dor e perda de sangue, menor tempo de internação. Considerações finais: A cirurgia laparoscópica apresenta vantagens como retorno precoce do hábito intestinal, menor tempo de internação e melhor resultado estético. A cirurgia aberta ainda é muito importante no contexto da urgência. Por fim, é necessário considerar as características e condições individuais de cada paciente para definir a melhor técnica operatória a ser utilizada.</p> Ana Luiza Ribeiro Campos Carlos Augusto Cavalcante Filho Fabiana Franco Santos de Santana Daniela Dal Piva Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1809 e1809 10.46919/archv5n3espec-132 Intussuscepção intestinal em jovens adultos: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1810 <p>Introdução: A intussuscepção intestinal em adultos jovens é uma condição rara, mas potencialmente grave, com desafios diagnósticos devido à sua apresentação variada. Esta revisão abrangeu estudos que exploraram a epidemiologia, apresentação clínica, métodos diagnósticos, tratamento e desfechos associados à intussuscepção nessa faixa etária. Materiais, sujeitos e métodos: Uma pesquisa abrangente foi realizada em bases de dados eletrônicas, incluindo PubMed, Google Scholar e Scopus, utilizando termos relacionados à intussuscepção em adultos jovens. Foram incluídos estudos que abordavam a epidemiologia, apresentação clínica, métodos diagnósticos, tratamento e desfechos dessa condição nessa faixa etária. Resultados e discussão: Os resultados mostraram que os sintomas são inespecíficos, incluindo dor abdominal, náuseas e vômitos. A investigação diagnóstica, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, desempenha papel crucial na confirmação do diagnóstico. O tratamento varia de redução não operatória a intervenção cirúrgica, dependendo da gravidade e da causa subjacente. Uma abordagem multidisciplinar é fundamental para o manejo eficaz. Considerações finais: A intussuscepção em adultos jovens requer alto índice de suspeição clínica e uma abordagem multidisciplinar para melhorar os desfechos clínicos e reduzir complicações.</p> Isabella de Oliveira Souza Gabriel França de Siqueira Sara Louise de Oliveira e Silva Yasmin Vieira Deocárdio Cardoso Souto da Conceição Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1810 e1810 10.46919/archv5n3espec-133 Síntese da parede abdominal: sutura contínua ou com pontos separados? Revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1811 <p>Introdução: A parede abdominal é porta de entrada para todos os procedimentos operatórios dentro da cavidade celômica e para a maioria dos procedimentos nas áreas retroperitoneais. O fechamento da parede abdominal é um procedimento de rotina e um dos primeiros atos cirúrgicos ensinados no início das residências cirúrgicas. Diante disso, torna-se necessário o melhor estudo dos aspectos relacionados com a técnica cirúrgica. Materiais, sujeitos e métodos: Revisão de literatura sobre a utilização da sutura contínua e dos pontos separados na síntese da parede abdominal nas bases de dados SciELO, Google Acadêmico, PubMed e LILACS, utilizando os descritores “síntese da parede abdominal and sutura contínua and pontos separados”, “síntese da parede abdominal and sutura contínua” “síntese da parede abdominal and pontos separados”. Após análise, foram selecionados 5 artigos publicados. Resultados e discussão: O fechamento em massa do plano peritônio-músculo-aponeurótico foi considerado mais adequado quando comparado ao fechamento por planos anatômicos. Os fios inabsorvíveis e os absorvíveis de longa duração apresentaram melhor eficácia do que os monofilamentares. Contudo, há divergências de estudos em relação ao fechamento com sutura contínua ou com pontos separados. Considerações finais: Tendo em vista os presentes estudos, percebe-se a necessidade de mais pesquisas nessa área, para que os índices de insucesso e complicações sejam mínimos, visando sempre utilizar as melhores opções de técnicas e materiais de sutura.</p> Gabriela Gonsales Maciel Goes Carlos Augusto Carvalho Silveira Paula Gabriella Pereira Brandão Luísa Diniz Marra Vieira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1811 e1811 10.46919/archv5n3espec-134 Aneurisma micótico da aorta abdominal devido a Salmonella: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1812 <p>Os aneurismas de aorta abdominal infecciosos (AAAIs) são complicações raras e graves, frequentemente associadas a altos índices de mortalidade devido à septicemia e ao risco de ruptura. A Salmonella sp. é um dos principais agentes etiológicos desses aneurismas infecciosos. Este estudo tem como objetivo revisar a literatura sobre casos de AAAIs causados por Salmonella, destacando os métodos diagnósticos, abordagens terapêuticas e os resultados clínicos. Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados nas bases de dados Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre janeiro de 2015 e dezembro de 2024. Os resultados mostram que a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são métodos eficazes para o diagnóstico de AAAIs. O tratamento inclui antibióticos de longo prazo e, frequentemente, intervenção cirúrgica, sendo a ressecção do aneurisma e a reconstrução com veia autóloga os procedimentos mais comuns. A abordagem endovascular tem sido utilizada em pacientes com múltiplas comorbidades e baixa expectativa de vida, embora possa requerer reparo aberto subsequente. A expansão da triagem para aneurisma de aorta abdominal pode ser benéfica para a detecção precoce e tratamento adequado. O tratamento dos AAAIs causados por Salmonella exige uma abordagem multidisciplinar que combine diagnóstico por imagem, terapia antimicrobiana prolongada e intervenção cirúrgica quando necessário. Estudos futuros são necessários para estabelecer protocolos padronizados que melhorem os desfechos clínicos dos pacientes.</p> Rafael Maia Ferraz de Souza Fausto Lustosa Fonseca Michelly Fernandes Freitas Thais de Lima Carrasco Ana Carolina Campos Moraes Guimarães Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1812 e1812 10.46919/archv5n3espec-135 Fístula bilio-brônquica: relato de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1813 <p>Introdução: A doença bilio-brônquica ou fístula bilio-brônquica (FBB) é a patologia gerada pela comunicação da árvore biliar com o espaço pleural ou pulmonar, gerando elevada morbidade e mortalidade. Suas principais causas são de origem traumática, iatrogênica ou idiopática. O principal sintoma é a bilioptise, que pode levar a pneumonias químicas de repetição, resultando em elevada mortalidade. O diagnóstico é realizado por meio de exames de imagem, como CPRE e colangiografia por ressonância magnética. O tratamento mais comum é a ressecção do ramo afetado e drenagem do conteúdo biliar da cavidade pulmonar. Materiais, sujeitos e métodos: Foi realizado levantamento bibliográfico integrativo nas bases de dados SciELO, PubMed e BVS, entre os anos de 2010 e 2023. Resultados e discussão: Após uma lesão hepática, seja cirúrgica ou traumática, pode ocorrer a formação de um processo infeccioso, gerando colangite e extravasamento biliar para o espaço subfrênico, coleção purulenta e formação de uma fístula entre o espaço peri-hepático e brônquico, denominada FBB. É uma afecção rara, sem consenso literário para seu tratamento, sendo o manejo desafiador e com poucos profissionais experientes no tratamento. Considerações finais: A Fístula Bilio-Brônquica está relacionada a tratamentos invasivos de doenças hepáticas e biliares.</p> Matheus Felipe Bueno Amanda Souto Vaz Davi de Lima Silva Felipe Lôbo Marques Ferreira Lucas Matheus Rocha Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1813 e1813 10.46919/archv5n3espec-136 Pseudomixoma peritoneal associado a neoplasias malignas mucinosas do ceco, apêndice e reto: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1814 <p>O pseudomixoma mucinoso peritoneal (PMP) é uma síndrome clínica caracterizada pela disseminação de mucina (material amorfo, gelatinoso) na cavidade peritoneal. Neoplasias produtoras de mucina podem ser localizadas no apêndice cecal, ceco, reto, ovário ou disseminadas na cavidade peritoneal através dos implantes peritoneais. A depender do comportamento tumoral, características histológicas e estadiamento clínico, o tratamento varia entre quimioterápicos sistêmicos ou intra-peritoneais (HIPEC), ambos disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esses quimioterápicos podem ser associados ou não com ressecções cirúrgicas. É importante destacar a incidência de 2 a 4 casos de PMP por milhão de habitantes. Devido à sua baixa incidência, é imprescindível um melhor conhecimento dessa síndrome para suspeição clínica e melhor condução dos casos, diante das várias possibilidades etiológicas e terapêuticas.</p> Marcela Donley Wirgues Mariana Colen Machado Anna Carolina Trombini Rinaldo Giovanna Garcia de Oliveira Luiz Otávio Carvalho Silveira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1814 e1814 10.46919/archv5n3espec-137 Angiodisplasia duodenal: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1815 <p>Introdução: A angiodisplasia gastrointestinal, também conhecida como angioectasia, é uma condição vascular do trato gastrointestinal caracterizada por capilares dilatados e tortuosos. Sua incidência é notável na população idosa, contribuindo para uma porcentagem significativa de hemorragias digestivas altas não varicosas, embora muitos casos sejam assintomáticos e descobertos incidentalmente em exames endoscópicos. O presente artigo tem por objetivo revisar a literatura mais atual sobre o tema. Materiais e métodos: Para a elaboração deste artigo foram consultados artigos científicos e de revisão nas bases de dados PubMED, SciELO e Google Acadêmico. Resultados e discussão: Evidências demonstram que a angiodisplasia gastrointestinal é uma causa de hemorragia em pacientes com sangramento digestivo de origem desconhecida. As lesões são frequentemente localizadas no cólon proximal. O diagnóstico é desafiador e o tratamento geralmente envolve técnicas endoscópicas para ablação local das lesões. Considerações finais: Pacientes frequentemente respondem bem ao tratamento conservador, mas uma pequena parcela pode requerer abordagens mais agressivas. A detecção de angiodisplasia assintomática em uma proporção significativa de pacientes submetidos a exames endoscópicos destaca a importância da vigilância ativa. Além disso, malformações vasculares no duodeno devem ser consideradas como uma possível causa de hemorragia digestiva alta grave.</p> Bruna Ebner Salvato Rafael Leonardi Janeiro Emilly Ferreira Lima Elaine de Oliveira Alves Anna Claudia Barbosa Ribeiro Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1815 e1815 10.46919/archv5n3espec-138 Hérnia de Spiegel bilateral: relato de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1816 <p>As hérnias de Spiegel são formadas a partir de um defeito na parede abdominal, através da aponeurose spigeliana, entre a linha semilunar e a borda lateral do músculo reto abdominal (Vieira <em>et al</em>., 2016). Por se tratar de uma protrusão de colo pequeno e fibroso, possui alto risco de encarceramento e estrangulamento, sendo de grande interesse para a cirurgia, principalmente pela grande gama de diagnósticos diferenciais (Parreira <em>et al</em>., 2007). Por não apresentar sintomas característicos, é de difícil diagnóstico e, na maioria das vezes, ocorre por exclusão. O tratamento é essencialmente cirúrgico, com correção da hérnia e pode ter ou não a colocação de tela. As hérnias de Spiegel bilaterais são extremamente raras e poucos casos foram relatados na literatura (Socea <em>et al</em>., 2018). O presente estudo tem como objetivo relatar um caso de hérnia de Spiegel bilateral, além de realizar uma revisão da literatura sobre o assunto.</p> Maria Clara Rocha Zica Guilherme Fleury Alves Barros Bruno Piffer Rodrigues Talia Eduarda Zucchi Klauss Sophia Lara Ferreira Silva Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1816 e1816 10.46919/archv5n3espec-139 Tumor sólido-cístico pseudopapilar do pâncreas multicêntrico submetido à gastroduodenopancreatectomia total: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1817 <p>O Tumor Sólido-Cístico Pseudopapilar do Pâncreas (TSCPP) é uma rara neoplasia, observada pela primeira vez em 1927 em uma mulher de 19 anos. Porém, foi descrita somente em 1959, por Frantz, como “tumor papilar do pâncreas” (Costa <em>et al</em>., 2007). Várias definições foram atribuídas a este tumor ao longo do tempo, incluindo neoplasia papilífera sólido-cística, tumor sólido-cístico acinar, neoplasia sólida papilífera, carcinoma cístico papilífero, tumor papilífero sólido-cístico e tumor pseudopapilífero. Entretanto, em 1996, a Organização Mundial da Saúde designou o tumor como TSCPP (Henriques <em>et al</em>., 2007). Apesar da incidência e do grau de malignidade serem baixos, é uma neoplasia descrita cada vez mais na literatura. Com prevalência característica no sexo feminino, em maior parte entre a segunda e terceira década de vida (da Silva Júnior e Sousa, 2023). Os TSCPP possuem crescimento lento, por isso, quando diagnosticados, o tamanho do tumor varia entre 7 e 20 cm. Podendo acometer todo pâncreas, quando presente, pode apresentar sintomas inespecíficos. Os pacientes quando sintomáticos relatam dor abdominal, hiporexia e náuseas. Pode ser presenciado também, tumoração abdominal, não estando relacionado diretamente às manifestações apresentadas (Portela <em>et al</em>., 2011). Dentre as opções de investigação diagnóstica, o ultrassom e a tomografia são os exames mais apropriados. Nota-se uma massa pancreática bem delimitada, encapsulada, com presença de calcificações e padrão sólido e cístico (Maluf, Zahdi e Valdez, 2008). Presença de metástases hematogênicas são raras e os marcadores tumorais são de pouca elucidação diagnóstica (PartezanI <em>et al</em>., 2013). O tratamento dependerá da topografia do tumor e preza pelas estruturas próximas. As técnicas mais indicadas são a duodenopancreatectomia com preservação do piloro e pancreatectomia corpo caudal com preservação do baço. Além disso, os tratamentos adjuvantes, como a quimioterapia e a radioterapia, são limitados devido aos bons resultados das técnicas operatórias (Nemer <em>et al</em>., 2017). Este trabalho tem por objetivo discutir sobre o Tumor Sólido-Cístico Pseudopapilar do Pâncreas, um caso atípico de neoplasia abdominal, com diagnóstico raro e presença de poucos casos relatados na literatura.</p> Victor Fajardo Bortoli Tífanny Beatriz Brito Mendes Lucas Montenegro de Souza Maria Luiza Miranda Matos Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1817 e1817 10.46919/archv5n3espec-140 GIST e adenocarcinoma gástrico sincrônicos: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1818 <p>Este artigo apresenta um relato de caso de gastrointestinal stromal tumor (GIST) e adenocarcinoma gástrico sincrônicos, com o intuito de fornecer informações relevantes sobre as características clínicas e patológicas dessas neoplasias, além do diagnóstico diferencial, abordagem terapêutica, apresentação clínica e tratamento. Além disso, realiza-se uma revisão detalhada da literatura, abrangendo estudos relevantes e avanços recentes, culminando em discussões e considerações finais abrangentes sobre o tema e perspectivas futuras para o tratamento dessas neoplasias gástricas. O objetivo principal deste artigo é fornecer conhecimento abrangente e aprofundado sobre o assunto, contribuindo assim para uma melhor compreensão e manejo dessas condições clínicas complexas. Este relato de caso e revisão da literatura tem como base uma ampla pesquisa bibliográfica realizada em publicações científicas conceituadas, bem como em guidelines e consensos internacionais. Espera-se que este artigo seja útil para profissionais de saúde envolvidos no diagnóstico e tratamento de pacientes com GIST e adenocarcinoma gástrico sincrônicos, bem como para pesquisadores e estudantes interessados no assunto. A ampliação do conhecimento sobre essas neoplasias é de extrema importância, pois isso pode contribuir para melhorias significativas na qualidade de vida e sobrevida dos pacientes afetados.</p> Eduardo Mendes Stoffels Reinaldo Lazzaretti Queiroz Maria Clara Alves Pinto Zuza João Nikolai Vargas Gonçalves Vinicius de Sá Teixeira Lustosa Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1818 e1818 10.46919/archv5n3espec-141 Bezoar de madeira em trato gastrointestinal: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1819 <p>Introdução: Bezoares são concreções de materiais ingeridos que se acumulam no trato gastrointestinal, causando obstruções e outras complicações clínicas. Entre os vários tipos de bezoares, os de madeira são extremamente raros, com poucos casos documentados na literatura médica. A etiologia dos bezoares inclui a ingestão de substâncias indigeríveis, distúrbios de motilidade gastrointestinal e condições predisponentes, como cirurgias prévias ou doenças metabólicas. Metodologia: Foi realizada uma busca em bases de dados médicas como PubMed, SciELO e Cochrane, utilizando os termos "bezoar do trato gastrointestinal", "madeira" e "diagnóstico". Foram selecionados artigos publicados entre 2004 e junho de 2024. Resultados: Bezoares podem ser assintomáticos ou causar sintomas como dor abdominal, náuseas, vômitos e obstrução intestinal. O diagnóstico é geralmente feito por endoscopia digestiva alta, ultrassonografia ou estudos radiológicos contrastados. O tratamento inclui a remoção endoscópica ou cirúrgica do bezoar, dependendo do tamanho e das complicações associadas. Conclusão: Bezoares de madeira, embora raros e geralmente assintomáticos, devem ser considerados no diagnóstico diferencial de obstruções intestinais. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações graves e melhorar os desfechos clínicos dos pacientes.</p> Julio Cesar Denis Ricaldi Arrieta Arthur Sodré de Mendonça Larissa Prezotto Alexandrino Antônio Carlos Oliveira de Almeida Tadeu Junior Miri Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1819 e1819 10.46919/archv5n3espec-142 Paraganglioma de pâncreas: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1820 <p>Considerando que o paraganglioma pancreático é uma neoplasia neuroendócrina extremamente rara e de difícil diagnóstico, este estudo tem como objetivo revisar a literatura recente sobre o tema. A análise inclui relatos de caso publicados nos últimos anos, focando nas características clínicas, métodos diagnósticos e abordagens terapêuticas. Observa-se que, apesar da variabilidade na apresentação clínica dos paragangliomas pancreáticos, técnicas de imagem como a ressonância magnética e a tomografia computadorizada são cruciais para o diagnóstico. O tratamento cirúrgico é a intervenção principal, e a análise molecular tem fornecido insights significativos sobre as bases genéticas desses tumores. Conclui-se que uma abordagem integrada e personalizada é essencial para o manejo eficaz do paraganglioma pancreático.</p> Gabriel Elias Cardoso Siqueira Juliana Alves de Souza Rodrigues Lucas Carvalho Mendes Andressa Mendes Borelli Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1820 e1820 10.46919/archv5n3espec-143 Hérnia diafragmática direita tardia associada a hepatotórax - relato de caso com revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1821 <p>A hérnia diafragmática é uma patologia caracterizada por uma abertura do parênquima diafragmático, geralmente causada por trauma. A persistência dessa abertura pode levar à ruptura regional e, quando ocorre no lado direito, pode resultar em deslocamento intratorácico do fígado, causando hepatotórax. O diagnóstico é frequentemente realizado em pacientes que chegam ao serviço de emergência com dispneia, dor torácica progressiva, hipotensão e sintomas gastrointestinais refratários à medicação. Esses sintomas, associados à diminuição ou ausência de murmúrios vesiculares no hemitórax direito, podem ser confundidos com pneumotórax. O exame de escolha para o diagnóstico é a tomografia computadorizada helicoidal de tórax e abdômen. O tratamento envolve laparotomia em casos agudos e toracotomia associada à laparotomia em casos tardios, podendo ser necessária a colocação de malha. Em casos de trauma de alta intensidade, a hérnia diafragmática deve ser investigada devido à sua associação com complicações graves e alta morbimortalidade.</p> Milton Carneiro da Silva Keren Louana Gonçales Rodrigues Guilherme Moura Galvão Marcella Sousa Farias Silva Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1821 e1821 10.46919/archv5n3espec-144 Má rotação intestinal em adulto, relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1822 <p>Introdução: A má rotação intestinal é uma anomalia congênita causada por rotação incompleta ou não rotação do intestino no eixo da artéria mesentérica superior durante o desenvolvimento embrionário. Sabe-se que 64% dos casos ocorrem nos primeiros meses de vida, 82% dos casos até o primeiro ano, podendo manifestar-se tardiamente, o que dificulta o diagnóstico preciso. Materiais, sujeitos e métodos: Este artigo tem por objetivo relatar um caso e revisar a literatura. Resultados e discussão: Paciente do sexo feminino com intensa dor abdominal evoluindo há três dias. Constatou-se que a dor aumentava após as refeições, com náusea e vômito. Nota-se bom estado geral no exame físico, sem irritação peritoneal. Exames laboratoriais nos limites da normalidade e estudo ultrassonográfico. Sem melhora clínica com o tratamento iniciado, decidiu-se por análise cirúrgica com tomografia que indicou má rotação intestinal. Durante o intraoperatório, identificou-se todo o intestino delgado no lado direito do abdômen e o cólon no lado esquerdo. O jejuno proximal estava isquêmico, com volvo de 720º sobre o eixo dos vasos mesentéricos superiores. Considerações finais: A enterotomia do jejuno proximal e a desconfecção do volvo permitiram a enteroanastomose. A ligadura do pedículo da artéria cólica média em sua origem e a colectomia direita seguida de anastomose íleo-transversa látero-lateral foram realizadas. O diagnóstico de má rotação intestinal em adultos deve fazer parte das hipóteses diagnósticas iniciais do cirurgião geral.</p> <p>&nbsp;</p> Renzo Rubim Rodrigues Renan Ferreira Amorim Matheus de Andrade Amaral Ana Luiza Fonseca Maia Caetano Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1822 e1822 10.46919/archv5n3espec-145 Esplenose mimetizando GIST: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1823 <p>Introdução: A esplenose, uma condição definida pela autoimplantação de tecido esplênico subsequente a trauma ou intervenção cirúrgica, pode ser equivocadamente diagnosticada como tumores estromais gastrointestinais (GIST). No presente estudo, relata-se um caso raro de esplenose que mimetiza um GIST, destacando os desafios diagnósticos e terapêuticos associados a essa condição. Materiais e métodos: Foi conduzido um estudo de caso de um paciente submetido à investigação de uma massa abdominal inicialmente suspeita de GIST. A revisão da literatura incluiu artigos científicos e revisões publicadas nas bases de dados PubMed/MEDLINE, SciELO e Cochrane, entre 2000 e 2023. Resultados e discussão: O paciente, com antecedentes de trauma abdominal, apresentou uma massa abdominal durante uma avaliação de rotina. Exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética inicialmente indicaram a presença de GIST. No entanto, a cintilografia utilizando ácido ascórbico marcado revelou múltiplos nódulos sugestivos de esplenose. A confirmação diagnóstica foi obtida por meio de biópsia. Uma revisão da literatura identificou 35 casos de esplenose mimetizando GIST, enfatizando a importância da diferenciação entre essas condições para evitar procedimentos cirúrgicos desnecessários. Conclusões: A esplenose deve ser considerada no diagnóstico diferencial de massas abdominais, especialmente em pacientes com histórico de trauma esplênico. Métodos de imagem não invasivos, como a cintilografia, desempenham um papel fundamental no diagnóstico preciso dessa condição. São necessários mais estudos para estabelecer diretrizes claras para a abordagem e manejo da esplenose.</p> Bianca Marchesini Brunetti Montenegro Mariana Simões Pires Martins Victória Pacheco Dirane Fernando Augusto Boa Sorte Reis Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1823 e1823 10.46919/archv5n3espec-146 Pancreatectomia distal com preservação esplênica no tratamento de tumores sólido cístico-papilares de pâncreas: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1824 <p>Introdução: Considerando a correlação e relevância dos tumores sólidos cístico-papilares de pâncreas, que representam uma parcela significativa das neoplasias pancreáticas e frequentemente requerem intervenção cirúrgica, a pancreatectomia distal é a opção mais comum. A preservação do baço tem sido cada vez mais considerada devido aos benefícios nos resultados pós-operatórios e na qualidade de vida dos pacientes. Objetivo: Este estudo visa elucidar os benefícios da preservação esplênica. Metodologia: O levantamento bibliográfico foi realizado em bases eletrônicas, como PubMed, Scopus e UpToDate, utilizando termos relacionados ao tema. Resultados: A preservação do baço resultou em menor incidência de complicações, preservação da função imunológica e redução significativa dos riscos pós-operatórios. Conclusão: A prática da preservação esplênica surge como uma opção viável e segura no tratamento de tumores sólidos cístico-papilares de pâncreas, oferecendo benefícios potenciais em termos de morbidade e qualidade de vida pós-cirurgia.</p> Lais de Souza Gomes Matheus Saccon Angulski Caio Hamad Pereira Gomes Thiago Rodrigues Marques Carolina Camargo de Mello Rosa Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1824 e1824 10.46919/archv5n3espec-147 Cisto de colédoco como achado incidental ultrassonográfico: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1825 <p>Introdução: O acesso crescente da população aos exames de imagem tem possibilitado a detecção de doenças raras, frequentemente de maneira incidental, como o cisto de colédoco. Esta condição rara afeta os ductos biliares, sendo definida por uma ou mais dilatações em qualquer parte da árvore biliar. Este artigo revisa a literatura moderna sobre a importância do diagnóstico precoce do cisto de colédoco, a partir de um relato de caso em que a doença foi descoberta incidentalmente por ultrassonografia. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura nas bases de dados PubMed, LILACS, Scielo e Google Acadêmico, sem restrição de ano e idioma dos artigos, utilizando os descritores: “choledochal cyst”, “incidental findings” e “ultrasonography”. Resultados e discussão: Na maioria das vezes, a doença é identificada nos primeiros anos de vida, frequentemente em crianças e recém-nascidos com sintomas relacionados à síndrome de icterícia obstrutiva. Diagnosticar o cisto de colédoco é importante devido às complicações que podem surgir, como degeneração maligna, obstrução dos ductos biliares, colangite, ruptura cística e cirrose biliar progressiva. Considerações finais: O caso ilustra a relevância do diagnóstico por imagem na prática clínica e a necessidade de atenção cuidadosa aos achados incidentais que podem revelar condições subjacentes significativas.</p> João Gabriel Garrote Vasconcelos Arthur Magno Bueno Teixeira Sarah Queiroz da Rosa Jordana Karoliny Fernandes Santos Fernando Fontes de Sousa Genaro Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1825 e1825 10.46919/archv5n3espec-148 Tricobezoar gigante: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1826 <p>Introdução: Os tricobezoares gigantes são aglomerados de materiais estranhos não digeríveis, ingeridos e acumulados no trato digestivo, associados a alterações gástricas contribuintes. Sua incidência é de 1% na população, sendo comumente encontrados em pacientes do sexo feminino e/ou com doenças mentais, podendo evoluir com dor abdominal, obstrução e até mesmo perfuração gástrica e de intestino delgado. Bezoares podem ser tratados através de remoção endoscópica ou cirúrgica, além de também poderem ser dissolvidos com substâncias químicas, sendo necessário seguimento para prevenir sua recorrência. Objetivo: Este relato de caso tem como objetivo revisar a literatura atual sobre a etiopatogenia e terapia do tricobezoar gigante. Materiais e métodos: Para a elaboração deste relato de caso e revisão de literatura, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMed e Scielo, entre 2010 e 2021. Resultados: Evidências mostram forte correlação entre predisposição a distúrbios emocionais e psiquiátricos, associados a alterações gástricas favoráveis para a formação de tricobezoar gigante. Sua ocorrência pode levar a graves desfechos emergenciais, muitas vezes necessitando intervenção cirúrgica, além de seguimento clínico, endoscópico e psiquiátrico para evitar recorrência. Conclusão: O tricobezoar é originado por diversos fatores, decorrentes de alterações psíquicas e estruturais/funcionais do trato gástrico. Resultados terapêuticos satisfatórios são alcançados através de sinergia entre tratamento cirúrgico ou endoscópico e acompanhamento ambulatorial posterior (clínico e psiquiátrico).</p> Danielle da Fonseca Alexandre dos Santos Vasques Antonio Pedro Oliveira de Vasconcelos Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1826 e1826 10.46919/archv5n3espec-149 Aspectos atuais da terapêutica neoadjuvante no Carcinoma Epidermóide do Esôfago: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1827 <p>Introdução: O tratamento do carcinoma epidermóide do esôfago (CEE) tem evoluído significativamente, com a terapêutica neoadjuvante ganhando destaque devido à sua capacidade de reduzir o tamanho do tumor e melhorar os desfechos cirúrgicos. Objetivo: Este estudo revisa a literatura sobre a etiopatogenia e terapia do CEE, com foco na terapia neoadjuvante. Materiais e métodos: Foram consultados artigos científicos nas bases Medline e Cochrane, abrangendo o período de 1977 a 2007. Resultados: Evidências indicam que a terapia neoadjuvante, incluindo quimiorradioterapia, pode melhorar significativamente as taxas de sobrevida e a resecabilidade dos tumores, embora a seleção criteriosa dos pacientes seja essencial. Conclusão: A terapêutica neoadjuvante representa uma estratégia promissora no manejo do CEE, necessitando de abordagens personalizadas para maximizar os benefícios e minimizar os riscos.</p> Matheus Maciel Machado Ribeiro José Pires Pereira Neto Eduardo Cunha Costa Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1827 e1827 10.46919/archv5n3espec-150 Tatuagem inadvertida de intestino grosso adjacente: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1828 <p>O termo "tatuagem inadvertida adjacente ao intestino grosso" refere-se ao fenômeno ou ocorrência acidental de um corante ou marcador usado para localizar ou identificar uma área específica do intestino aplicado inadvertidamente a uma porção adjacente do intestino grosso durante um procedimento médico. Para compor este artigo de relato de caso e revisão da literatura, foram examinados artigos científicos e de revisão publicados e listados na Medline/PubMED e SciELO. Uma mulher de 75 anos, foi submetida à colonoscopia, revelando dois pólipos irressecáveis no ceco e a 40 cm do ânus, ambos biopsiados e marcados com nanquim. A ressecção laparoscópica foi convertida para laparotomia devido a aderências. Durante a cirurgia, a marcação estava incorretamente no cólon transverso, sugerindo injeção transmural inadvertida. A colectomia subtotal foi realizada. A lesão distal era adenocarcinoma T1, e a lesão cecal era adenoma tubular com displasia de alto grau, ambas com margens livres de tumor.&nbsp;Embora a tatuagem endoscópica seja uma ferramenta valiosa para localização de lesões no trato gastrointestinal, a execução inadequada pode resultar em marcação falsa, dificultando a identificação e remoção de lesões durante a cirurgia. Neste caso, a injeção de tinta nanquim em segmentos adjacentes devido a aderências, dificultou a localização correta da lesão durante a cirurgia, necessitando de dissecção completa do cólon.</p> Arthur de Souza Bandeira Nunes Antonio Ycaro Rodrigues Lucena Gabriela Bolívar Gonçalves Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1828 e1828 10.46919/archv5n3espec-151 Cisto Mesentérico: relato de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1829 <p>Introdução: O cisto mesentérico (CM) é caracterizado como uma lesão cística localizada entre os folhetos mesentéricos, principalmente próximos ao íleo, mas pode ser encontrado em outras partes do intestino. As causas ainda são incertas, assim como a sintomatologia. Apesar de raros e de serem frequentemente encontrados de forma acidental (durante cirurgias ou exames de imagem), são descritos diferentes tipos histológicos. Materiais e métodos: Este trabalho foi elaborado a partir de consultas de artigos publicados no SciELO e PubMed entre o período de 2010 e 2023. Por meio da busca por "cisto mesentérico" e demais palavras-chave, foram incluídas revisões de literatura e estudos observacionais publicados nos últimos 14 anos, em português e inglês. Resultados e discussão: Observou-se que o sexo feminino é mais acometido por CM, principalmente entre os 30 e 40 anos. Ainda não há consenso em relação à etiologia, mas existem pelo menos três hipóteses. Além disso, a tomografia contrastada de abdome demonstrou-se superior em relação à ultrassonografia para diagnóstico do tumor cístico. O tratamento priorizado e mais realizado é a cirurgia, acompanhada da análise histopatológica da lesão. Considerações finais: Os cistos mesentéricos necessitam ser abordados cirurgicamente assim que são diagnosticados, tanto para evitar complicações como para estudo anatomopatológico. Ainda há lacunas na literatura a serem preenchidas em relação ao que se sabe sobre CM, principalmente no que tange ao conhecimento sobre etiologia e sintomatologia. Além disso, dados sobre recorrência e fatores de risco também são ainda pouco descritos.</p> Larissa Mendonça Vida Gabriel Dávila Conte Isadora Cunha Manata Luisa de Queiroz Coelho Daniel Aguiar de Araújo Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1829 e1829 10.46919/archv5n3espec-152 Custo-benefício da imunonutrição perioperatória em cirurgia oncológica do trato gastrointestinal: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1830 <p>A depleção nutricional aumenta a morbidade e mortalidade geral especialmente em pacientes submetidos a cirurgia gastrointestinal. A desnutrição não é incomum em pacientes oncológicos e pode ser devido à diminuição da ingestão, digestão e absorção prejudicadas micro e macro nutrientes e aumento dos estados catabólicos. Sendo assim, este estudo busca mostrar o custo benefício do suporte nutricional perioperatório e a otimização para reduzir complicações associadas à desnutrição, como feridas infecção e deiscência anastomótica e melhorar a recuperação de tais pacientes visando uma redução de custo. Materiais, sujeitos e métodos:&nbsp; Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO. A busca foi realizada com combinação de descritores em inglês e português relacionados ao tema da revisão: [immunonutrition] combinado com [gastrointestinal cancer surgery, cost benefit] entre outubro de 2000 e junho de 2024.Considerações finais: O custo-benefício foi positivo na maioria dos estudos, sugerindo que este tipo de dieta reduz significativamente os custos hospitalares. Entretando os estudos similares de custo-benefício devem ser realizados para definir o real custo-benefício em nosso meio.</p> Luádria Alves dos Santos Júlia Silva Almeida de Oliveira Victor Mateus Achcar Maiara Pandolfo Daniela de Melo Sousa Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1830 e1830 10.46919/archv5n3espec-153 Níveis séricos de leptina e carcinoma hepatocelular: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1831 <p>Introdução: O carcinoma hepatocelular (CHC) é um dos tipos mais comuns de câncer de fígado, associado a uma alta taxa de mortalidade e com incidência crescente, em parte devido ao aumento da obesidade e da doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA). A leptina, hormônio produzido pelo tecido adiposo, está implicada na regulação do apetite e do metabolismo energético, mas também desempenha um papel em processos inflamatórios e na carcinogênese. Esta revisão de literatura visa explorar a relação entre os níveis séricos de leptina e o desenvolvimento e prognóstico do CHC, considerando a interconexão entre obesidade, DHGNA e leptina. Materiais, Sujeitos e Métodos: Para esta revisão, foram analisados 10 artigos disponíveis nas bases de dados PubMed, Science Direct e Semantic Scholar, utilizando os termos "hepatocellular carcinoma", "leptin", "obesity", "non-alcoholic fatty liver disease" e "metabolic syndrome". Foram incluídos artigos que investigaram a relação entre leptina e CHC, bem como estudos que abordaram a conexão entre leptina, obesidade e DHGNA. Resultados e Discussão: A leptina está associada à obesidade e DHGNA, ambos fatores de risco para o carcinoma hepatocelular (CHC). Estudos indicam que a leptina promove a proliferação e angiogênese de células de CHC, além de aumentar a inflamação hepática e a fibrose. Em obesos e pacientes com DHGNA, níveis elevados de leptina criam um ambiente pró-inflamatório e pró-carcinogênico. A resistência à insulina agrava essa condição, contribuindo para a progressão da DHGNA para CHC através do aumento de citocinas inflamatórias como TNF-α e IL-6. A relação entre leptina e CHC é marcada por um ciclo vicioso onde a obesidade e DHGNA elevam os níveis de leptina, promovendo a carcinogênese hepática. Conclusão: Os níveis séricos de leptina estão associados ao desenvolvimento e progressão do carcinoma hepatocelular, especialmente em pacientes com obesidade e DHGNA. A leptina não apenas regula o metabolismo energético, mas também desempenha um papel crucial na inflamação e na carcinogênese hepática. Estudos futuros devem focar em elucidar os mecanismos específicos pelos quais a leptina influencia o CHC e explorar intervenções terapêuticas que possam mitigar esses efeitos.</p> Ricardo Hayashi Sakuma Thaís Ribeiro Dini Larissa Yurie Rezende Tanimitsu Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1831 e1831 10.46919/archv5n3espec-154 Rejeição aguda tardia no transplante de fígado: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1832 <p>Introdução: A rejeição aguda tardia está associada a desfechos desfavoráveis e alta morbidade, além de menor sobrevida do enxerto após transplante hepático. Este artigo analisa estudos recentes sobre rejeição aguda tardia em hospitais de referência em transplante, abordando sintomatologia, diagnóstico e tratamento. Método: Foram consultados artigos científicos e de revisão na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre 2002 e 2022, utilizando palavras-chave relevantes. Dados demográficos, imunossupressão, rejeição, infecção e taxas de sobrevida foram analisados. Resultados:A rejeição aguda tardia após transplante de fígado resulta em perda significativa de função e qualidade de vida, sendo mais frequente nos primeiros meses pós-transplante, em períodos de menor imunossupressão. A incidência de rejeição precoce varia de 7 a 40%, com pior prognóstico associado à rejeição crônica. Conclusão: A rejeição aguda tardia tem um impacto significativo na morbidade do paciente e no desfecho do enxerto. Diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais para melhorar o prognóstico. O seguimento tardio é crucial após o transplante de fígado.</p> Giulia Manuella Resende e Almeida Bernardo Vieira de Castro Silva Suzzy Caroline Menegheti Roberto Spadoni Campigotto Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1832 e1832 10.46919/archv5n3espec-155 Abreviação do jejum entre pacientes submetidos à cirurgia oncológica: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1833 <p>Introdução: A abreviação do jejum em pacientes submetidos a cirurgias oncológicas visa ao conforto do paciente, à redução de desfechos negativos e à melhora clínica. Este artigo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática sobre o conhecimento atual da abreviação do jejum em pacientes submetidos a cirurgias oncológicas, explorando seus desfechos. Materiais, Sujeitos e Métodos: Foram consultados artigos científicos e revisões encontradas no PubMed, Cochrane e Embase entre 2000 e 2024. Resultados e Discussão: Evidências mostram forte correlação entre a abreviação de jejum em pacientes submetidos a cirurgias oncológicas e a diminuição de complicações clínicas, náuseas, vômitos, resistência à insulina, parâmetros inflamatórios, redução da desnutrição e duração pós-operatória. Conclusões: A abreviação do jejum no tratamento cirúrgico de pacientes oncológicos está associada a resultados clínicos e laboratoriais satisfatórios, otimizando o bem-estar e a recuperação dos pacientes.</p> Ana Carolina Guterres Gabriel Érika Brasil Santos e Almeida Adnan Khatib Maria Luiza Silva Teixeira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1833 e1833 10.46919/archv5n3espec-156 Conversão de fundoplicatura em bypass gástrico em Y-de-Roux para controle da obesidade e do refluxo gastroesofágico: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1834 <p>Introdução: A obesidade é uma condição de saúde crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, o que pode causar sérias complicações à saúde. Uma das patologias associadas é a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). A cirurgia antirrefluxo, ou fundoplicatura, envolve envolver a parte superior do estômago ao redor do esfíncter esofágico inferior para aumentar a pressão e prevenir o refluxo ácido. No entanto, observam-se resultados desfavoráveis em pacientes obesos. Por outro lado, o bypass gástrico em Y-de-Roux tem se mostrado uma solução mais eficaz para controlar a DRGE. Este estudo foi realizado através da revisão da literatura científica, com base em documentos disponíveis nas plataformas de artigos científicos e periódicos, com o objetivo de examinar a complexidade técnica do bypass gástrico em pacientes submetidos à cirurgia antirrefluxo e avaliar sua eficácia no controle do refluxo gastroesofágico.</p> Lourival Leandro dos Santos Terceiro Gabriela Pereira Valadares Milena Trento Bonifacio Lucas Fortaleza Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1834 e1834 10.46919/archv5n3espec-157 Hérnia de Amyand: nossa experiência e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1835 <p>A hérnia de Amyand é uma condição rara caracterizada pela presença do apêndice vermiforme dentro do saco herniário inguinal. Descrita pela primeira vez durante uma apendicectomia bem-sucedida em um paciente com hérnia inguinal e apêndice inflamado, a hérnia de Amyand representa aproximadamente 0,4% a 1% de todas as hérnias inguinais cirúrgicas. Devido à sua raridade e complexidade, é essencial aprofundar o conhecimento sobre suas características clínicas, opções de manejo e desfechos terapêuticos. Este artigo apresenta uma revisão abrangente da literatura disponível, destacando os aspectos etiológicos, diagnósticos e terapêuticos da hérnia de Amyand, visando contribuir para o aprimoramento das estratégias clínicas e cirúrgicas, otimizando os resultados para os pacientes afetados.</p> Filipe Vieira Silva Thiago de Oliveira Ghammachi Bruna Franco Candia Bárbara Luiza Pereira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1835 e1835 10.46919/archv5n3espec-159 Neoplasia neuroendócrina em pacientes com neurofibromatose tipo 1: mutação e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1836 <p>A Neoplasia Endócrina Múltipla Tipo 2 (NEM 2) é uma doença autossômica dominante caracterizada pelo carcinoma medular da tireoide, feocromocitoma, hiperparatireoidismo e liquen amiloide. Os sintomas variam conforme o tumor presente, incluindo palpitações paroxísticas, ansiedade, cefaleias e sudorese. Exames diagnósticos, como dosagem de calcitonina, cálcio sérico, metanefrinas plasmáticas livres, ultrassonografia do pescoço e triagem genética, são essenciais para identificar os elementos glandulares afetados. A Neurofibromatose Tipo 1 (NF1) é outra síndrome autossômica dominante, caracterizada por tumores fibromatosos da pele, gliomas ópticos e manchas café com leite. A coexistência de NEM 2 e NF1 é rara, mas pode manifestar-se com sintomas como carcinoma medular da tireoide e feocromocitoma. Este estudo revisa a literatura sobre uma nova mutação de NF1 em pacientes com NEM 2 concomitante.</p> Alexandre Arantes Rêgo Carolyne Vilarinho Lima Thaynara Giovanna Tito Delfino Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1836 e1836 10.46919/archv5n3espec-158 Transplante de células-tronco mesenquimais derivadas do tecido adiposo na Doença de Chron refratária: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1837 <p>Introdução: A doença de Crohn (DC) é uma condição inflamatória crônica do trato gastrointestinal, frequentemente resistente aos tratamentos convencionais. Nos casos refratários, a necessidade de novas abordagens terapêuticas torna-se evidente. As células-tronco mesenquimais derivadas do tecido adiposo (CTM-TA) têm emergido como uma alternativa devido às suas propriedades regenerativas e imunomoduladoras. O presente estudo tem como objetivo avaliar a eficácia e segurança do transplante de CTM-TA em pacientes com DC. Materiais, sujeitos e métodos: Foram consultados artigos científicos e de revisão publicados nas bases de dados Medline/PubMed, SciELO e Cochrane Library, com recorte temporal de 2016 a 2024. A busca incluiu os termos "doença de Crohn", "células-tronco mesenquimais", "tecido adiposo" e "terapia celular". Resultados e discussão: Os estudos demonstraram que os pacientes tratados com CTM-TA apresentaram melhora significativa nos sintomas clínicos e inflamação endoscópica. Houve redução dos marcadores inflamatórios, como TNF-α e IL-6, e aumento na qualidade de vida dos pacientes. Os efeitos colaterais foram mínimos, sendo a técnica considerada segura. As propriedades imunomoduladoras das CTM-TA facilitaram a cicatrização das lesões intestinais e a redução das complicações. Entretanto, a variabilidade nos protocolos e nos critérios de inclusão dos estudos destaca a necessidade de padronização e de pesquisas adicionais para confirmar a eficácia a longo prazo. Considerações finais: As CTM-TA mostram-se uma abordagem promissora para o tratamento da DC refratária. Apesar dos resultados positivos, é essencial a realização de estudos adicionais para estabelecer protocolos de tratamento padronizados e confirmar a eficácia e segurança a longo prazo.</p> Carolina Galão Kosinski Marcus Vitor Rios Pinto Pinheiro Késsia Gomes Pinto Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1837 e1837 10.46919/archv5n3espec-160 O microbioma intestinal nos pacientes submetidos a cirurgia bariátrica - revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1838 <p>A microbiota intestinal desempenha um papel fundamental na fisiologia e metabolismo do corpo humano, vivendo em simbiose com seu hospedeiro. Fatores que perturbam esse equilíbrio podem levar à disbiose, associada a patologias como obesidade e diabetes. Este artigo tem como objetivo analisar a microbiota intestinal em pacientes submetidos a cirurgias bariátricas. Para isso, foi realizada uma revisão sistemática de artigos nas plataformas PubMed, Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). As evidências demonstram que a cirurgia bariátrica pode promover uma melhora terapêutica na microbiota intestinal desses indivíduos. Observou-se que, ao corrigir o estado inflamatório, há um aumento de bactérias benéficas na microbiota que auxiliam na perda de peso e na absorção de nutrientes, restabelecendo a simbiose intestinal em pacientes pós-cirurgia bariátrica.</p> Luísa Correia de Aguiar Gabriel Soccol Fassina Gabriella Ferreiro Salani Thayssa Freitas Soares Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1838 e1838 10.46919/archv5n3espec-161 Perfuração gástrica secundária a tricobezoar gigante: descrição de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1839 <p>Introdução: Tricobezoar é o acúmulo de cabelo e restos alimentares indigeríveis no sistema digestivo, principalmente no estômago, associado a transtornos psiquiátricos como tricotilomania e tricofagia, afetando predominantemente mulheres jovens. A apresentação clínica é variada e inespecífica, podendo levar a complicações como erosão da mucosa gástrica, obstrução e perfuração do estômago e intestino. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre tricobezoar gástrico e suas complicações, incluindo perfuração gástrica. Metodologia: Foram analisados 26 artigos científicos acessados nas bases de dados SciELO, BVS e Google Acadêmico. Resultados: A perfuração gástrica secundária a tricobezoar é rara, frequentemente associada a condições psiquiátricas. A abordagem terapêutica varia conforme o tamanho e a localização do bezoar. Conclusão: A perfuração gástrica por tricobezoar é uma complicação rara, exigindo uma abordagem terapêutica que depende do tamanho e localização do bezoar.</p> Thayla Maine Fiuza Guimarães Soares Aline Brugnera Romeu Godinho Gonçalves Luciana Carla Freitas Rodrigues Vinícius Eduardo de Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1839 e1839 10.46919/archv5n3espec-162 Pancreatoduodenectomia em paciente com doença de Von Hippel-lindau - revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1841 <p>A pancreatoduodenectomia, também conhecida como procedimento de Whipple, é uma cirurgia complexa destinada à remoção de tumores do pâncreas, duodeno e estruturas adjacentes. A doença de Von Hippel-Lindau (VHL) é uma condição genética rara que resulta na formação de tumores e cistos em diversas partes do corpo, incluindo o pâncreas. Muitos pacientes com VHL desenvolvem tumores neuroendócrinos pancreáticos, que podem necessitar de uma pancreatoduodenectomia. Este estudo apresenta o contexto clínico, o procedimento cirúrgico, os cuidados pré-operatórios e pós-operatórios, as possíveis complicações e o prognóstico para pacientes com VHL submetidos à pancreatoduodenectomia. Considerando a natureza genética da VHL, o aconselhamento genético e o rastreamento familiar são componentes cruciais no manejo desses pacientes. A decisão de realizar uma pancreatoduodenectomia deve considerar a saúde geral do paciente e a qualidade de vida pós-operatória.</p> Sabryna Castro Bernardes Bueno João Pedro de Oliveira Farias Pedro Morais Nunes Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1841 e1841 10.46919/archv5n3espec-163 Transplante de microbiota fecal no tratamento da infecção por Clostridium difficile: estado da arte e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1840 <p>Introdução: Nos últimos anos, percebeu-se um aumento nas taxas de incidência e de prevalência de infecção por <em>Clostridium difficile</em>(ICD), associadas à morbimortalidade da doença, resultando em maiores preocupações na saúde pública no Brasil e no mundo. Tal infecção está relacionada com o uso indiscriminado de antibióticos. Diante do exposto, torna-se necessário o estudo de alternativas, como o transplante de microbiota fecal (TMF) no tratamento da ICD. Materiais, sujeitos e métodos: Revisão literária sobre o transplante de microbiota fecal no tratamento da ICD nas bases de dados SciELO, Google Acadêmico, PubMed e LILACS, utilizando os descritores “transplante de microbiota fecal e tratamento e infecções por <em>Clostridium difficile</em>”. Após análise, foram selecionados 7 artigos publicados de 2018 a 2023. Resultados e discussão: Atualmente, o tratamento mais utilizado para tratar ICD são os antibióticos metronidazol, vancomicina ou fidaxomicina. Contudo, a reinfecção pela bactéria ocorre em cerca de 40% dos pacientes. Tratamentos alternativos para essa infecção são poucos prescritos devido à falta de recomendação médica. Entretanto, o TMF aparenta ser uma alternativa eficiente, consistindo na introdução de microbiota intestinal de um doador saudável em um paciente, alterando e restaurando a diversidade da flora intestinal. Considerações finais: Diante do exposto, nota-se que o aumento no uso de antibióticos está proporcionalmente relacionado ao aumento da incidência de ICD, sendo o TMF uma técnica recomendada para o tratamento, devido à comprovada eficácia e baixo custo quando comparada ao tratamento convencional e com poucos efeitos adversos.</p> Carlos Augusto Carvalho Silveira Paula Gabriella Pereira Brandão Luísa Diniz Marra Vieira Gabriela Gonsales Maciel Goes Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1840 e1840 10.46919/archv5n3espec-164 Disfunção e não função primária do enxerto hepático https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1842 <p>A disfunção primária do enxerto hepático é definida como o mau funcionamento do mesmo durante o período pós-operatório, como trombose arterial e instabilidade hemodinâmica, dentre outros eventos, sendo uma síndrome multifatorial com grande impacto no resultado do transplante de fígado. Os objetivos deste estudo foram comparar as causas de mortalidade dos receptores com e sem disfunção primária inicial do enxerto; analisar os fatores preditivos de mortalidade do receptor relacionada à disfunção primária inicial e determinar o risco de perda tardia de enxertos que apresentaram disfunção primária inicial. Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados na Medline/PubMed, LILACS, BDENF e IBECS, entre os anos 2012 e 2016. Foram selecionados 14 estudos, nos quais se identificaram incidências variando entre 7% e 27%, e a nomenclatura utilizada para descrever o evento foi mau funcionamento inicial, hipofunção do enxerto, função marginal ou retardo na função. Foram encontradas incidências de não função primária do enxerto hepático entre 1,4% e 8,4% dos pacientes. Os fatores de risco encontrados são relacionados às variáveis do doador, receptor, enxerto e logística do transplante. Conclui-se que o conhecimento das diferentes nomenclaturas empregadas na literatura, das incidências da disfunção e não função primária e seus fatores de risco são fundamentais para qualificar as intervenções de controle dos eventos na perspectiva de melhorar a sobrevida do paciente pós-transplante hepático.</p> Thais de Lima Carrasco Fausto Lustosa Fonseca Michelly Fernandes Freitas Rafael Maia Ferraz de Souza Ana Carolina Campos Moraes Guimarães Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1842 e1842 10.46919/archv5n3espec-165 Anestesia para cirurgia bariátrica: revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1843 <p>Introdução: A obesidade configura uma importante síndrome metabólica que cursa com um aumento da morbidade e mortalidade. Nos casos de obesidade grau III, o tratamento cirúrgico é empregado como método com maior taxa de sucesso para controle ponderal. Para tanto, é necessário manejo anestésico adequado. Desse modo, o objetivo deste trabalho foi avaliar os principais aspectos da anestesia em cirurgias bariátricas com base em revisão retrospectiva e bibliográfica. Objetivo: alcançar os melhores resultados em relação ao manuseio anestésico em pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica. Materiais, sujeitos e métodos: Trata-se de uma revisão sistemática a partir de uma consulta de artigos publicados nas plataformas LILACS, PubMed – NCBI e SciELO entre os anos de 2018 e 2023, com as palavras chave: “obesidade mórbida”, “cirurgia bariátrica”, “anestesia bariátrica” e “gastroplastia”. Resultados e discussão: Não há consenso sobre a técnica anestésica ideal em pacientes obesos. É importante que o método por bloqueio ou anestesia geral seja delineado de acordo com as comorbidades de cada paciente, e com o foco na recuperação precoce e diminuição do risco de complicações e efeitos colaterais de opióides. Deve-se ainda considerar a duração, a técnica cirúrgica e os recursos disponíveis em cada serviço de saúde. Considerações Finais: é necessário conhecer as particularidades e desafios da anestesia no paciente obeso, posto que a analgesia no intra e no pós-operatório de cirurgias bariátricas é um componente importante para reduzir o tempo de internação hospitalar e complicações. No entanto, urge novos estudos para que possam ser definidos novos protocolos de anestesias em cirurgias bariátricas.</p> Francisco Inácio de Assis Neto Karen Caroline Alexandrino Dairel de Almeida Anelita Maria Barbosa de Oliveira Kaline Aragão Peixoto Priscila Medeiros Pizarro Carvalho Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1843 e1843 10.46919/archv5n3espec-166 Anestesia para cirurgia bariátrica: avaliação retrospectiva e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1844 <p>Introdução: Tendo em vista que a obesidade compreende doença multifatorial, pesquisa-se sobre o manejo anestésico em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica, a fim de evidenciar fatores relacionados à anestesia capazes de contribuírem para diminuição de complicações e tempo de internação hospitalar na população obesa. Para tanto, é necessário compreender as complicações relacionadas à anestesia na população obesa, além de elucidar estratégias adotadas pelos estudos associadas à melhoria de todo o processo pré-operatório, pós-operatório e recuperação desses pacientes. Objetivo: Mostrar, através de uma revisão sistemática da literatura, os aspectos do manuseio anestésico de pacientes submetidos à cirurgia da obesidade, com levantamento das comorbidades e possíveis complicações. Materiais/Sujeitos e Métodos: Realiza-se, aqui, uma pesquisa de caráter qualitativo e bibliográfico, realizada através da técnica de revisão de literatura, cuja base de dados principal refere-a PubMed, por meio dos descritores em língua inglesa e auxílio de operadores booleanos, sendo incluídos artigos que descreviam com clareza a metodologia utilizada e confiabilidade de seus resultados. Resultados e discussão: Verifica-se que os autores objetivam a identificação de novas técnicas anestésicas de modo a reduzir a incidência de complicações e obtenção de melhores resultados nos pós-operatórios dos pacientes. A avaliação pré-anestésica adequada realizada por profissional capacitado é necessária de modo a contribuir para o planejamento individualizado e adaptado a cada paciente, permitindo a visualização geral do quadro, associando comorbidades às possíveis complicações. As comorbidades de maior incidência e que mais comumente cursam com complicações anestésicas compreendem hipertensão arterial sistêmica, osteoartrose, apneia obstrutiva do sono, doença do refluxo gastroesofágico, diabetes mellitus e asma. Acerca disso, algumas estratégias têm sido propostas no manejo destes pacientes, apresentando resultados satisfatórios, como exemplo o conceito de anestesia livre de opioides, uma vez que a analgesia, quando realizada com medicamentos alternativos à morfina, como cetamina e dexmedetomidina, diminui os efeitos colaterais dos opióides, como depressão respiratória induzida por opioides. Considerações Finais: O planejamento anestésico de pacientes obesos submetidos a cirurgia bariátrica deve ser realizado de maneira individualizado, uma vez que estes pacientes possuem maior número de comorbidades que a população em geral, e por consequência maiores taxas de complicações. Ressalta-se a importância de estudos futuros acerca do tema, a fim da abrangência do conhecimento e contínua promoção de melhorias a estes pacientes.</p> Luan Almeida Gomes Oliveira Suziane Soares Gonçalves Lisita Letícia Cristina Oliveira Dias Camila de Andrade e Silva Igor Almeida Melo de Sousa Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1844 e1844 10.46919/archv5n3espec-167 Endometrioma localizado no músculo reto abdominal: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1845 <p>Introdução: O endometrioma extrapélvico é normalmente relatado em pacientes após procedimentos cirúrgicos abdominais, especialmente ginecológicos. Manifesta-se como uma massa palpável na parede abdominal, dolorosa, que apresenta variação de volume e sensibilidade de acordo com o ciclo menstrual ou até mesmo assintomática. Objetivo:Apresentar um caso de endometrioma abdominal, justificando seu diagnóstico e manejo de acordo com a literatura vigente. Metodologia: Foi realizada uma revisão de literatura de artigos que abordam a temática do caso atendido, nas plataformas Google Acadêmico e DynaMed, além da busca por informações em livros da área. A pesquisa foi realizada no período de junho de 2024, e foram incluídos artigos publicados entre 2019 e 2024, além de livros de referência no conteúdo, em língua portuguesa. Resultados e discussão: O surgimento dessa condição está bastante associado à cesariana, possivelmente devido ao escape de células endometriais durante a incisão. A dor cíclica, característica do caso, deve ser diferenciada de linfadenopatia, linfadenite mesentérica, lipoma, abscessos, hérnias, hematomas, sarcomas de tecidos moles, tumores desmóides (considerado no diagnóstico diferencial) e até mesmo câncer metastático. Considerações finais: Deve-se atentar para o diagnóstico de endometrioma em pacientes que apresentem dor cíclica, com crescimento na superfície abdominal, em mulheres que realizaram procedimento cirúrgico prévio no local. Deve ser realizada uma ultrassonografia ou ressonância magnética para definição da suspeita clínica, que, após confirmada, é tratada com procedimento cirúrgico.</p> Isadora Arantes Pereira da Silva Sarah Ribeiro de Andrade Manuela Cerqueira Lavinas Luisa Cardoso Maia Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1845 e1845 10.46919/archv5n3espec-168 Nódulos benignos da mama: uma revisão dos diagnósticos diferenciais e conduta https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1846 <p>Introdução: Os nódulos benignos de mama são achados comuns na prática clínica e podem gerar preocupação e ansiedade nas mulheres. O diagnóstico diferencial destes é fundamental para a conduta e manejo adequado. Esta revisão objetiva apresentar os principais diagnósticos diferenciais dos nódulos benignos da mama bem como discutir a conduta adequada em cada especificidade. Métodos: Foi realizada uma busca sistematizada utilizando as plataformas:&nbsp; PubMed, Scielo, Scopus e Web of Science. Fez-se mão dos seguintes descritores DeCS (Descritores em Ciências da Saúde): "nódulos benignos da mama", "diagnóstico diferencial", "conduta clínica", "fibroadenoma", "cistos mamários", "lipoma", "adenose", "mastite".&nbsp; Para a inclusão foram selecionados os estudos: artigos publicados nos últimos 10 anos, em língua inglesa ou portuguesa, que abordassem os diagnósticos diferenciais dos nódulos benignos da mama e a conduta apropriada para cada caso. Foram excluídos estudos que não atendiam a esses critérios ou que não apresentavam informações relevantes para a revisão. As informações obtidas foram organizadas e apresentadas de forma clara e concisa. Resultados: Nota-se diversos diagnósticos diferenciais dos nódulos benignos da mama, incluindo fibroadenoma, cistos mamários, lipomas, adenose, mastite, dentre outros. Cada um desses diagnósticos apresenta características clínicas, radiológicas e histológicas específicas, auxiliam no diagnóstico preciso. A punção aspirativa por agulha fina, biópsia por agulha grossa, cirurgia, assim como o acompanhamento clínico são opções de manejo para os casos. Conclusão: A conduta clínica para cada tipo de nódulo benigno varia de acordo com suas características clínicas, radiológicas e histopatológicas. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de exames complementares, como a mamografia, ultrassonografia ou biópsia, para confirmar o diagnóstico e orientar a conduta.</p> Giulia Fukumori Dafne Dalledone Moura Nathália Luisa Saraiva Santos Maria Gabryela Oliveira Costa Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1846 e1846 10.46919/archv5n3espec-169 Tecnologia reprodutiva assistida em receptoras de transplante feminino: experiência de uma unidade de medicina reprodutiva e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1848 <p>A infertilidade é uma preocupação significativa para pacientes em idade reprodutiva após o transplante de órgãos sólidos, afetando aproximadamente 20% a 30% desses indivíduos. O transplante de órgãos sólidos melhorou significativamente a sobrevida de mulheres com doenças em estágio terminal, entretanto estas frequentemente enfrentam distúrbios hormonais resultando em anovulação e infertilidade. Apesar dessa dificuldade, muitas mulheres transplantadas desejam exercer seu direito reprodutivo através de técnicas de reprodução assistida. Gravidezes em mulheres transplantadas são classificadas como de alto risco, mas alguns estudos já indicam que os resultados obstétricos e neonatais em mulheres transplantadas que utilizam reprodução assistida são comparáveis aos de gravidezes espontâneas. No entanto, a abordagem desse processo é complexa e deve ser multidisciplinar, considerando aspectos médicos, éticos e psicossociais. Os tratamentos de reprodução assistida geralmente resultam em desfechos favoráveis, desde que os pacientes sejam gerenciados de maneira racional e cuidadosa, minimizando complicações iatrogênicas. A literatura sobre o assunto ainda é limitada, destacando a necessidade de mais pesquisas para orientar práticas clínicas seguras e eficazes. Fornecer cuidados interdisciplinares e informar os pacientes sobre os possíveis efeitos negativos dos medicamentos na fertilidade, curso da gravidez e saúde do feto são essenciais para garantir a segurança materna e fetal, permitindo o nascimento de crianças saudáveis.</p> Lais Vieira Araujo Thallia Lamounier Brandão e Magalhães Bianca Andrade Ferreira Laura Gomes Lima Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1848 e1848 10.46919/archv5n3espec-170 Diabetes gestacional: prevalência e fatores de risco- revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1850 <p>A diabetes mellitus gestacional (DMG) é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue materno devido a uma falha pancreática em manter os níveis glicêmicos estáveis através da insulina. Entender sua fisiopatologia é de fundamental importância para sua prevenção e identificação dos principais fatores de risco. Estima-se uma prevalência de 18% de casos de DMG no Brasil, sendo uma das principais complicações gestacionais. O presente estudo possui a finalidade de demonstrar a prevalência desta doença entre as gestantes e identificar seus fatores de risco. Métodos: Para este artigo de revisão, foram estudados artigos científicos e artigos de revisão sobre o tema, todos referenciados pelas plataformas Cochrane, PubMed e SciELO, Sociedade Brasileira de Diabetes e FEBRASGO. Resultados: Os fatores de risco para DMG, pelo estudo realizado, são: história familiar de diabetes, história prévia da doença em gestação anterior, tabagismo e sobrepeso ou obesidade. Além disso, fatores como alimentação e atividade física interferem no desenvolvimento da doença. Possui possibilidade de prevenção através de atividade física e dieta equilibrada e possui tratamento com insulina para prevenir futuras complicações gestacionais e puerperais nos casos em que mudanças do estilo de vida não são suficientes. Conclusão: A diabetes gestacional possui muitos fatores de risco modificáveis, que podem alterar o curso da doença e diminuir sua prevalência na população de gestantes. Com algumas alterações no dia a dia, podem ser evitados desfechos ruins tanto maternos quanto fetais para mães acometidas por DMG.</p> Gabrieli Trevisol Zenatti Isabella Stéfanny de Freitas Postigo Gabrielly Zanini Jéssica Barros Del Castanhel Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1850 e1850 10.46919/archv5n3espec-171 A microbiota adquirida de acordo com a via de nascimento: uma revisão integrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1851 <p>Introdução: Estudos recentes mostram que o tipo de parto, seja vaginal ou cesariana, influencia a composição inicial dessa microbiota. O nascimento vaginal expõe o bebê à microbiota vaginal e intestinal da mãe, enquanto o parto cesariano, realizado em ambiente estéril, expõe o recém-nascido a microrganismos principalmente de origem cutânea e ambiental. Objetivo: Analisar evidências científicas a respeito da relação entre a via de nascimento e a microbiota adquirida pelo recém-nascido. Metodologia: Foi realizada uma busca abrangente nas bases de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (MEDLINE/PubMed) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Utilizaram-se descritores específicos fornecidos pelo Medical Subject Headings (MeSH) e Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) para assegurar a precisão e relevância dos estudos selecionados. A seleção dos artigos foi baseada nos critérios de inclusão pré-estabelecidos. Resultados: Recém-nascidos por via vaginal apresentam, nos primeiros dias de vida, maior concentração de Bacteroides, Bifidobacterias e Lactobacillus. À medida que as semanas passam, esses bebês desenvolvem uma maior variabilidade microbiana. Em contraste, recém-nascidos por cesariana adquirem um microbioma semelhante ao da pele materna e do ambiente hospitalar, apresentando menor diversidade microbiana e predominância de gêneros como Staphylococcus, Streptococcus e Clostridium. Essa diferença na colonização inicial pode ter implicações duradouras para a saúde, influenciando o risco de alergias, obesidade e doenças autoimunes. Conclusão: Os estudos mostraram que a microbiota vaginal materna ofereceu uma maior variedade de microrganismos que auxiliam na capacitação e melhor adaptação do sistema imunológico do recém-nascido. Portanto, o parto vaginal é a via ideal, e a cesariana deve ser reservada apenas para indicações reais.</p> Carolina Martins Hummel Micaelle Chagas Morais Maria Rosa Adad Amorim Santos Larissa Borges Ferreira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1851 e1851 10.46919/archv5n3espec-172 Parto domiciliar planejado no Brasil: uma revisão sistemática nacional https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1852 <p>Introdução: O parto domiciliar planejado (PDP) tem emergido como uma alternativa de nascimento que atrai a atenção tanto de gestantes quanto de profissionais de saúde, principalmente por se apresentar como um ambiente familiar e tranquilo, na tentativa de evitar intervenções médicas excessivas. Além disso, o assunto é debatido, com frequência, devido ao alto risco ainda presente para a vida tanto da mãe quanto do bebê. Objetivo: Analisar evidências científicas a respeito do parto domiciliar planejado no contexto brasileiro. Materiais, sujeitos e métodos: Este artigo abrangeu um período específico de análise, examinando publicações relevantes entre os anos de 2010 a 2021. O intuito foi analisar os resultados e implicações associadas ao PDP, considerando aspectos como a segurança materno-fetal, satisfação da gestante, intervenções médicas e desfechos neonatais. Resultados e discussão: A revisão destaca benefícios significativos associados ao parto domiciliar, com menor intervenção médica invasiva, maior satisfação materna, além de desfechos neonatais favoráveis. Considerações finais: As evidências indicam que o PDP pode ser uma alternativa segura, eficaz e centrada na mulher para a assistência ao parto no Brasil, destacando a importância de considerar e integrar essa opção dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).</p> Ívena Botelho Fiuza Lara Caroline Cardoso Giovanna Monteiro Marçola Maria Laura Nascimento e Silva Gabriella Braz Facundo Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1852 e1852 10.46919/archv5n3espec-173 Paralisia obstétrica: de quem é a culpa? uma revisão sistemática de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1853 <p>Introdução: A paralisia obstétrica, ou paralisia braquial neonatal, é uma lesão nervosa que ocorre durante o parto e pode resultar em deficiência permanente no recém-nascido. Esta revisão sistemática investiga os fatores que contribuem para a responsabilidade dessa condição, explorando aspectos médicos, jurídicos e sociais. Materiais, Sujeitos e Métodos: Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados do SciELO, selecionando artigos relevantes publicados nos últimos dez anos. Os critérios de inclusão envolveram estudos clínicos, revisões e artigos jurídicos que abordassem a etiologia, prevenção e implicações legais da paralisia obstétrica. Resultados e Discussões: Os resultados indicam que a paralisia obstétrica está frequentemente associada a partos difíceis e intervenções obstétricas inadequadas. Há uma correlação significativa entre a falta de treinamento adequado dos profissionais de saúde e a incidência de paralisia obstétrica. Além disso, a revisão destaca a importância da avaliação jurídica dos casos para determinar responsabilidades e prevenir futuras ocorrências.</p> Milena Klettenberg Fagundes Beatriz Geraldo Moitinho Cinara Silva Araujo Lis Paulino de Oliveira Paula Castro Pinheiro Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1853 e1853 10.46919/archv5n3espec-174 Fatores obstétricos relevantes na adolescência: uma revisão integrativa no contexto nacional e internacional https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1854 <p>As mudanças no comportamento sexual das gerações mais jovens têm alterado a sexualidade e a iniciação sexual de crianças e adolescentes ao longo das décadas. A gravidez na adolescência, definida como gestação em meninas entre 10 e 19 anos, é um tema de interesse médico e acadêmico há muito tempo. Apesar das informações disponíveis sobre os riscos e exposições associados a essa condição, a taxa de gravidez adolescente continua alta e relevante em muitos contextos sociais. Este estudo visa, através de uma revisão integrativa, identificar e elencar os fatores obstétricos resultantes dessas mudanças, bem como os desafios e dificuldades enfrentados por adolescentes grávidas em contextos nacionais e internacionais.</p> Fernanda Arbex Guedes Nicole de Franco Wagner Stephany Paola Souza Larissa Neves da Paz Beatriz Pedretti Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1854 e1854 10.46919/archv5n3espec-175 Prática da episiotomia: uma revisão integrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1855 <p>A episiotomia é um procedimento cirúrgico comum na atenção ao parto, utilizado de maneira rotineira. Caracteriza-se por uma incisão cirúrgica na região da vulva que possibilita ampliar a abertura da região vulvoperineal no momento do desprendimento da cabeça do bebê, impedindo ou diminuindo o trauma dos tecidos do canal do parto. O presente artigo tem como objetivo uma revisão integrativa do conhecimento atual sobre a episiotomia. Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED e SciELO entre 2005 e 2019. Com base nas evidências científicas, a episiotomia está associada a um maior risco de laceração severa do que benefícios para a parturiente. Uma das justificativas para a prática da episiotomia na maioria dos partos vaginais é quando o períneo apresenta pouca elasticidade, sendo recomendado para primigestas e multíparas que já realizaram episiotomia em partos anteriores, sem considerar outros fatores como vantagens e desvantagens para cada parturiente. É importante que os profissionais reavaliem as práticas de atendimento à parturiente, considerando as atualizações científicas e adotando condutas individualizadas, respeitando a singularidade de cada mulher. Dessa forma, promove-se uma assistência humanizada e de qualidade. Concluímos que a prática seletiva da episiotomia traz mais benefícios para a mulher do que seu uso rotineiro.</p> Daienne Borges Melo Gabriela Ribeiro Aguiar Jéssica Terribele Ana Cláudia Martins Dittmar Mariana Santos Guimarães Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1855 e1855 10.46919/archv5n3espec-176 Complicações materno-fetais em mulheres com diabetes gestacional: revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1856 <p>O Diabetes Mellitus (DM) é um importante problema de saúde pública em todo o mundo, dada a sua alta prevalência e comprovada relação com diversas complicações e desenvolvimento de outras patologias potencialmente graves. Ao nos aprofundarmos no subgrupo específico de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG), tal questão torna-se ainda mais relevante, uma vez que afecções que acometem o organismo materno neste período acabam por gerar repercussões tanto maternas quanto fetais, sejam elas ocorridas em período antenatal, bem como a médio e longo prazo após o fim da gestação. Considerando a relevância do tema e o crescente número de casos, o presente artigo objetiva identificar as principais complicações materno-fetais decorrentes do DMG, bem como destacar os pontos de atenção, cuidado e prevenção desta patologia. Para isso, foi realizada uma revisão da literatura por meio de periódicos publicados em bases de dados oficiais, como a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), e também artigos em revistas indexadas disponíveis no SciELO e PubMed. Os resultados obtidos apontam que as alterações mais prevalentes no feto estão relacionadas à fase de organogênese, afetando o aparelho cardiovascular, sistema nervoso central ou urogenital. Há também repercussão no crescimento fetal, sendo a macrossomia, maior risco de distocia de ombro e síndrome de desconforto respiratório os mais frequentes. Sobre as complicações maternas, os principais achados são relativos ao desenvolvimento de DM após o período gestacional, o que está diretamente ligado ao aumento do risco cardiovascular, elevando assim a morbimortalidade dessas pacientes. Apesar da comprovada eficácia do tratamento medicamentoso, ainda destacam-se como mais importantes no desfecho clínico desta população as ações de prevenção do DMG, como controle do IMC prévio à gestação, atividade física regular e alimentação balanceada.</p> Naially Nunes Ribeiro Lara Oliveira Soares Beatriz Amâncio Rodrigues Natalia Guisolphi Amanda Ila de Oliveira Peres Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1856 e1856 10.46919/archv5n3espec-177 Violência obstétrica no Brasil: apropriação do corpo feminino e violação de direitos: uma revisão integrativa de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1857 <p>Introdução: A violência obstétrica é uma forma grave de violência de gênero que ocorre durante a assistência à gestação, parto e puerpério, manifestando-se por meio de práticas desrespeitosas e abusivas contra as mulheres. No Brasil, essa problemática tem ganhado crescente atenção devido à sua prevalência e às graves consequências para a saúde física e mental das mulheres. Objetivo: Este artigo tem por objetivo uma revisão integrativa de literatura sobre a violência obstétrica no Brasil, com foco na apropriação do corpo feminino e na violação de direitos humanos. Materiais/Sujeitos e Métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão de literatura, foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMed e Scielo. Resultados: A revisão integrativa abrangeu um intenso volume de artigos científicos publicados com base em dados nacionais e internacionais. Foram evidenciadas diversas formas de violência obstétrica, incluindo intervenções médicas desnecessárias, abuso verbal, físico e psicológico, negligência e a desconsideração pela autonomia e consentimento das mulheres durante o processo de parto. A violência obstétrica é uma prática sistêmica e institucionalizada, enraizada em normas culturais e sociais que perpetuam a desigualdade de gênero e a objetificação do corpo feminino. A medicalização excessiva do parto, a hierarquia de poder nas relações entre profissionais de saúde e pacientes e a falta de políticas efetivas de proteção aos direitos das mulheres contribuem para a perpetuação dessa violência. Estudos indicam que práticas como episiotomias não consentidas, cesarianas desnecessárias, uso inadequado de ocitocina e manobras de Kristeller são frequentemente realizadas sem o devido consentimento informado das mulheres. Considerações finais: A violência obstétrica é uma questão de saúde pública e direitos humanos que exige uma abordagem multidisciplinar e integrada para promover mudanças significativas. A conscientização e o enfrentamento dessa forma de violência são passos essenciais para a construção de um sistema de saúde mais justo e equitativo, onde os direitos e a autonomia das mulheres sejam respeitados.</p> Amanda Sola dos Santos Amanda Rosalem Silva Luísa Delsin Magri Lisiane Basso Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1857 e1857 10.46919/archv5n3espec-178 Carcinoma de endométrio: revisão da literatura e casuística do serviço de ginecologia do Hospital Universitário Antônio Pedro da Universidade Federal Fluminense entre 1995 e 2002 https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1858 <h3><strong>RESUMO</strong></h3> <p>Introdução: O câncer de endométrio é a neoplasia ginecológica mais comum do trato genital feminino e o quinto câncer mais prevalente entre as mulheres, predominando nos países desenvolvidos. Apesar de ser considerado um câncer com maior acometimento no período da pós-menopausa, 14% dos diagnósticos são em mulheres na pré-menopausa. Este tipo de câncer acomete o endométrio, parte interna do útero, e o subtipo mais frequente é o adenocarcinoma endometrioide (MORICE, 2016). Objetivo: O presente artigo tem por objetivo realizar uma revisão integrativa da literatura sobre o câncer de endométrio no Brasil, com foco nos fatores de risco, diagnóstico e tratamento. Materiais, Sujeitos e Métodos:Para a elaboração deste artigo de revisão foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMed e SciELO. Resultados: A revisão integrativa abrangeu um intenso volume de artigos científicos publicados com base em dados nacionais e internacionais. Foram evidenciados diversos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de endométrio, incluindo obesidade, hipertensão, diabetes, nuliparidade, menarca precoce, menopausa tardia, uso prolongado de estrogênios e síndrome dos ovários policísticos (SOP). O sangramento uterino anormal é o principal sintoma e seu diagnóstico precoce é essencial para um prognóstico favorável. O tratamento do câncer de endométrio depende do estágio da doença, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal. Considerações Finais: A conscientização e o enfrentamento dessa forma de câncer são passos essenciais para a construção de um sistema de saúde mais justo e equitativo, onde os direitos e a autonomia das mulheres sejam respeitados.</p> Carolina de Lima Montanhim Clara Elyades Araújo Cabral Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1858 e1858 10.46919/archv5n3espec-179 Atresia cervical uterina, septos vaginais e hímen imperfurado: relato de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1859 <p>Este artigo científico aborda três condições congênitas dentro da ginecologia que envolvem anormalidades no trato genital causadas por alterações no desenvolvimento fetal do sistema reprodutivo feminino: atresia cervical uterina, septos vaginais e hímen imperfurado. Essas anomalias geralmente envolvem alguma forma de obstrução, impedindo o fluxo normal de fluidos menstruais ou reprodutivos, afetando a saúde reprodutiva e a fertilidade. Geralmente, são diagnosticadas durante a puberdade, quando se apresentam com quadros dolorosos e menstruações irregulares, além de outras complicações, como dificuldade em conceber e retenção menstrual. O presente artigo tem por objetivo usar o relato de caso para ilustrar suas apresentações clínicas, diagnósticos e formas de tratamento, e, com a revisão de literatura, sintetizar o conhecimento detalhado sobre as patologias e suas particularidades, para melhorar a compreensão entre profissionais da saúde e facilitar o cuidado às pacientes.</p> Isabela de Oliveira Rangel Renata Gama Lino Lana Raissa Tavares Ferreira Leticia Maffioletti Teixeira Maria Eduarda Giordani Alessio Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1859 e1859 10.46919/archv5n3espec-180 Fibroadenoma Intracanalicular Hipercelular: uma revisão de literatura e relato de 5 casos https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1860 <p>O fibroadenoma intracanicular hipercelular é uma variação histológica rara dos fibroadenomas mamários, caracterizada por uma elevada proliferação celular no contexto dos ductos mamários. Este estudo tem como objetivo revisar a literatura pertinente e relatar cinco casos observados em um centro de referência oncológico. A revisão foi realizada utilizando as bases de dados PubMed, Scopus e Web of Science, contemplando publicações até dezembro de 2023. Os casos foram extraídos de registros clínicos e patológicos do centro, incluindo análise das características clínicas, tratamentos adotados e evolução dos casos. Os resultados apontam uma predominância em mulheres jovens, com tumores geralmente benignos, de rápido crescimento e potencialmente recorrentes. A excisão cirúrgica se mostrou eficaz na prevenção de recidivas, indicando a necessidade de vigilância contínua nesses pacientes.</p> Isadora Benevides Silva Gondim Nascimento Roberta Pereira Guerra Pedra Amanda Veloso Teixeira Maria Isabel Teles Nogueira Kaio Henrique Oliveira Pontes Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1860 e1860 10.46919/archv5n3espec-181 Dermatoses vulvares: revisão de tema https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1861 <p>Introdução: Dermatoses vulvares compreendem uma variedade de condições cutâneas que afetam a vulva. Estas podem ser inflamatórias e não infecciosas, englobando diversas doenças como dermatite de contato, liquen escleroso, dentre outras. O entendimento dessas dermatoses é essencial devido à sua prevalência e complexidade clínica. O presente estudo objetiva uma revisão abrangente das dermatoses vulvares, explorando sua etiologia, manifestações clínicas, opções diagnósticas e terapêuticas disponíveis. Materiais, sujeitos e métodos: A metodologia adotada incluiu uma busca sistemática em bases de dados como PubMed, Scopus e Google Scholar, priorizando estudos publicados entres os anos de 2018 a 2023 relevantes para a temática. A análise crítica dos artigos selecionados considerou a qualidade metodológica e consistência dos resultados. Resultados e discussão:&nbsp; Identificou-se uma diversidade de dermatoses vulvares, desde dermatite de contato até candidíase vulvovaginal, cada uma apresentando características clínicas distintas que variam desde prurido e dor até alterações visíveis na pele. O diagnóstico diferencial é crucial para determinar a etiologia e orientar o tratamento adequado, que pode incluir medidas tópicas como corticosteroides e antifúngicos, bem como intervenções não farmacológicas como modificações nos hábitos de higiene e escolha de roupas íntimas apropriadas. Conclusão: Portanto, destaca-se a importância da familiaridade com as dermatoses vulvares na prática clínica e a necessidade de uma abordagem multidisciplinar para um manejo eficaz. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, juntamente com uma avaliação minuciosa, são fundamentais para evitar atrasos no diagnóstico e tratamento. São necessárias mais pesquisas para aprimorar a compreensão fisiopatológica dessas condições e desenvolver estratégias terapêuticas mais eficazes.</p> Luiza Santos Ribeiro da Silva Letícia Paula Correia Juliana Cruz Carneiro Tavares Iohanna Melo de Araújo Gabriela Cristina Siqueira de Holanda Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1861 e1861 10.46919/archv5n3espec-182 Fatores limitadores e facilitadores para o controle do Câncer de Colo de Útero: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1862 <p>O câncer do colo do útero figura como o quarto tipo mais prevalente de neoplasias entre mulheres no mundo. Embora sua progressão apresente uma história natural bem estabelecida, demonstrando potencial evitável, bem como a capacidade de detecção precoce de lesões precursoras por meio de programas de rastreamento, o acesso efetivo ao controle desta patologia nos serviços de saúde pública permanece sujeito a uma série de fatores limitadores e facilitadores. O presente artigo propõe revisar tais elementos que influenciam o acesso ao cuidado do câncer de colo de útero nos serviços de saúde pública do país. Nesta revisão, foram empregados artigos científicos e revisões disponíveis nas bases de dados LILACS, MEDLINE e SciELO, compreendendo o período de publicação entre 2019 e 2023. Os descritores utilizados abrangiam a temática da “neoplasia de colo do útero” e “acesso aos serviços de saúde”. Embora as altas taxas de cobertura e a frequência elevada na oferta do exame citopatológico representem os principais facilitadores, o acesso ao cuidado é frequentemente limitado por uma série de variáveis, desde características individuais, como medos, crenças e falta de conhecimento sobre a doença, até fatores como etnia, condições socioeconômicas, tais como renda e nível educacional, e a posse de planos de saúde. Além disso, aspectos relativos ao funcionamento dos serviços de saúde pública, como a dificuldade de agendamento, distância geográfica e o nível de acolhimento por parte dos profissionais, também desempenham um papel significativo na limitação ao acesso aos cuidados de saúde relacionados a esta doença.</p> Camila Ruiz Coldebella Ana Celina Cavalcante Oliveira Rafaela dos Santos Brito Luciana de Paiva Amaral Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1862 e1862 10.46919/archv5n3espec-183 Indicação da laparoscopia na dor pélvica crônica: revisão baseada em evidências https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1863 <p>Introdução: A dor pélvica crônica (DPC) é uma condição que afeta uma parcela significativa da população feminina, utilizando regularmente diversos recursos médicos para fins diagnósticos. Definida por um quadro álgico em região pélvica ou abdominal, com persistência maior que seis meses, a DPC pode ser debilitante e complexa em sua etiologia. Diagnósticos tradicionais frequentemente falham em determinar a causa exata da dor, levando a abordagens ineficazes e frustração, tanto por parte de médicos quanto pacientes. Nos últimos anos, o emprego da laparoscopia na investigação da etiologia da DPC tem sido cada vez mais utilizado, sendo considerado por muitos o passo inicial da investigação (Kopelman <em>et al</em>., 2010). Objetivo: Este estudo tem como objetivo analisar a aplicabilidade da laparoscopia no diagnóstico de dores pélvicas e abdominais crônicas, cuja etiologia é desafiadora de determinar apenas do ponto de vista clínico. Materiais, sujeitos e métodos: Para a execução deste artigo de revisão, foram estudados artigos científicos e de revisão publicados em plataformas digitais como PubMed e SciELO. Resultados e discussão: A laparoscopia, um procedimento minimamente invasivo, foi adotada como ferramenta diagnóstica e terapêutica no manejo da DPC. Dentre um grupo de estudos, apenas 25% das pacientes submetidas a tal procedimento não tiveram diagnóstico concluído. Na maioria dos casos, foram encontradas evidências de endometriose, aderências pélvicas e varizes pélvicas, sendo a endometriose a mais prevalente (Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Botucatu – Modotte, 2005). Considerações finais: A laparoscopia, além de rápida e segura, mostrou-se um método com grande eficácia na avaliação da dor pélvica crônica. Mulheres em idade fértil, o grupo mais acometido, conseguiram seu diagnóstico definitivo e melhora da qualidade de vida.</p> Julia Ramos Pires Nathália Costa Coelho Braga Ilana Carolina Sartori Tainara Almeida Chaves Geny Vitória Albuquerque Gomes Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1863 e1863 10.46919/archv5n3espec-184 Exame clínico objetivo estruturado como ferramenta de avaliação na residência médica em ginecologia e obstetrícia: revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1864 <p>Introdução: O Exame Clínico Objetivo Estruturado (ECOE) é considerado um dos métodos mais eficazes para avaliar o processo de aprendizagem, uma vez que examina o desempenho do participante em uma tarefa clínica específica. O ECOE tornou-se popular como método de avaliação, pois permite, de maneira padronizada, avaliar as competências e habilidades individuais dos estudantes, empregando um cenário específico e uma lista de verificação previamente estabelecida. Este estudo tem como objetivo relatar a experiência do serviço de ginecologia e obstetrícia sobre o exame clínico objetivo estruturado, promovendo uma reflexão sobre o processo de ensino-aprendizagem dos alunos de uma determinada instituição de ensino superior. Materiais, sujeitos e métodos: Para realizar a revisão acerca do tema, foi realizada uma busca de artigos científicos nas bases de dados Medline/PubMED, SciELO e LILACS, publicados entre os anos de 2019 a 2024. Resultados e discussão: Os resultados obtidos demonstram que esta atividade é fundamental, pois favorece o desenvolvimento de habilidades necessárias ao atendimento clínico realizado pelos médicos. Além disso, esta ferramenta auxilia na identificação de lacunas de conhecimento. Considerações finais: Portanto, o ECOE constitui uma ferramenta que auxilia na formação dos profissionais da saúde em consonância com as novas Diretrizes Curriculares, favorecendo a padronização do processo ensino-aprendizagem, bem como reduzindo possíveis equívocos que possam causar dano ao paciente.</p> Julia Gomes Silva Aryanny Furtado Lucena dos Santos Nathália de Almeida França Ricardo Sousa Amancio da Costa Gabrielly Menusi Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1864 e1864 10.46919/archv5n3espec-185 Bloqueio de nervo hipogastrico superior para o manejo de dor após embolização de artérias uterinas: uma revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1865 <p>Introdução: O bloqueio do nervo hipogástrico superior (BNHS) na embolização das artérias uterinas (EAU) em pacientes com leiomiomas uterinos é uma técnica utilizada para alívio da dor durante o ato cirúrgico. O BNHS interrompe a transmissão do estímulo nervoso da pelve e do útero, reduzindo, assim, as sensações dolorosas. Métodos: Foram avaliadas as bases de dados PubMed, The Cochrane Library, Lilacs e Medline, utilizando os termos "uterine artery embolization", "pain" e "superior hypogastric block". Foram incluídos estudos clínicos completos com pacientes adultas submetidas à EAU, cujo objetivo era avaliar o impacto do BNHS na dor pós-procedimento. Foram excluídos artigos de revisão, cartas ao editor e publicações em anais de congresso. Resultados: Oito artigos, na maioria retrospectivos, indicaram a consistência do BNHS em termos de sucesso terapêutico a curto prazo e redução da dor. Apenas uma complicação foi relatada e evoluiu de forma satisfatória. Conclusão: O BNHS mostrou-se um procedimento eficaz no controle da dor e na redução do uso de outras medicações após a EAU, favorecendo a diminuição do tempo de internação hospitalar. O conhecimento sobre a funcionalidade e o uso do BNHS é pertinente para promover maior conforto às pacientes.</p> Raissa Martins de Oliveira Nunes Julia Helena Butzke Pollyana Carvalho Freire Josiane Ferreira Baleeiro Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1865 e1865 10.46919/archv5n3espec-186 Síndrome dos ovários policísticos, complicações metabólicas, cardiovasculares, psíquicas e neoplásicas de longo prazo: uma revisão sistematizada https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1866 <p>Introdução: O bloqueio do nervo hipogástrico superior (BNHS) na embolização das artérias uterinas (EAU) em pacientes com leiomiomas uterinos é uma técnica utilizada para alívio da dor durante o ato cirúrgico. O BNHS interrompe a transmissão do estímulo nervoso da pelve e do útero, reduzindo, assim, as sensações dolorosas. Métodos: Foram avaliadas as bases de dados PubMed, The Cochrane Library, Lilacs e Medline, utilizando os termos "uterine artery embolization", "pain" e "superior hypogastric block". Foram incluídos estudos clínicos completos com pacientes adultas submetidas à EAU, cujo objetivo era avaliar o impacto do BNHS na dor pós-procedimento. Foram excluídos artigos de revisão, cartas ao editor e publicações em anais de congresso. Resultados: Oito artigos, na maioria retrospectivos, indicaram a consistência do BNHS em termos de sucesso terapêutico a curto prazo e redução da dor. Apenas uma complicação foi relatada e evoluiu de forma satisfatória. Conclusão: O BNHS mostrou-se um procedimento eficaz no controle da dor e na redução do uso de outras medicações após a EAU, favorecendo a diminuição do tempo de internação hospitalar. O conhecimento sobre a funcionalidade e o uso do BNHS é pertinente para promover maior conforto às pacientes.</p> Laura Garcia Guarany Marques Nicole Silva Gomes Taysila Karita Furtado Rosa Amanda Batista Araujo Lucas Ferreira Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1866 e1866 10.46919/archv5n3espec-187 Câncer de Mama na Gravidez e quimioterapia: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1867 <p>Introdução: Durante a gravidez, a neoplasia maligna mais prevalente é o câncer de mama. Este diagnóstico traz maior complexidade ao caso devido à preocupação com possíveis efeitos ao feto de determinadas terapias. Sendo assim, este estudo realizou uma revisão da literatura a respeito da quimioterapia após diagnóstico de câncer de mama na gravidez. Materiais, sujeitos e métodos: Para a realização deste estudo foram selecionados artigos relacionados ao tema. As bases de dados utilizadas foram PubMed e SciELO no período de 2013 a 2023. Resultados e discussões: Após revisão sistemática de artigos, pode-se concluir que todos os quimioterápicos utilizados no tratamento do câncer de mama pertencem à categoria D. No entanto, a administração quimioterápica é considerada segura e pode ser realizada a partir do segundo trimestre de gestação. Há aumento de risco de malformações fetais e complicações maternas se iniciado no primeiro trimestre. Considerações finais: O tratamento quimioterápico pode ser prescrito a gestantes com diagnóstico de câncer de mama desde que iniciado a partir do segundo trimestre.</p> Maria Isabel Cardoso dos Passos Carvalho Beatriz Vilela Fagundes Fernanda Gabrielle Cadore Gabriela Cavalcante Fernandes Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1867 e1867 10.46919/archv5n3espec-188 Grupo etário e periodicidade recomendados para a mamografia de rastreio: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1868 <p>O câncer de mama é uma das principais causas de mortalidade entre homens e mulheres, afetando significativamente a saúde pública. A mamografia de rastreamento é amplamente recomendada para o diagnóstico precoce, fundamental para reduzir a mortalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Esta revisão sistemática teve como objetivo determinar o grupo etário e a periodicidade recomendados para a realização da mamografia de rastreamento. Foram incluídos estudos publicados entre 2010 e 2023 nas bases de dados PubMed, Scopus e Cochrane Library. A análise incluiu 50 estudos com dados de eficácia, benefícios, riscos e recomendações de organizações de saúde. Os resultados mostraram que a mamografia bienal em mulheres de 50 a 69 anos é a mais eficaz na redução da mortalidade. Conclui-se que a implementação de diretrizes claras e campanhas educativas é crucial para a otimização dos recursos de saúde e melhoria dos resultados.</p> Izabelle Pimenta Ribeiro Brenda Xavier da Costa Rafaela Zacheo Zanon Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1868 e1868 10.46919/archv5n3espec-189 Biópsia endometrial: revisão bibliográfica https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1869 <p>A biópsia endometrial é um procedimento ginecológico utilizado para avaliação de diversas condições intrauterinas, com principais indicações para sangramento uterino anormal, avaliação da cavidade antes da realização de reprodução assistida e investigação de espessamento endometrial em mulheres pós-menopausa. Este artigo tem por objetivo revisar a literatura sobre as técnicas e indicações mais atuais de biópsia endometrial, comparando-a com outros métodos diagnósticos disponíveis. Para a elaboração desta revisão, foram consultados artigos científicos publicados e referenciados nas bases de dados Medline/PubMED e SciELO entre os anos de 2007 e 2023. A histeroscopia é conhecida como o método de biópsia com maior custo-efetividade e precisão, superando os métodos cegos que têm menor confiabilidade. Novas técnicas, como a biópsia líquida, estão sendo exploradas para a monitorização de lesões endometriais malignas e pré-malignas. A escolha do método de biópsia, além das vantagens em relação a custo e precisão, depende também da idade reprodutiva da paciente e da espessura do endométrio a ser avaliado. Conclui-se que a biópsia endometrial é uma ferramenta diagnóstica crucial na prática ginecológica, e a adoção de técnicas precisas, como a histeroscopia, é vital para melhorar a precisão diagnóstica e os resultados clínicos. No entanto, há necessidade de pesquisas adicionais para refinar as técnicas de biópsia e otimizar o manejo das condições intrauterinas<strong>.</strong></p> Beatriz Martins Guerra Pantuza Almeida Rebeca Mendes Carlos Peres Thallita Alves Dy Lucena Pollyana Silva Nonato Pereira Luiza Cáceres Salles Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1869 e1869 10.46919/archv5n3espec-190 Tumor neuroendócrino primário de mama: relato de três casos e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1870 <p>O carcinoma neuroendócrino da mama é um tipo raro de câncer que não apresenta características imagiológicas específicas, o que dificulta seu diagnóstico. Essas lesões muitas vezes se assemelham a outras neoplasias mamárias nas radiografias e podem ser bem delimitadas sem microcalcificações ou aparência benigna. Durante ultrassonografias, esses tumores parecem estruturas sólidas com componentes císticos e têm contornos pouco definidos e morfologia irregular, tornando difícil determinar com precisão se são malignos ou benignos. É fundamental incluir o carcinoma neuroendócrino no diagnóstico diferencial, mesmo sem microcalcificações, devido à sua semelhança com outras lesões mamárias. Uma avaliação clínica e patológica abrangente é essencial para confirmar o diagnóstico. O objetivo deste artigo é discutir os desafios envolvidos na identificação do carcinoma neuroendócrino da mama, através de estudos de caso publicados e pesquisas. Analisa diferentes diagnósticos obtidos, tratamentos clínicos utilizados e suas classificações de acordo com a Organização Mundial da Saúde e outros centros especializados. Além disso, foram realizadas revisões de literatura a partir de artigos científicos disponíveis em plataformas como Scielo (Scientific Electronic Library Online) e revistas especializadas com o intuito de contribuir para a melhoria das estratégias de diagnóstico precoce e, ao mesmo tempo, aumentar a conscientização sobre aspectos clínicos únicos associados a esse tipo de tumor. Ao compreender melhor essas dificuldades, espera-se que melhores abordagens diagnósticas, juntamente com intervenções terapêuticas, possam trazer resultados favoráveis ​​para pacientes afetados por carcinoma neuroendócrino no futuro.</p> Isabela Blosfeld Mansour Mândala Borges Dias Aneliza Mota Barbosa de Oliveira Andreia Thaisa Pinto Silva Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1870 e1870 10.46919/archv5n3espec-191 Células glandulares atípicas e Câncer do Colo do Útero: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1871 <p>O câncer de colo uterino é uma patologia incidente na população mundial, sendo, no Brasil, o terceiro câncer mais comum no sexo feminino. O rastreamento indicado mundialmente é a colpocitologia oncótica baseada no Sistema de Bethesda que classifica as atipias presentes. A constatação de atipias de células glandulares foi incluída nesta classificação, já que sua presença tem porcentagem significante de casos associados a doença cervical e endometrial de alto grau e câncer. Assim, este trabalho tem o intuito de avaliar a relação que a atipia celular glandular possui com lesões histológicas. Para a elaboração deste artigo, foi realizada uma revisão sistemática de artigos científicos publicados e referenciados nas plataformas Medline/PubMed, SciELO e Cochrane. A partir dos estudos selecionados, evidenciou-se que a maior parte das atipias glandulares detectadas na citologia oncótica foi classificada na colposcopia como lesões benignas, porém uma fração importante teve o diagnóstico de lesões escamosas pré-malignas, beneficiando-se de acompanhamento histológico precoce. Conclui-se que a atipia glandular necessita de controle e intervenções cuidadosas, pois é um diagnóstico de exclusão e pode se apresentar desde lesões benignas a condições graves. O seguimento é essencial e seus resultados indicam a conduta terapêutica individualizada mais adequada.</p> Amanda Pires de Rezende Beatriz Vinhaes dos Reis Daniela Teixeira Jales Thainá Lopes Pinho Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1871 e1871 10.46919/archv5n3espec-192 Efeitos da melatonina no sistema genital feminino: uma breve revisão https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1872 <p>Introdução: A melatonina é um hormônio produzido pela glândula pineal, conhecido por sua função na regulação do ciclo sono-vigília. Recentemente, estudos têm demonstrado sua importância no sistema reprodutor feminino, influenciando a fertilidade e o desenvolvimento da endometriose. Objetivos: Este artigo tem como objetivo elucidar os efeitos da melatonina no sistema reprodutor feminino através de uma revisão bibliográfica. Materiais, sujeitos e métodos: Foi realizada uma busca em bases de dados como PubMed e SciELO dos últimos cinco anos, de 2019 até 2024. Resultados: As evidências mostram que a melatonina possui propriedades que liberam radicais livres, ajudando no amadurecimento do óvulo e no processo de fertilização. Além disso, estudos indicam que a melatonina é promissora no tratamento de pacientes com endometriose, uma doença benigna caracterizada pelo desenvolvimento de tecido endometrial fora do útero. Conclusões: Estudos sobre a associação entre a melatonina e seus efeitos no sistema reprodutor feminino estão em andamento, mas os resultados até agora são promissores, mostrando influências positivas na fertilidade e no tratamento de doenças uterinas.</p> Eduarda Viana Trajano Beatriz Carrijo Andrade Izabelle Martins Silva Yasmin Guerra Saib Abi-Habib Flávia Piauilino Pinheiro Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1872 e1872 10.46919/archv5n3espec-193 Disfunção sexual feminina pós-mastectomia devido câncer de mama: revisão de integrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1873 <p>Introdução: O câncer de mama lidera as taxas de incidência em mulheres pelo mundo. O manejo propedêutico e terapêutico do câncer de mama impacta diretamente a autoestima da mulher e pode resultar em disfunções sexuais. Objetivo: Revisar a literatura sobre o impacto do câncer de mama e da mastectomia na sexualidade da mulher. Materiais, sujeitos e métodos: Foram consultados artigos científicos e de revisão publicados na Medline/PubMED, SciELO e Google Acadêmico, utilizando os descritores: mastectomia, sexualidade, câncer de mama, publicados de 2016 a 2024, totalizando 07 artigos. Resultados e discussão: As evidências mostram forte correlação entre câncer de mama e impacto na sexualidade, com redução ou interrupção das atividades sexuais durante e após o tratamento. Essas diferenças também surgem ao comparar tratamentos conservadores e cirúrgicos. Conclusão: Este estudo contribui para a prática clínica dos profissionais envolvidos na saúde da mulher com câncer de mama e orienta pesquisas futuras. Considerações finais: Durante o manejo terapêutico e após a mastectomia, o desempenho sexual é comprometido, resultando em diminuição da libido, frequência dos atos sexuais e satisfação sexual. Portanto, o câncer de mama impacta negativamente a sexualidade da mulher.</p> Mariana Laura de Paula Souza Renata Medeiros Melo Natália Maisa de Souza Rodrigues Beatriz Leite Assis Bianca Stephany Ramos Costa Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1873 e1873 10.46919/archv5n3espec-194 Taxa de subestimação no diagnóstico percutâneo de cicatriz radial/lesão esclerosante complexa da mama: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1875 <p>Introdução: A cicatriz radial e a lesão esclerosante complexa (CR/LEC) são lesões benignas da mama que podem simular o câncer, dificultando o diagnóstico por biópsia percutânea. Esta revisão sistemática avalia a taxa de subestimação de lesões atípicas e malignas em pacientes com CR/LEC diagnosticadas por biópsia percutânea e submetidas à exérese cirúrgica subsequente. Materiais, sujeitos e métodos: Seguindo as diretrizes PRISMA, a pesquisa incluiu as bases de dados PubMed, SciELO, Cochrane e Embase até novembro de 2020, usando termos como "cicatriz radial", "lesão esclerosante complexa", "câncer de mama", "biópsia percutânea" e "biópsia cirúrgica". Os estudos selecionados envolveram mulheres diagnosticadas com CR/LEC por biópsia percutânea e que passaram por exérese cirúrgica com avaliação histopatológica para detectar lesões atípicas ou malignas. Resultados e discussão: Oito estudos foram incluídos, mostrando uma taxa de subestimação geral variando de 1,3% a 40%, e subestimação de lesões invasivas entre 0% e 10,5%. A análise qualitativa revelou heterogeneidade nas metodologias, critérios de inclusão e qualidade dos dados. Os resultados indicam que o diagnóstico histopatológico de CR/LEC por biópsia percutânea pode subestimar lesões atípicas e malignas, impactando significativamente o manejo clínico. Considerações finais: A CR/LEC representa um desafio diagnóstico, com potencial subestimação de lesões atípicas e malignas na biópsia percutânea. A exérese cirúrgica é essencial para uma avaliação completa e tratamento adequado. Estudos futuros com metodologias padronizadas são necessários para melhorar a estimativa da taxa de subestimação e o manejo clínico das pacientes com CR/LEC.</p> Maria Angélica Sampaio Herculano Vitória Carolynna Rezende Souza Carolina Pinto Barony Dannyelle Karolayne Fernandes de Lima Izabela Mello Gomes dos Santos Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1875 e1875 10.46919/archv5n3espec-195 Segurança oncológica da mastectomia conservadora do mamilo após quimioterapia neoadjuvante https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1874 <p>Introdução: A mastectomia conservadora do mamilo é a cirurgia na qual o tecido mamário comprometido por câncer é removido, mas a pele da mama e o mamilo são preservados. Este procedimento é uma opção para mulheres com tumores pequenos em estágio inicial, próximos à parte externa da mama. A quimioterapia neoadjuvante envolve a administração de agentes terapêuticos antes do tratamento principal, nesse caso, a mastectomia. É comumente utilizada em pacientes com neoplasia mamária grande e operável para reduzir o estágio do tumor primário e converter a mastectomia em cirurgias conservadoras de mama. Objetivos: Realizar uma análise crítica da literatura publicada sobre a quimioterapia neoadjuvante, priorizando sua indicação no tratamento do câncer de mama operável. Métodos: Os dados da revisão foram coletados através do PubMed e Google Acadêmico, utilizando as palavras-chave: câncer de mama, mastectomia conservadora de mamilo e quimioterapia neoadjuvante. Resultados: Foram encontrados centenas de artigos contendo as palavras-chave, e 5 foram utilizados para a realização do presente estudo. Conclusão: Após a análise, pode-se concluir que, no câncer de mama operável, a quimioterapia neoadjuvante oferece resultados de sobrevida equivalentes aos obtidos com quimioterapia adjuvante, permitindo aumento do percentual de cirurgias conservadoras, melhora dos desfechos cirúrgicos e adequada avaliação do prognóstico.</p> Andréa Araújo Albernaz Evelyn de Kênya Lins Prates Kaila Beatriz de Jesus Teixeira Ingra Torres Goldfeld Neiva Moroni Fernanda Fontes Prado Reis Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1874 e1874 10.46919/archv5n3espec-196 Efeito do exercício físico nos parâmetros cardiometabólicos na pós-menopausa: revisão integrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1876 <p>Introdução: A pós-menopausa é um período que traz consigo alterações fisiológicas que elevam o risco de doenças cardiometabólicas, como hipertensão, diabetes e dislipidemia. O exercício físico tem sido estudado como uma intervenção não farmacológica para melhorar esses parâmetros em mulheres na pós-menopausa. Objetivo: Esta revisão integrativa tem por objetivo analisar e sintetizar os estudos existentes sobre os efeitos do exercício físico nos parâmetros cardiometabólicos nessa população. Materiais/Sujeitos e Método: Para a realização deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão nas bases de dados PubMed e SciELO, utilizando as palavras-chave: "câncer de mama", "mastectomia conservadora de mamilo" e "quimioterapia neoadjuvante". Resultado: Os estudos evidenciaram que diferentes modalidades de exercícios físicos têm efeitos positivos nos parâmetros cardiometabólicos em mulheres na pós-menopausa, demonstrando melhorias significativas no metabolismo lipídico, circunferência abdominal, pressão arterial e composição corporal. Os resultados demonstram que os programas de exercício a longo prazo são fundamentais para o aumento dos benefícios. Considerações Finais: Esta revisão integrativa destaca os benefícios da prática do exercício físico na saúde cardiometabólica em mulheres na pós-menopausa.</p> Vanessa Almodovar Paula Lima Gabriela Stival Gomes Thays Lima Alves Walerya Gonçalves de Almeida Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1876 e1876 10.46919/archv5n3espec-197 Motivos que levam gestantes e parturientes a optarem pela cesariana: revisão integrativa https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1877 <p>Introdução: O parto cesáreo surgiu como uma intervenção obstétrica crucial, inicialmente empregado como uma medida de último recurso para salvar a vida da mãe ou do bebê em emergências obstétricas. No entanto, ao longo dos anos, com os avanços na cirurgia e na medicina obstétrica, sua prevalência aumentou significativamente, tornando-se uma opção de parto cada vez mais comum em muitas partes do mundo por própria vontade da gestante, ignorando aspectos apenas emergenciais. Objetivo: Este artigo busca explorar e analisar os motivos por trás da escolha da cesariana pelas gestantes e parturientes, contextualizando essas razões dentro do panorama atual da saúde materna e obstétrica. Materiais, sujeitos e métodos: Foram analisados estudos e artigos científicos disponíveis nas bases de dados PubMed, SciELO e outras relevantes, utilizando termos relacionados ao parto cesáreo, cesariana eletiva, e saúde materna. Resultados: Os estudos demonstram que os motivos para a escolha do parto cesáreo são multifacetados e incluem fatores sociais, culturais, econômicos e psicológicos. Conclusão: A escolha do parto cesáreo, embora muitas vezes influenciada por diversos fatores, apresenta riscos e implicações significativas para a saúde materna e neonatal, sugerindo a necessidade de políticas e práticas que promovam o parto vaginal seguro e baseado em evidências.</p> Giulliane da Silva Cerqueira Lilian Rodrigues Coelho Borges Sara de Alencar Parente Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1877 e1877 10.46919/archv5n3espec-198 Esclerose múltipla no Brasil: uma revisão sistemática dos anos de 2010-2023 https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1878 <p>Introdução: Esclerose Múltipla (EM) é uma doença do Sistema Nervoso Central, de caráter desmielinizante, que afeta de maneira auto-imune e inflamatória a bainha de mielina dos neurônios, a substância branca do sistema nervoso. Epidemiologicamente, há um predomínio de acometimento em jovens, entre 20 e 40 anos, com prevalência aumentada no sexo feminino. Objetivo: Este artigo tem por objetivo realizar uma revisão da literatura sobre uma doença com demasiado impacto na vida do paciente. Materiais/sujeitos e métodos: Para a escrita do artigo, foram realizadas pesquisas nas plataformas Scielo, Scholar Google e Pubmed, analisando a literatura científica dos anos de 2010 a 2023. Resultados e discussão:&nbsp;&nbsp; Uma doença que afeta uma parcela da população jovem, com importante impacto na vida dos pacientes, porém, apresentando avanços consideráveis tanto no diagnóstico, quanto no tratamento, mais eficazes e instituídos de forma mais precoce. Considerações finais: Existem espectros variados de acometimentos e, a depender da forma clínica que afetar o paciente, poderá haver maior ou menor comprometimento neurológico. Existem sinais e sintomas consideravelmente incapacitantes, que, com a instituição de terapias precoces, além da reabilitação eficaz, podem trazer melhor qualidade de vida ao paciente.</p> Joaquim Paranhos Borges de Menezes Luis Felipe Araújo Peres Ana Paula Lazarin Bernardes Isabela Simões Mendes Mariana Cunha Peixoto Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1878 e1878 10.46919/archv5n3espec-199 Indução do parto em gravidezes gemelares versus gravidezes únicas: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1879 <p>A Indução do Trabalho de Parto é um tema relevante dentro da obstetrícia devido às suas indicações e contraindicações absolutas e relativas. O aumento na expectativa de vida em Portugal demonstrou, em 2019, que 2,1% dos casos de partos gemelares ocorreram em mulheres maiores de 35 anos e cerca de 1,4% em mulheres mais jovens. Esse aumento de casos de gravidez gemelar, impulsionado pela expectativa de vida materna, reproduções assistidas e diversidade étnica, tem levado a um maior número de cesarianas sem indicação, aumentando as complicações maternas. Esta revisão sistemática objetiva conhecer as indicações para a indução do parto em gravidezes gemelares e únicas, comparando os desfechos maternos e perinatais.</p> Mariana Sanchez Saad Mariane Menezes Souza Paula Merlos Rossit Maria Eduarda Coelho Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-22 2024-07-22 5 3 e1879 e1879 10.46919/archv5n3espec-200 Comparação entre bloqueios peridural e paravertebral torácicos contínuos para analgesia pós-operatória em pacientes submetidos a toracotomias: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1880 <p>Introdução e objetivos: A toracotomia é um procedimento que provoca intensa dor no pós-operatório. O bloqueio epidural é considerado o padrão-ouro para controle da dor, porém apresenta taxas relevantes de complicações. O bloqueio paravertebral tem mostrado boa eficácia analgésica e oferece uma alternativa ao bloqueio epidural. Este estudo tem como objetivo analisar a eficácia do manejo da dor no pós-operatório de toracotomia e comparar a analgesia entre bloqueios peridural e paravertebral. Métodos: Foram realizadas avaliações das características como dor, recuperação pós-operatória, riscos e benefícios dos bloqueios, baseadas em dados de revisão sistemática e variáveis qualitativas. Foram consultados estudos publicados na Medline/PubMED, SCIELO, GOOGLE SCHOLAR e na AMERICAN SOCIETY OF ANESTHESIOLOGISTS entre 2000 e 2024. Resultados: A anestesia peridural torácica ainda é considerada o padrão-ouro em analgesia para cirurgia torácica, mas apresenta complicações como náuseas, vômitos, tontura, torpor, fraqueza muscular e retenção urinária. O bloqueio paravertebral tem uma incidência de eventos adversos consistentemente baixa, com poucos riscos relatados, podendo reduzir o uso de opioides e encurtar o tempo de internação, resultando em um impacto positivo na recuperação do paciente. Conclusões: O bloqueio paravertebral torácico pode ser uma alternativa mais segura e eficaz ao bloqueio peridural para analgesia pós-operatória em pacientes submetidos a toracotomias.</p> Eliza Patriota Leonardo Rodrigues Sousa Barbara Guarany Passos Ferreira Carol Nanci Szerman Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1880 e1880 10.46919/archv5n3espec-201 Hamartoma do baço: relato de caso e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1881 <p>Introdução: Hamartomas são tumores benignos raros compostos por uma mistura desorganizada de tecidos normalmente presentes no órgão afetado. No baço, os hamartomas são incomuns e frequentemente diagnosticados incidentalmente. Esta revisão da literatura tem como objetivo resumir as características clínicas, métodos diagnósticos e opções de tratamento dos hamartomas do baço. Metodologia: Foi realizada uma busca em bases de dados médicas como PubMed, Scielo e Google Scholar, utilizando os termos "hamartoma do baço", "diagnóstico" e "tratamento". Foram selecionados artigos publicados entre 2000 e 2023. Os critérios de inclusão englobaram estudos clínicos, relatos de caso e revisões que abordassem o hamartoma esplênico em humanos. Resultados: A maioria dos hamartomas do baço é assintomática, sendo descoberta durante exames de imagem por motivos não relacionados. Quando sintomáticos, podem causar dor abdominal, esplenomegalia ou sintomas relacionados à hiperesplenismo. A ultrassonografia e a tomografia computadorizada são ferramentas úteis para o diagnóstico, mas a ressonância magnética oferece maior especificidade. A confirmação diagnóstica geralmente requer biópsia ou esplenectomia. O tratamento definitivo é a remoção cirúrgica, especialmente em casos sintomáticos ou quando há dúvida diagnóstica. Conclusão: Os hamartomas do baço, embora raros e geralmente assintomáticos, devem ser considerados no diagnóstico diferencial de massas esplênicas. A imagem radiológica é crucial, mas a confirmação histológica é necessária. A esplenectomia continua sendo o tratamento mais eficaz para pacientes sintomáticos ou com lesões indeterminadas.</p> Isabela Zabisky Floresta Vinícius Araújo Barbosa Carolina Caldeira de Sousa Luís Eduardo Cury Guerra Gabriela Rampanelli Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1881 e1881 10.46919/archv5n3espec-202 Relação entre sono e obesidade: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1882 <p>Introdução: A modificação do padrão do sono pode ter consequências metabólicas negativas, por meio de desajustes endócrinos, que contribuem para o risco de obesidade, síndrome metabólica e condições associadas. Objetivo: O presente estudo tem como principal objetivo estabelecer uma correlação entre o sono e obesidade, a partir da literatura atual, com a abordagem acerca dos aspectos endócrinos e metabólicos desta relação. Materiais, sujeitos e métodos: Este estudo é uma revisão integrativa de literatura, onde foram consultados artigos científicos e de revisão, publicados nas línguas inglesa e portuguesa pelas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Google Acadêmico, LILACS e Service of the United States National Library of Medicine (PUBMED). Resultados e discussão: Estudo recentes delimitam uma clara relação entre o encurtamento do tempo de sono, como um fator predisponente para o aparecimento da obesidade.Vários mecanismos potenciais foram propostos para a relação sono-obesidade, dentre elas as alterações neuroendócrinas, como a&nbsp; redução&nbsp; das concentrações de leptina e aumento dos níveis de grelina, alterando padrões hormonais que&nbsp; determinam&nbsp; saciedade&nbsp; e&nbsp; fome. Além, do impacto entre a restrição de sono em diversas vias metabólicas existentes no corpo humano, as quais são contribuintes para a elevação do risco de doenças cardiovasculares.&nbsp; Considerações finais: Por fim, é possível concluir que, a literatura atual tem encontrado importantes associações epidemiológicas entre o prejuízo no padrão habitual do sono e a obesidade. Embora a causalidade não tenha sido completamente estabelecida, estudos sugerem que a duração do sono pode ser um fator de risco modificável.</p> Laís Rocha Brasil Sama de Freitas Ramos Angelica Thaís de Freitas Santos Caroline de Lima Leandro Vitória Teixeira Mustapha Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1882 e1882 10.46919/archv5n3espec-203 Trombose induzida pelo calor endovenoso: relato de dois casos tratados com Rivaroxabana e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1883 <p>Introdução: Considerando a alta prevalência de tromboembolismo venoso e a busca constante por novos regimes de tratamento, objetiva-se analisar a eficácia e segurança da rivaroxabana – um anticoagulante oral direto – em pacientes com trombose induzida pelo uso de calor endovenoso, uma modalidade terapêutica menos frequente. Objetivo: identificar os avanços dos estudos no uso da rivaroxabana na profilaxia e tratamento da trombose venosa profunda. Materiais/sujeitos e métodos: Procedeu-se à exposição de dois casos clínicos tratados com rivaroxabana e realizou-se uma revisão da literatura científica, mediante pesquisa nas bases de dados PubMED, SciELO e Cochrane, enfocando estudos recentes até o ano corrente. Resultados e discussão: Observa-se que ambos os pacientes apresentaram melhora clínica substancial, sem desenvolverem eventos hemorrágicos significativos ao longo do tratamento. A revisão de literatura sugere que a rivaroxabana, devido ao seu perfil farmacológico e comodidade de uso por via oral sem necessidade de monitorização laboratorial frequente, constitui uma opção promissora para esta indicação específica. Considerações finais: A rivaroxabana parece ser um tratamento eficaz e seguro para trombose induzida por calor endovenoso, embora seja necessária maior evidência que confirme essas observações iniciais.</p> Leonardo Costa de Bessa Delmondes Vinicius Ferreira Garcia Taynara Rodrigues da Cruz Ícaro Tavares Sanches Marcos Augusto Lopes Marinho Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1883 e1883 10.46919/archv5n3espec-204 Dissecção aórtica de tipo b de Stanford: relato de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1884 <p>Introdução: A dissecção aórtica é um diagnóstico temido dentro do mundo vascular, visto que, há uma clínica abrangente, com queixas inespecíficas, complicações graves e tratamento complexo - sendo necessário sua devida individualização. Através da discussão de um caso de indivíduo que evolui com dissecção aórtica do tipo B de Stanford. Objetivo: O presente artigo objetiva discutir sobre a escolha do método terapêutico. Materiais/sujeitos e métodos: Foram consultadas as bases de dados MEDLINE/PubMed, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Biblioteca Cochrane e Scientific Electronic Library Online (SciELO), além de livros-texto para conteúdos de base Resultados e discussão: Quando diagnosticada, o tratamento inicial da dissecção aórtica se baseia no controle da dor, dos sinais vitais e manutenção da estabilidade hemodinâmica do paciente. Tais medidas são eficazes para diminuir o risco da propagação da dissecção. São indicações para tratamento cirúrgico: rápido aumento do diâmetro da aorta, hematomas, má perfusão e dor refratária. Acerca do tratamento cirúrgico, o tratamento com endoprótese realizado no paciente analisado evita má perfusão, promove estabilização da aorta e diminui as complicações da dissecção, sendo a abordagem de escolha em relação a laparotomia pela menor morbidade associada. Considerações finais: O tratamento endovascular através dos estudos comprova-se um método terapêutico eficaz, menos invasivo e com melhor prognóstico ao paciente.</p> Rodolfo Farinha Bittar Vittoria Giulia da Silva Marrone Mateus Vanni Gabriel Carneiro Santana da Mota Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1884 e1884 10.46919/archv5n3espec-205 Hiperplasia adrenal congênita de início tardio devido à deficiência de 21-hidroxilase: revisão da literatura e estudo genético pré-concetivo de cinco casais https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1885 <p>Introdução: A deficiência da 21-hidroxilase apresenta uma incidência que varia de 1/10.000 a 1/15.000 nascidos vivos causando cerca de 90% dos casos de hiperplasia congênita da suprarrenal. A deficiência bloqueia completa ou parcialmente a conversão da 17-hidroxiprogesterona em 11-desoxicortisol, um precursor de cortisol, e também a conversão da progesterona em desoxicorticosterona, um precursor da aldosterona. Objetivo: Fazer uma revisão atual da literatura vigente sobre o assunto, a fim de discutir o que os autores recomendam. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED e SciELO entre 2017 e 2024 e um estudo genético pré-conceptivo de 5 casais. Resultados e discussão: Crianças com deficiência não clássica de 21-hidroxila, comumente só manifestam sintomas na infância ou mesmo adolescência. No caso das mulheres afetadas pode ocorrer o desenvolvimento precoce de pelos pubianos, idade óssea acima da média da idade, hirsutismo, oligomenorreia ou acne; tais sintomas recorrentemente é confundida com a síndrome do ovário policístico. Já nos homens afetados pode causar o desenvolvimento precoce de pelos pubianos, aceleração do crescimento e idade óssea acima da média da idade. Considerações finais: a hiperplasia congênita de início tardio devido a deficiência de 21-hidroxilase, causa repercussões amplas podendo predispor: risco de vida, alterações no desenvolvimento físico e funcional, problemas de auto estima e até mesmo atrapalhar a vida reprodutiva futura do paciente, assim, fica claro que apesar de uma doença com prevalência mediana, a morbidade para nosso paciente é altíssima o afetando de diversas maneiras biopsicossociais, tornando um tema no qual ainda precisamos de mais estudos para conseguirmos uma cura.</p> Leonardo Rezende Filho Karla Cristina Angelo Faria Gentilin Cleuza Gabriella de Almeida Silveira Isadora Andrade Porto Campos Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1885 e1885 10.46919/archv5n3espec-206 Avaliação da atenção primária à saúde na perspectiva dos usuários: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1886 <p>Introdução: A atenção básica tem como princípios a integralidade, a universalidade e a descentralização de sua gestão, fazendo-se presente nos locais mais próximos da vida das pessoas, instalando-se onde elas estudam, moram, trabalham e vivem , atendendo às condições crônicas de saúde e também às condições agudas. Objetivo: Reconhecer o perfil dos usuários, suas dificuldades, além de obter sua avaliação de todo modelo assistencial oferecido na atenção básica. Materiais/sujeitos e métodos: Este estudo é uma revisão sistemática, observacional ecológica, de caráter qualitativo, a partir da análise objetiva de artigos científicos e artigos publicados e referenciados na Medline/PubMED e SciELO entre os anos 2012 e 2024.&nbsp; Resultados e discussão: Realizando a avaliação dos dados, é possível perceber que a média geral entre os estudos realizados em municípios analisados (6,06), se aproxima à encontrada pela PNS (5,9). Ambos permanecem inferiores ao valor de referência definido (6,6), demonstrando uma avaliação negativa em relação a APS na perspectiva do usuário. Ainda, o atributo essencial mais vezes citado no maior escore é "acesso-utilização" o que reflete na intenção de uso e valorização da atenção primária como porta de entrada ao serviço de saúde. Por outro lado, o atributo mais vezes citado no menor escore é "acesso-acessibilidade", demonstrando as dificuldades na efetividade do acesso. Considerações Finais: Os achados mostram que é necessário um maior cuidado com a comunidade pelos profissionais de saúde, aquisição de confiança do usuário, facilitamento do acesso à APS e reconhecimento de que esse serviço é prestado por uma equipe multidisciplinar (minimamente composta por agente comunitário de saúde, técnico de enfermagem, enfermeiro e médico) e não apenas pelo médico.</p> Guilherme Luciano Rocha de Oliveira Gomes Rodolfo de Castro Teixeira Larissa Gavenas Letícia Saldanha Camargos Aires Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1886 e1886 10.46919/archv5n3espec-207 O que contribui para a eficácia da atenção primária à saúde? Revisão integrativa da literatura 2010 2020 https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1887 <p>Introdução: A Atenção Primária à Saúde (APS) é essencial na promoção de saúde acessível e de qualidade ao cidadão. Objetivo: apresentar um panorama das contribuições encontradas na literatura sobre esta problemática, pois mapeá-la é um passo preliminar para seu enfrentamento. Materiais/sujeitos e métodos: O presente artigo de revisão sistemática foi feito com base em dados eletrônicos de periódicos indexados nas base de dados PubMed, SciELO e Google Acadêmico. Resultados e discussão: Achados reforçam a importância de um financiamento adequado, não apenas para ampliar o acesso, mas também para melhorar a qualidade e a eficiência das ações preventivas na atenção básica. Atrelado a isso, destaca-se a intervenção educativa em saúde para o sucesso dos retornos e adesão ao tratamento, principalmente quando se trata de desenvolvimento de atividades grupais, muito presentes e incentivadas. Considerações finais: Entre os fatores estão equipes multidisciplinares capacitadas, estreitamento da relação profissional de saúde e paciente, continuidade do cuidado, abordagem centrada no paciente e família, uso de tecnologias e acessibilidade geográfica e financeira aos serviços.</p> Guilherme Luciano Rocha de Oliveira Gomes Rodolfo de Castro Teixeira Larissa Gavenas Letícia Saldanha Camargos Aires Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1887 e1887 10.46919/archv5n3espec-208 Mecanismos do tromboembolismo venoso no Câncer: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1888 <p>Introdução: O tromboembolismo venoso (TEV), que inclui a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP), é uma complicação comum e séria em pacientes com câncer. Sendo a principal causa de morte em pacientes com câncer. Objetivo: Fazer uma revisão na literatura médica, compreendendo que esses mecanismos são vitais para a criação de abordagens terapêuticas que possam mitigar os riscos e melhorar os resultados para pacientes com câncer. Materiais/sujeitos e métodos: Para fundamentação teórica, foram utilizadas revistas acadêmicas e científicas disponíveis em bancos de dados MEDLINE/PubMed, Biblioteca Cochrane e Scientific Electronic Library Online (SciELO) Resultados e discussão :Evidências indicam que o diálogo entre células tumorais e o microambiente é um facilitador chave da trombose. Os mecanismos que ligam o câncer ao TEV são complexos e interdependentes. A identificação e compreensão desses processos são essenciais para o desenvolvimento de estratégias preventivas e terapêuticas eficazes. Considerações finais: Sobre os mecanismos do TEV, observa-se a hipercoagulabilidade associada ao câncer, ao estado inflamatório crônico causado pela doença, a estase venosa e o dano endotelial, como os principais mecanismos.</p> Rodolfo Farinha Bittar Vittoria Giulia da Silva Marrone Mateus Vanni Gabriel Carneiro Santana da Mota Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1888 e1888 10.46919/archv5n3espec-209 Tuberculose em presídios brasileiros: uma revisão integrativa da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1889 <p>Introdução: A tuberculose ( TB) é uma das principais patologias infecto contagiosas que afetam os países subdesenvolvidos e aumentam a taxa de mortalidade e morbidade da população . Estudos mostram que existem grupos com maior vulnerabilidade de contágio , como exemplos os presidiários . No ambiente carcerário , a vulnerabilidade é maior , há uma superlotação local , ventilação inadequada , nutrição precária e, tudo isso, combinado, aumenta o risco de disseminação da doença .Objetivo: desenvolver maior conhecimento e produzir novo material como base teórica para aumentar indicadores do assunto, tendo em vista que não há muitas fontes que tratam dessa questão social . Materiais/sujeitos e métodos: O levantamento bibliográfico, realizado no primeiro semestre de 2024, a partir da base de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Google Acadêmico. Resultados e discussão: Diante de diversos testes diagnósticos para a identificação dos casos de TB ativa ou latente, incluindo avaliações clínicas, laboratoriais, radiológicas e epidemiológicas, foram observados elevados índices endêmicos da doença no sistema carcerário, além da ocorrência de cepas resistentes nas unidades, em virtude, especialmente, do abandono do tratamento. Tais evidências apontam para um dos grandes desafios que o Estado brasileiro encontra na resolutividade de ações que proporcionem uma busca ativa de bacilíferos, assim como um ambiente adequado para o seu efetivo tratamento no âmbito prisional. Considerações finais: É preciso que seja realizada uma promoção de saúde a respeito da TB pela PPL, para que haja a valorização adequada dos sintomas da doença, almejando, então, um diagnóstico precoce e melhorias ao acesso e aos serviços de saúde, com maior adesão ao tratamento da TB quando necessário, como a implementação do tratamento diretamente observado (TDO), que se mostrou associado ao sucesso da terapia.</p> Júlia Rodrigues Pereira Gabriella Farias Batista Letícia Maia Vasconcelos Maria Teresa Mota Barbalho Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1889 e1889 10.46919/archv5n3espec-210 Prognóstico vital em pacientes com Câncer avançado: uma revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1890 <p>Introdução: O prognóstico vital em&nbsp; pacientes com câncer avançado é um desafio para a medicina. Escores e escalas foram criados para auxiliar no processo, mas a quantificar erroneamente o "tempo de vida" pode gerar muitas frustrações, quebra de expectativa e falsas interpretações. Objetivo: Este&nbsp; artigo objetiva unir os métodos mais atualizados, padronizados e acessíveis no dia-a-dia médico para fornecer tal informação. Materiais, sujeitos e métodos: Foram utilizados arquivos científicos e de revisão publicados, através de busca nas plataformas Medline/PubMED e SciELO, de 2007 a 2024, usando os termo "PROGNOSTIC", "AVANCED CANCER", "VITAL". Resultados e discussão: Foi observada uma tendência a superestimar as informações acerca do prognóstico. Considerações finais: Escala, como CPS, modelo PiPs devem ser utilizadas e explicadas previamente, a fim de estabelecer uma relação de maior confiança e entrega na relação médico-paciente e poder traçar melhor cuidado paliativo, trazendo-lhe&nbsp; uma vida mais digna.</p> Mariana Silva de Muzio Gripp Lara Santana Hocevar Gabriel Dinis de Menezes Gomes Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1890 e1890 10.46919/archv5n3espec-211 Abscesso esplênico: relatório de 8 casos e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1891 <p>Introdução: O abscesso esplênico se associa a infecções e pacientes imunossuprimidos, aqueles em uso de fármacos, como corticoides; ou apresentam doenças, como o câncer e a AIDS. As etiologias mais frequentes dessa doença são infecções, processos embólicos, causando isquemia e infecções; traumas e sistema imunológico deficiente. Como fatores de risco têm-se idade avançada, terapia ou condições imunossupressoras, AIDS, diabetes mellitus e distúrbios hepáticos. Objetivo: Expor e discutir a evolução clínica dos pacientes; e comparar os dados dos casos com os da literatura. Materiais/sujeitos e métodos: A coleta de dados foi efetuada a partir da análise de prontuário. Concomitantemente, foi realizado revisão bibliográfica do tema, pesquisando nas plataformas <em>Scientific Electronic Library Online</em> (Scielo), Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), MEDLINE e UPTODATE, bem como livros, teses de doutorado e mestrado. Foram utilizados, para fundamentar, os estudos publicados na língua portuguesa e inglesa, predominantemente entre os períodos de 2019 a 2024. Para a pesquisa dos artigos, foram utilizados termos contidos nos Descritores de Ciências da Saúde (DECS)/<em>Medical Subject Headings</em> (DeCS/MeSH), como: “Abscesso”, “Baço”, “Imunossupressão”. Resultados e discussão: Por ser uma doença rara, evidenciando escassez de dados na literatura, verifica-se dificuldade e demora no diagnóstico e no tratamento, o que implica diretamente no prognóstico do paciente. Considerações finais: Diante disso, é necessário que mais casos sobre abscesso esplênico sejam relatados, a fim de melhor entendimento quanto ao diagnóstico e ao manejo do abscesso esplênico a esses pacientes.</p> Gabriella Sousa Almeida Lizandra Gomes de Oliveira Isabella Chaves Lira Cruz Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1891 e1891 10.46919/archv5n3espec-212 Associação entre síndrome do nó sinusal e fibrilação atrial: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1892 <p>Introdução: A fibrilação atrial (FA) é a arritmia cardíaca mais comum no mundo e está associada a maior risco de acidente vascular encefálico e, por conseguinte, à maior mortalidade. Alguns estudos defendem a intrínseca relação entre a FA e a doença do nó sinusal (DNS), apontando como situações diferentes de uma mesma miopatia fibrosante envolvendo o sistema de condução. O diagnóstico diferencial é baseado em situações que deprimem a fisiologia das células de marca-passo cardíacas, podendo estas ser alterações eletrolíticas e metabólicas, por exemplo. Objetivo: Espera-se, com este trabalho, avaliar evidências da ligação entre síndrome do nó sinusal e FA em revisões sistemáticas e de literatura. Materiais/sujeitos e métodos: Foram utilizados artigos de revisão publicados em bases de dados como Scielo e PubMed entre os anos de 2019 a 2024. Resultados e discussão: Tanto a FA quanto a DNS estão interligadas de maneira bidirecional, resultando em um prognóstico ainda mais desfavorável aos pacientes, com maior risco de eventos cardiovasculares. O tratamento reside desde um controle da frequência cardíaca, prevenção de eventos tromboembólicos e em alguns casos, o uso de marca-passos artificial. Considerações finais: O manejo das doenças em questão exige uma abordagem terapêutica cuidadosa, individual e centrada no paciente, que, se realizado de forma eficaz, traz qualidade de vida e reduz risco de morbimortalidade cardiovascular destes pacientes.</p> Camila Barbosa Brito Letícia Cristina Schmidt Cristovão Iago Martins Machado Taisa Naves Oliveira Bruna Ferraz Mesquita Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1892 e1892 10.46919/archv5n3espec-213 Síndrome Charge e cardiopatias congênitas: revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1893 <p>Introdução: As cardiopatias congênitas são frequente causa de malformações presentes no nascimento e que podem gerar uma alta taxa de mortalidade no primeiro ano de vida, hospitalizações. Tem-se como exemplo a Síndrome de Charge, que é uma anomalia genética rara, com prevalência de 1 para 15.000 nascidos vivos. As principais alterações são problemas cardíacos, atresia de canas, restrição de crescimento e desenvolvimento, colomba de íris, anomalias genitais e alterações na orelha. Diante do diagnóstico, é necessário que os pacientes recebam cuidados multidisciplinares. Objetivo:&nbsp; O presente artigo tem por objetivo uma revisão sistemática de literatura a respeito do conhecimento sobre a síndrome e as cardiopatias congênitas. Materiais/sujeitos e métodos: Foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na PubMed entre janeiro de 2005 e novembro de 2017. A pesquisa dos artigos foi realizada com o filtro de “Charge Syndrome and Congenital Heart Defects”. Resultados e discussão:&nbsp; Considerações finais: O suporte e acompanhamento contínuo de uma&nbsp; equipe multidisciplinar é essencial,&nbsp; promovendo o acesso a terapias e cuidados singulares que auxiliarão na manutenção da inclusão e da qualidade de vida dos portadores dessa alteração e de familiares envolvidos.</p> Thrícia Christina Garcia Diniz Rezende Éttore Rosanova Christovam Mariliane Nascimento de Paula Isabela Teixeira dos Santos Silva Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1893 e1893 10.46919/archv5n3espec-214 Prednisona e Azatioprina em pacientes com cardiomiopatia inflamatória: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1894 <p>Introdução: A cardiomiopatia inflamatória é uma condição cardíaca caracterizada pela inflamação do músculo cardíaco, frequentemente resultando em disfunção cardíaca. O tratamento com imunossupressores, como prednisona e azatioprina, tem sido explorado para melhorar os resultados clínicos desses pacientes. Objetivo: Fazer uma revisão da literatura médica a respeito do tema, identificando as evidências a respeito dos efeitos da Prednisona e Azatioprina no tratamento das cardiomiopatias. Materiais, sujeitos e métodos: Este trabalho foi uma pesquisa bibliográfica, por meio de uma revisão sistemática da literatura. Os critérios de inclusão definidos para a seleção dos artigos foram artigos publicados nos idiomas português e inglês, com resumos disponíveis na biblioteca virtual PubMed e Biblioteca Virtual de Saúde, além de artigos publicados a partir de 2017.&nbsp; Resultados e Discussão: A maioria dos estudos demonstrou uma melhora significativa na fração de ejeção do ventrículo esquerdo e uma redução na inflamação miocárdica com o uso de prednisona e azatioprina. No entanto, a ocorrência de eventos adversos, como infecções e efeitos colaterais gastrointestinais, foi relatada em uma proporção considerável de pacientes. Conclusão: O tratamento com prednisona e azatioprina pode ser eficaz na melhoria da função cardíaca e na redução da inflamação miocárdica em pacientes com cardiomiopatia inflamatória. No entanto, a terapia está associada a riscos significativos de eventos adversos.</p> Amanda Larisse Maia Perantoni Luiza Mazzutti de Oliveira Martina Leite Barbosa Lucas Vieira Navega Lorena Prado Cardoso Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1894 e1894 10.46919/archv5n3espec-215 Mídias sociais na insuficiência cardíaca: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1895 <p>Introdução: A insuficiência cardíaca é considerada uma condição crônica e progressiva, que acomete mais de 26 milhões de pessoas no mundo. As mídias sociais podem ser usadas como ferramentas para compartilhamento de informação, inclusive entre profissionais da saúde especializados e pacientes portadores de insuficiência cardíaca. Objetivo: O presente artigo possui como objetivo acessar o conteúdo produzido em mídias sociais a respeito dessa patologia e determinar a associação entre o uso das plataformas e o acometimento cardiovascular.&nbsp; Materiais/sujeitos e métodos:&nbsp; Para a realização desse estudo foi realizada revisão sistemática com pesquisa em bases de dados como PubMed, Embase SciELO e Medline utilizando os termos "cardiologia", "mídias sociais" e "insuficiência cardíaca". Também foram feitas pesquisas em mídias sociais como o Twitter com hashtags relacionadas ao assunto. Resultados e Discussão: A maior parte das plataformas concentra-se na capacitação profissional e, em menor parte, na informação dos pacientes. Quando um conteúdo é produzido por um paciente, esse normalmente é direcionado a outro paciente, o que torna a informação unidirecional. Considerações Finais: O uso das mídias sociais pode participar da instrução profissional e conscientização do paciente, podendo diminuir o risco de insuficiência cardíaca, especialmente em mulheres. Pacientes considerados isolados devem buscar maior envolvimento em mídias sociais para melhor qualidade de vida.</p> Luisa Raquel Saldanha Alves Bastos Vieira Laís Grabner Ruivo Matheus de Freitas Lopes Júlia Leitão Queiróz Bernardo Mussi Soares Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1895 e1895 10.46919/archv5n3espec-216 Uma revisão sistemática das alterações eletrocardiográficas pós-COVID em jovens atletas https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1896 <p>Introdução: A pandemia de COVID-19 levantou preocupações sobre seus potenciais efeitos a longo prazo na saúde cardiovascular, atingindo cerca de 16%dos pacientes. Após complicações respiratórias e sepse, doenças cardiovasculares são a 3 causa de morte associada à COVID-19. Objetivo: Este estudo visa avaliar os episódios de alterações eletrocardiográficas em atletas no pós-COVID, por meio de uma análise abrangente da literatura existente. Materiais/sujeitos e&nbsp; Métodos: Uma busca abrangente foi realizada em base de dados como PubMed, Scopus e Web of Science, abrangendo estudos publicados de janeiro de 2020 a junho de 2024. Os critérios de inclusão avaliaram artigos revisados por pares forçados em atletas de alta performance (idade entre 15 a 25 anos) que se recuperaram da COVID-19 e retornaram às atividades, realizando avaliações seriadas para estipular algum grau de comprometimento ou impacto. Resultados e discussão: Dentre os estudos analisados, as alterações no ECG mais prevalentes incluíam anormalidades no segmento ST, inversão de onda T e intervalos QT prolongados. A prevalência dessas alterações variou entres os estudos. A maioria das alterações foram transitórias e não correlacionou com desfechos cardiovasculares graves. No entanto,&nbsp; um pequeno subconjunto de atletas apresentou anormalidades persistentes ao ECG, necessitando de avaliação e acompanhamento cardiológico adicional. Considerações finais: Esta revisão destaca que, embora atletas de alta performance apresentaram alterações transitórias no ECG, após infecção por COVID-19, uma minoria pode experienciar manifestações crônicas. Acompanhamento seriado é recomendado para pacientes que visam seu retorno seguro às atividades esportivas, a fim de estabelecer um melhor desfecho ao paciente.</p> Leticia Lima Cangussú Gustavo Campos de Farias Kifer Moreira Ribeiro Ana Carolina da Ponte Cervo Gabriela Tomazini Rodrigues Pereira Amorim Felipe Domingos Fonseca Peixoto Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1896 e1896 10.46919/archv5n3espec-217 Cisticercose e coração: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1897 <p>Introdução: A cisticercose é uma condição parasitária que surge quando o organismo humano é infectado pelas larvas da Taenia solium, um tipo de parasita conhecido como tênia. A origem desta enfermidade está associada à ingestão de carne de porco contaminada com cisticercos, as formas larvais da Taenia solium. Objetivos: Realizar uma revisão sistemática para identificar e analisar estudos que investigaram a relação entre cisticercose e doenças cardíacas. Materiais/sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo foram consultados artigos científicos na SciELO, revisão sistemática publicada, referenciado de artigos publicados no PubMed/MEDLINE, Cochrane Collaboration, EMBASE, Web of Science, Sciello e Elsevier publicados até 2021. Foi utilizada também uma análise morfométrica a respeito da temática de 2006.&nbsp; Resultados e discussão: De acordo com estudos recentes, evidências mostram uma correlação significativa entre a cisticercose e as doenças cardíacas. Na cisticercose, a ingestão de ovos de Taenia solium presentes em alimentos ou água contaminados pode levar a uma variedade de complicações de saúde, incluindo doenças cardíacas. Embora o sistema cardiovascular não seja o mais afetado, a cisticercose pode estar associada a múltiplos cistos distribuídos aleatoriamente no subpericárdio, subendocárdio e miocárdio em até 25% dos pacientes infectados. Considerações finais: A forma cardíaca pode causar alteração funcional diastólica com pacientes oligossintomáticos, sendo pouco visíveis alterações em exames de imagem, como ecocardiograma. Portanto, há poucas evidências de evolução clínica e seguimento ambulatorial desses pacientes acometidos.</p> Camila do Nascimento Guimarães Letícia Maria Diogenes Fonseca Esthefany Xavier Lima Braz Beatriz Rodrigues Nascimento Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1897 e1897 10.46919/archv5n3espec-218 Adenomiose: uma revisão sistemática do tratamento médico https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1898 <p>INTRODUÇÃO: A adenomiose é uma doença caracterizada pela infiltração benigna do endométrio no miométrio, com pelo menos 2,5 mm de profundidade. Apesar da adenomiose ser assintomática em alguns casos, geralmente está associada a dismenorreia e hipermenorreia, sendo, assim, considerada uma das causas de sangramento uterino anormal. O diagnóstico é dado de forma clínica e pode contar com o auxílio de métodos de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética, para confirmação diagnóstica. OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo elucidar os tratamentos médicos da adenomiose. MATERIAIS, SUJEITOS E MÉTODOS: O estudo foi desenvolvido a partir de uma revisão sistemática da literatura médica, por meio de pesquisas nas bases de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e SciELO. RESULTADOS E DISCUSSÃO: O tratamento considerado definitivo é a correção cirúrgica por histerectomia. No entanto, pacientes em idade fértil podem apresentar desejo da manutenção da fertilidade ou apresentarem algum risco cirúrgico. Por isso, são citadas outras possibilidades de tratamento visando o alívio dos sintomas apresentados: anticoncepcional oral combinado, progestágenos, análogos de GnRH ou sistema intrauterino de levonorgestrel. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Ainda que exista um método para cura clínica da doença, é necessário levar em consideração os desejos e condições pessoais de cada paciente para a escolha do tratamento mais eficaz em cada caso.</p> Jéssica Maisa de Oliveira Lacerda Caroline Borges de Assis Ana Carolina Resende Ribeiro Laura Felipe Meinertz Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1898 e1898 10.46919/archv5n3espec-219 Intussuscepção intestinal em adultos jovens: relato de caso e revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1899 <p>Introdução: A intussuscepção intestinal é um evento em que ocorre a invaginação de uma alça intestinal, causando obstrução e podendo evoluir para isquemia do segmento acometido. Ao contrário do que ocorre na faixa etária pediátrica, é uma condição considerada rara em adultos, e em sua maioria relacionada a uma patologia secundária preexistente. A etiopatogenia é multifatorial, envolvendo tumores, lesões metastáticas e intervenções prévias. O diagnóstico se baseia no quadro clínico e histórico do paciente, associado a métodos de imagem, sendo a intervenção cirúrgica necessária para o tratamento. O presente artigo tem por objetivo uma revisão de literatura do conhecimento atual sobre a etiopatogenia e a terapia da intussuscepção intestinal em jovens adultos, a partir do caso clínico relatado. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Google Acadêmico entre janeiro de 2014 e maio de 2024, tendo como base o caso relatado. Resultados e discussão: As evidências mostram forte correlação entre tumores de intestino grosso e lesões metastáticas implantadas no intestino delgado com a ocorrência da intussuscepção intestinal em adultos. O tratamento envolve cirurgia para reverter o quadro de obstrução e muitas vezes isquemia, causados pela intussuscepção. Considerações finais: Com o avanço dos métodos diagnósticos por imagem, está sendo possível diagnosticar o quadro de intussuscepção intestinal e programar a técnica cirúrgica previamente à intervenção. A ressecção se mostra necessária visto que lesão patológica, provavelmente maligna, está presente na maioria dos casos.</p> Sara Louise de Oliveira e Silva Yasmin Vieira Gabriel França de Siqueira Deocárdio Cardoso Souto da Conceição Isabella de Oliveira Souza Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1899 e1899 10.46919/archv5n3espec-220 Tratamento cirúrgico da Litíase Vesical: revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1900 <p>Introdução: A litíase vesical (LV) é uma patologia caracterizada pela presença de cálculos na bexiga urinária. Esta condição representa cerca de 5% dos cálculos urinários e pode estar associada a obstruções e infecções urinárias. A LV é mais comum no sexo masculino, especialmente em pacientes com doenças prostáticas ou histórico de cirurgias na próstata. O objetivo deste artigo é revisar a literatura atual sobre o tratamento cirúrgico da litíase vesical. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre 2010 e 2024. Foram utilizados descritores da DeCS como: Cálculos da Bexiga Urinária; Cirurgia; Litíase Vesical. A data da publicação não foi um critério de exclusão. A apresentação dos resultados e a discussão dos dados obtidos foram feitas de forma descritiva, possibilitando ao leitor a avaliação da aplicabilidade da revisão integrativa da literatura, fornecendo subsídios ao profissional de saúde na sua tomada de decisão cotidiana. Resultados e discussão: A litíase vesical apresenta várias opções de tratamento, que variam conforme os diferentes fatores individuais de cada paciente. Desde terapias expulsivas, como o uso de alfa bloqueadores para promover a eliminação natural do cálculo, até técnicas cirúrgicas minimamente invasivas, são consideradas. A escolha da técnica cirúrgica apropriada depende de diversas variáveis específicas, incluindo o tamanho e localização dos cálculos. Estudos na literatura destacam que a terapia expulsiva é frequentemente utilizada para cálculos menores, especialmente aqueles com menos de 6 mm de diâmetro, enquanto cálculos maiores geralmente exigem intervenções cirúrgicas. Técnicas como litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC), cistolitotripsia/cistolitotomia, ureterorrenolitotripsia e nefrolitotripsia percutânea (NLPC) são avaliadas conforme suas indicações, benefícios e contraindicações. Considerações finais: O tratamento cirúrgico da litíase vesical oferece diversas abordagens, cada uma com suas indicações e benefícios específicos. A cistolitotomia aberta é preferida para pedras grandes ou múltiplas, enquanto a cistolitotripsia transuretral é ideal para pedras menores devido à sua natureza menos invasiva. A litotripsia extracorpórea, embora minimamente invasiva, pode não ser eficaz para todos os tipos e tamanhos de pedras. A escolha do método deve ser individualizada, levando em consideração a saúde do paciente, as características das pedras e os recursos disponíveis. Os avanços tecnológicos, como novos lasers e técnicas endoscópicas, têm melhorado significativamente os resultados e reduzido complicações, destacando a importância de uma abordagem personalizada no tratamento da litíase vesical.</p> Eduardo Martins Toniazzo Gustavo Amor da Costa e Silva Mariana de Paula Ferreira Ana Paula Bueno Andrade Pâmella de Oliveira Carlos Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1900 e1900 10.46919/archv5n3espec-221 Tratamento seletivo não operatório para ferimentos penetrantes por projéteis de arma de fogo na parede anterior do abdome: revisão narrativa da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1901 <p>Introdução: O trauma abdominal penetrante em decorrência de ferimento por arma de fogo é historicamente tratado por laparotomia de forma padrão. Contudo, o manejo conservador é controverso, embora seja amplamente adotado atualmente. O presente artigo tem por objetivo realizar uma revisão de literatura do conhecimento atual sobre a terapia conservadora no trauma abdominal penetrante por arma de fogo, a fim de identificar condições clínicas, procedimentos diagnósticos e suporte complementar para esse tipo de abordagem. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na PubMED, SciELO e LILACS até junho de 2024, usando as seguintes palavras-chave e descritores para a busca nas bases de dados: gunshot wound, abdominal trauma, selective, treatment e nonoperative management. Resultados e discussão: Evidências mostram que o avanço dos exames de imagem, associado a equipe multiprofissional treinada e qualificada, permite o manejo conservador dos pacientes em serviços especializados de trauma. Considerações finais: No tratamento conservador, resultados terapêuticos satisfatórios são atingidos de forma segura, embora sejam necessários estabilidade clínica do paciente, ambiente hospitalar com suporte de exames radiológicos modernos, equipe multidisciplinar capacitada e protocolos bem elaborados. Essa terapêutica permite uma menor taxa de laparotomias negativas, menor risco de complicações e menor tempo de internação.</p> Glauco Giuliano Lima da Silva Mariana Soerger Matheus Reis de Oliveira Daniel Dourado Boaventura Matheus Felipe Rezende Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1901 e1901 10.46919/archv5n3espec-222 Parâmetros bioquímicos e estado nutricional de pacientes cirúrgicos com Câncer Gastrointestinal: revisão de literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1902 <p>Introdução: O câncer é caracterizado como um transtorno resultante de uma anormalidade no crescimento celular, onde passa a ser um processo veloz, adverso e incontrolável, podendo afetar outras regiões do organismo humano. Essas mutações podem afetar genes especiais, que habitualmente estão inativos, denominados proto-oncogenes, que se tornam oncogenes, resultando na cancerização de células normais. As neoplasias enquadram-se entre os mais prevalentes desafios de saúde pública no Brasil, sendo o câncer gastrointestinal um dos mais recorrentes. O presente artigo tem por objetivo realizar uma revisão da literatura atual sobre parâmetros bioquímicos e estado nutricional de pacientes cirúrgicos com câncer gastrointestinal. Materiais, sujeitos e métodos: Para a execução deste artigo de revisão, foram reexaminados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados no PubMed, SciELO e Cochrane entre 2000 e 2020, além de um manual sobre o ABC do câncer, desenvolvido pelo Instituto Nacional do Câncer – INCA, em 2011. Seis dos artigos analisados foram incorporados na revisão devido ao cumprimento dos critérios de inclusão. Resultados e discussão: Os resultados obtidos são discutidos, evidenciando descobertas significativas que confirmam a relação entre o estado nutricional e os parâmetros bioquímicos. Observa-se que o estado nutricional debilitado é capaz de estimular um desfecho pós-operatório desfavorável, permitindo concluir que o seguimento interdisciplinar pode contribuir na reabilitação desses pacientes.</p> Izabela Ribeiro Vieira Mendes Lucas Cabana Caruso Nicholas Oliveira Castro de Skowronski Thiago Queirós Rodrigues Marília Gomes da Cunha Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1902 e1902 10.46919/archv5n3espec-223 Cirurgia revisional em complicações nutricionais graves após cirurgia bariátrica: relato de 4 casos de uma única instituição e revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1903 <p>Introdução: A obesidade é uma condição complexa que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, resultante de inúmeras interações genéticas e ambientais. Devido à sua magnitude, os tratamentos clínicos muitas vezes não são suficientes para o manejo eficaz do quadro. Dessa forma, o tratamento cirúrgico vem crescendo e se tornando um dos principais aliados contra a obesidade. Como todo processo invasivo, as cirurgias bariátricas apresentam complicações quanto à restrição e disabsorção de nutrientes, gerando deficiências nutricionais graves. O presente artigo tem como objetivo analisar e compreender as deficiências nutricionais apresentadas no pós-operatório de cirurgias bariátricas. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo, foram utilizados artigos científicos e de revisão publicados nas bases indexadas do PubMED e SciELO entre os anos de 2020 e 2024. Resultados e discussão: As cirurgias bariátricas são tratamentos com resultados satisfatórios no manejo da obesidade, mas apresentam graves relações com distúrbios nutricionais no pós-operatório. É imprescindível o reconhecimento e manejo desses distúrbios para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Considerações finais: Nota-se uma correlação significativa entre deficiências nutricionais e a realização de cirurgias bariátricas. Embora o pós-operatório apresente vastas repercussões clínicas, as cirurgias bariátricas continuam sendo fundamentais para o tratamento da obesidade.</p> Mariana Colen Machado Anna Carolina Trombini Rinaldo Giovanna Garcia de Oliveira Luiz Otávio Carvalho Silveira Marcela Donley Wirgues Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1903 e1903 10.46919/archv5n3espec-224 Uso de torniquete nas hemorragias de extremidades na população civil: revisão sistemática da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1904 <p>Introdução: O uso de torniquete para controle de hemorragias de extremidades na população militar é bem estabelecido e difundido. Por outro lado, no meio civil, o tema é controverso e há intenso debate acerca dos benefícios e malefícios. O presente artigo tem como objetivo realizar uma revisão sistemática da literatura sobre as experiências e recomendações atuais relacionadas ao uso de torniquetes na população civil e seus desfechos. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração desta revisão sistemática, foram utilizados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados em Medline/PubMED e SciELO entre 2015 e 2022. Resultados e discussão: O uso de torniquete na população civil foi relacionado a melhores desfechos dos eventos hemorrágicos que poderiam evoluir para choque, além de não aumentar a taxa de desfechos desfavoráveis, como amputação do membro afetado, quando utilizado adequadamente. Considerações finais: O uso de torniquete está relacionado, na população civil, ao controle de hemorragias potencialmente fatais, e, quando utilizado adequadamente e respeitando-se os protocolos de uso, os benefícios superam os malefícios, com pouca relação à amputação de membros devido à isquemia ocasionada pelo uso inadequado do torniquete.</p> Amanda Souto Vaz Davi de Lima Silva Matheus Felipe Bueno Felipe Lôbo Marques Ferreira Lucas Matheus Rocha Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1904 e1904 10.46919/archv5n3espec-225 Pancreatite aguda e COVID-19: uma revisão integrativa da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1905 <p>Introdução: A Síndrome Respiratória Aguda Grave ganhou ainda mais destaque no cenário mundial em 2019 devido ao novo vírus SARS-CoV-2, responsável pela pandemia do novo coronavírus. Inicialmente, acreditava-se que a patologia era restrita apenas a sintomas respiratórios, até que manifestações extrapulmonares, especialmente as gastrointestinais, ganhassem destaque. A Pancreatite Aguda (PA), doença caracterizada por lesão pancreática com etiologias bem conhecidas, quando associada ao vírus SARS-CoV-2, demonstrou ser suscetível a complicações. Dentre os mecanismos de agravamento, relacionam-se a patogenia do vírus, os fármacos utilizados no tratamento da COVID-19 ou uma manifestação do organismo frente à infecção. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo de revisão, foram consultados artigos científicos e de revisão publicados e referenciados na SciELO entre 2020 e 2023. Resultados e discussão: Evidências mostram uma forte correlação entre o vírus SARS-CoV-2 e a apropriação dos receptores da Enzima Conversora de Angiotensina-2 (ECA-2) para instalação nas células humanas. Esses receptores estão presentes nas células alveolares dos pulmões e nas ilhotas pancreáticas, levando à associação da PA com a COVID-19. Considerações finais: Os pacientes dos artigos analisados apresentaram alterações significativas nos marcadores laboratoriais pancreáticos durante o período de manifestação da PA. Isso nos leva a uma associação compatível devido à ausência de outros fatores de risco predisponentes.</p> Victor Fajardo Bortoli Tífanny Beatriz Brito Mendes Lucas Montenegro de Souza Gabriella Belotti de Aguiar Maria Luiza Miranda Matos Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1905 e1905 10.46919/archv5n3espec-226 Embolia coronária: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1906 <p>Introdução: A Embolia Coronária (EC) é uma doença grave, que apresenta sintomas semelhantes ao Infarto Agudo do Miocárdio (IAM). Está relacionada à próteses valvares cardíacas, endocardite infecciosa e fibrilação atrial.&nbsp; Objetivo: O presente artigo tem por objetivo uma revisão de literatura acerca da etiopatogenia e fatores associados a essa condição. Materiais e métodos: Para elaboração do estudo foram consultados artigos científicos disponíveis nas bases MEDLINE/Pubmed e Scielo nas línguas inglesa e portuguesa de 1999 a 2024. Resultados e discussão: Na revisão dos estudos selecionados, foi observada prevalência no sexo masculino, principalmente em indivíduos da 4ª a 5ª década de vida, e observou-se como fatores de risco IAM prévio, Diabetes Mellitus, hipertensão arterial sistêmica, obesidade, dislipidemia, tabagismo, drogas ilícitas e histórico família positivo para doença arterial crônica­. O termo IAM é utilizado quando há lesão miocárdica, sendo pouco frequente em coronárias normais, fazendo parte deste grupo a embolia coronariana. Os êmbolos na circulação acometem, em sua maioria, a artéria coronária esquerda. A terapêutica do IAM por embolização coronariana não difere do manejo por causa aterosclerótica. A reperfusão miocárdica por intervenção coronária percutânea primária é padrão ouro, sendo desnecessária a aplicação de stents. Considerações finais: Pode-se perceber que a embolia coronária é um evento raro que, entretanto, vem apresentando crescimento progressivo. Futuras pesquisas devem se concentrar em elucidar os mecanismos patogênicos, desenvolver novas alternativas terapêuticas e aprimorar as técnicas de diagnóstico para um tratamento mais eficaz e personalizado.</p> Gabriela Simões Alencar André Conceição Menegotto Maria Paula Junqueira Nascimento Gabriela Delle Donne Cruz Pedro Lucas de Oliveira Franco Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1906 e1906 10.46919/archv5n3espec-227 Envenenamento por picada de cobra e coração: revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1907 <p>Introdução: Os acidentes ofídicos, considerados um importante problema de saúde pública, ocorrem especialmente em áreas rurais e países em desenvolvimento. Trata-se de uma doença tropical negligenciada, com elevadas taxas de morbidade e mortalidade, mesmo diante da existência de subnotificação no Sistema de Informação de Agravos de Notificação. As repercussões clínicas e prognósticas dependem do local anatômico da picada, grau de inoculação do veneno, propriedades específicas, toxicocinética, da composição e potência, tempo entre o acidente e o tratamento, apresentando diferentes efeitos locais e sistêmicos. No que tange à cardiotoxicidade e suas repercussões no sistema cardiovascular, poucos são os estudos encontrados. Objetivo: O presente artigo objetiva, portanto, apresentar uma revisão da literatura científica sobre os acidentes ofídicos e seus efeitos no coração, utilizando a metodologia qualitativa. Materiais/sujeitos e métodos: Foram analisados revistas acadêmicas e artigos científicos e de revisão, publicados em bases de dados Medline/PubMED, SciELO e outros, no período entre 2011 e novembro de 2023, além do Manual de diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos do Ministério da Saúde, de 2001. Resultados e discussão: Os efeitos cardiotóxicos dos venenos de cobra são diversos e complexos, exigindo um conhecimento profundo para melhorar os tratamentos disponíveis. O reconhecimento precoce e o manejo adequado dos pacientes exigem uma abordagem individualizada e multidisciplinar, levando em consideração os riscos e benefícios de cada opção terapêutica. Assim, inobstante a eficácia da terapia antiveneno, é fundamental observar, na literatura científica, a abordagem das limitações no manejo clínico dos pacientes vítimas de acidentes ofídicos, considerando, também, a composição e a toxicocinética nos diferentes tecidos e órgãos.&nbsp; Considerações finais: Assim, embora seja raro, é importante estarmos atentos à possibilidade de um acidente ofídico desencadear um evento coronário. A administração precoce do soro antiofídico e a monitoração cuidadosa das alterações na coagulação são fundamentais para o tratamento adequado dos pacientes.</p> Larissa Feitosa de Albuquerque Lima Ramos João Carlos Cardoso Baldini Luísa Wagner Borges Caldas Ana Luiza Lima Gonçalves Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1907 e1907 10.46919/archv5n3espec-228 Múltiplos adenomas hipofisários: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1908 <p>Introdução: O adenoma hipofisário é uma neoplasia benigna, com formação nas glândulas pituitárias. Sendo classificadas em adenomas secretantes de hormônios e não secretantes. Os sintomas gerados pelo prognóstico do tumor, como a compressão de estruturas adjacentes e as síndromes de produção hormonal, colaboram para diagnosticar essa patologia. Além disso, os exames de imagem e os testes hormonais são peças fundamentais para a elucidação diagnóstica. O tratamento dessa neoplasia é amplo pois pode englobar o uso de medicamentos, radioterapia e microcirurgia. Objetivo: O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão de literatura sobre a importância do diagnóstico dos adenomas hipofisários, assim como seus aspectos clínicos, doenças associadas e a terapêutica vasta desse tumor. Materiais, sujeitos e métodos: Trata-se de uma revisão sistemática em que foram realizadas diversas consultas em artigos científicos referenciados na SciELO, Medline/PubMED, BVS, sem restrição de periodicidade. Resultados e discussão: Evidencia-se que diversas patologias estão correlacionadas a esse tumor, sendo de extrema importância seu diagnóstico precoce, assim como a necessidade do seguimento médico regular para avaliar o resultado do tratamento e administrar as prováveis complicações. Considerações finais: Durante a pesquisa sobre essa patologia, percebeu-se uma extensa abordagem clínica e cirúrgica viabilizada para os enfermos com esses tumores. Uma anamnese rica, a análise hormonal e os exames de imagem, sendo a ressonância magnética considerada padrão-ouro para a constatação desse tumor, colaboram para a melhor terapêutica que será aplicada.</p> Larissa Fernandes Amaral Virgínia Manha Alvares Adriano Diógenes Fonseca Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1908 e1908 10.46919/archv5n3espec-229 Zika e coração: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1909 <p>Introdução: As arboviroses, como Dengue, Zika e Chikungunya, são doenças que geralmente têm curso benigno, com o tratamento consistindo, na maioria dos casos, em hidratação e suporte de acordo com cada caso clínico. O vírus Zika (ZIKV), pertencente à família Flaviviridae, na maioria dos casos, é transmitido principalmente através da picada de mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus infectados. Inicialmente, a infecção costuma apresentar sinais e sintomas leves, como febre baixa, mal-estar, dores musculares, exantema, cefaleia e conjuntivite. Objetivo: O presente artigo tem por objetivo estudar e analisar as complicações que podem ser causadas pelo vírus da Zika, e entender a fisiopatologia desta relação. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste estudo foi feita uma revisão sistemática de artigos científicos, publicados e referenciados na SCIELO, Pubmed e afins bem-conceituados. As consultas foram realizadas entre o período de maio e junho de 2024. Resultados e discussão: Evidências mostram intensa relação entre os distúrbios cardiovasculares e a doença causada pelo Zika vírus. Entre os principais achados cardiovasculares no estudo foram fibrilação atrial, insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida e comunicação interventricular. Considerações finais: apesar da maioria dos estudos demonstrarem relação entre a Zika e cardiopatias, ainda se faz necessário aumento no volume dos estudos para melhores conclusões acerca.</p> Ana Luiza de Alencar Amaral Laís Silva Rios Saad Marlon Reis Alcantara Thalia de Borges Kalil Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1909 e1909 10.46919/archv5n3espec-230 Da Faringite/Amigdalite Estreptocócica à Miocardite: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1910 <p>Introdução: A faringoamigdalite é uma infecção aguda da faringe, tonsila ou de ambas, que pode ser causada por vírus ou bactéria. A sua etiologia bacteriana é comumente causada pelo<a href="https://www.medicinanet.com.br/pesquisas/estreptococo_beta_hemolitico_do_grupo_a.htm"> estreptococo beta-hemolítico do grupo</a> A. Este pode cursar com complicações tardias, como a febre reumática, a qual pode causar uma miocardite. Objetivo: Mostrar que a identificação correta da doença, juntamente com a causa subjacente da inflamação das amígdalas e da faringe, é extremamente necessária para a orientação de todo o tratamento do indivíduo afetado, podendo evitar assim, transtornos inimagináveis. Materiais, sujeitos e métodos: Para a elaboração deste artigo foram consultados artigos científicos e artigos de revisão publicados e referenciados na Medline/PubMED, SciELO e Cochrane entre o ano de 2014 a 2024. Resultados e discussão: Evidências mostram que além da faringite estreptocócica prévia, o indivíduo precisa ter uma suscetibilidade genética, ocorrendo lesões auto-imunes e permanentes no tecido cardíaco, mediadas celulares inflamatórios. Considerações finais: Com um diagnóstico precoce associado ao tratamento adequado é possível que haja redução das complicações cardíacas reumatológicas das faringoamigdalites estreptoocócica assim como diminuição da morbidade e mortalidade cardiovascular.</p> Lorena Alcebíades Borges Poliana Rodrigues dos Santos Lucas Caetano Melo Gabriela Orsi Meireles de Barros Laura Beatriz Maia de Oliveira Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1910 e1910 10.46919/archv5n3espec-231 Radioterapia para adenomas hipofisários https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1911 <p>Introdução: A radioterapia é uma opção terapêutica eficaz para o tratamento de adenomas hipofisários, especialmente quando a cirurgia e a terapia medicamentosa não são viáveis ou não conseguem controlar o crescimento tumoral. Objetivo: Descrever a eficácia, a segurança e o papel da radioterapia externa convencional bem como da radiocirurgia no tratamento dos tumores da hipófise. Materiais/Sujeitos e Métodos: Para tal, foi realizada uma revisão sistemática da literatura, com artigos retirados das plataformas Google Acadêmico, SciELO e PubMED que apresentaram data de publicação entre os anos mais recentes. Resultados e discussão: Este método utiliza radiação ionizante para reduzir o tamanho do tumor, inibindo sua progressão e aliviando os sintomas associados à compressão dos tecidos circundantes. Várias modalidades de radioterapia, incluindo radioterapia convencional, radiocirurgia estereotáxica e radioterapia com feixes de prótons, estão disponíveis, cada uma com suas próprias vantagens e limitações. A escolha da técnica depende de vários fatores, como o tamanho e a localização do adenoma, a saúde geral do paciente e as preferências individuais. Considerações finais: Embora a radioterapia possa levar algum tempo para manifestar seus efeitos completos, ela tem demonstrado ser uma opção segura e eficaz a longo prazo para o tratamento de adenomas hipofisários.</p> Sara Araújo de Oliveira Lima Jéssica Florisbelo Leão Barbosa Eduardo de Campos Pavan Victor Rennó Boa Sorte Ladeia Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1911 e1911 10.46919/archv5n3espec-232 Síndrome autoimune da insulina: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1912 <p>Introdução: A síndrome autoimune da insulina (IAS), também conhecida como doença de Hirata, é uma condição rara e peculiar caracterizada por hipoglicemia recorrente devido à produção excessiva de insulina não mediada pela glicose. Este distúrbio é geralmente associado à presença de autoanticorpos contra a própria insulina, resultando em episódios de hipoglicemia grave e potencialmente perigosa. Objetivo: Este artigo revisa os principais aspectos clínicos, fisiopatológicos, diagnósticos e terapêuticos da IAS destacando a importância do reconhecimento precoce e do manejo adequado para mitigar os riscos de hipoglicemia e melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados. Materiais/sujeitos e métodos: Foi realizada uma pesquisa nas bases de dados da Scientific Electronic Library Online (Scielo Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), na base Lilacs e PubMed. Resultadoe e discussão: O diagnóstico laboratorial é dado pelo aumento de insulina, pró-insulina e peptídeo C, além da dosagem do autoanticorpo. Porém, ainda não existe um tratamento específico para essa doença. Tendo isto em vista, sugere-se a suspensão de medicações que possam desenvolvê-la, evitar consumo de carboidratos em excesso, tratamento com corticoides e imunossupressão com rituximabe e azatioprina. Considerações finais: É primordial a confirmação diagnóstica para que possa ser realizada uma abordagem terapêutica específica. No entanto, mais estudos devem ser realizados a fim de melhorar o diagnóstico precoce e o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas.</p> Larissa Cristina Moraes Silva Felipe Pacola Lopes Louane Santos Machado Mariana Nunes Soares Alissa Amoras Magalhães Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1912 e1912 10.46919/archv5n3espec-233 Risco de Câncer na tireoidite de Hashimoto: uma revisão sistemática https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1913 <p>Introdução: A Tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune comum, caracterizada pela inflamação crônica da glândula tireoide. Pesquisas sugerem uma possível associação entre a Doença de Hashimoto e um risco aumentado de câncer de tireoide, particularmente o carcinoma papilífero da tireoide. Dada a prevalência de ambas as condições, é crucial entender a possível correlação e suas implicações clínicas. Objetivo: Fazer uma revisão sistemática a respeito da doença. Materiais, Sujeitos e Métodos: A revisão foi realizada por meio da pesquisa em bases de dados científicas, incluindo ensaios clínicos relevantes, para identificar o risco de câncer em pacientes portadores da Tireoidite de Hashimoto. Resultados e Discussão: A análise dos estudos selecionados revelou uma incidência maior de Carcinoma Papilífero em indivíduos com Tireoidite de Hashimoto em comparação com a população geral. Diversos estudos indicaram que a inflamação crônica, a predisposição genética e a disfunção do sistema imunológico são possíveis mecanismos que podem explicar essa correlação. No entanto, as evidências não são conclusivas sobre a natureza causal dessa associação. A variabilidade nos métodos de diagnóstico e nos critérios de inclusão dos estudos revisados contribui para a heterogeneidade dos resultados. Portanto, embora exista uma tendência de aumento do risco, a ligação exata entre Tireoidite de Hashimoto e câncer de tireoide ainda necessita de esclarecimentos adicionais. Considerações finais: A revisão sistemática sugere que pacientes com tireoidite de Hashimoto possuem um risco aumentado de desenvolver carcinoma papilífero da tireoide. Apesar das evidências indicarem uma correlação, a relação causal ainda não está completamente elucidada, o que demanda mais estudos aprofundados. Clinicamente, é essencial o monitoramento cuidadoso dos pacientes com a doença de Hashimoto para a detecção precoce de malignidades tireoidianas, garantindo um melhor prognóstico e tratamento adequado.</p> Bruno Rocha Guedes Letícia Góes Pereira Vinícius Tadeu Silveira Alves Paula Kathlyn de Oliveira Talita Pereira dos Santos Silva Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1913 e1913 10.46919/archv5n3espec-234 Carcinoma de tireóide na doença de Graves: uma revisão da literatura https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1914 <p>Introdução: A relação entre o carcinoma de tireoide e a doença de Graves ainda não é bem estabelecida, mas estudos apontam o papel do TSH como promotor de crescimento tumoral. Embora a agressividade da neoplasia possa ser variável, a coexistência do hipertireoidismo de Graves indica pior prognóstico ao paciente. Objetivo: revisar, em bases de dados, sobre a influência da doença de Graves na patogênese do carcinoma tireoidiano, discutindo o manejo e tratamento adequado. Metodologia: A pesquisa foi realizada no período de junho de 2024, em artigos e revisão de literatura em bases de dados como Scielo e PubMed no período de 2019 a 2024 utilizando descritores em saúde como critérios de inclusão, e excluídos os artigos publicados previamente, em duplicada ou que não estavam disponíveis na íntegra. Discussão: Para um diagnóstico assertivo da coexistência das patologias apresentadas, além de uma anamnese e um exame físico detalhados, utiliza-se um ultrassom tireoidiano, revelando, além do “inferno tireoidiano”, compatível com Graves, um nódulo. Além disso, pode-se utilizar a PAAF, classificando o nódulo em benigno ou maligno. Uma vez diagnosticado, opta-se pela tireoidectomia total ou parcial, efetuando uma ressecção ainda mais extensa como forma de deixar margens livres. Considerações finais: apesar de pouca incidência da coexistência das duas alterações, não são excludentes, portanto, é dever da equipe médica um diagnóstico e conduta assertivos e precoces, garantido bem-estar ao paciente.</p> Bruna Carolina Hasse Queren Hapuque Oliveira Alencar Milena Bentivoglio Cunha Naves Vasconcelos Maria Luiza Ferreira Cambréa Karen Larissa Costa Copyright (c) 2024 2024-07-23 2024-07-23 5 3 e1914 e1914 10.46919/archv5n3espec-235