Sobre o planejamento e a (DES)articulação das políticas públicas no Brasil: a saúde e o meio ambiente

Authors

  • Mariana Matera Veras
  • José Guilherme V. Closs
  • Vcitor Yuri Yariwake
  • Paulo H. N. Saldiva
  • Nathalia Villa dos Santos
  • Lais Fajerstzjan

DOI:

https://doi.org/10.46919/archv1n6-019

Keywords:

saúde, meio ambiente, políticas públicas

Abstract

Em 2001, a Organização Mundial da Saúde já indicava que a saúde deveria ser prioridade nas políticas das nações já que é o principal fator estrutural para o crescimento econômico e para a redução da pobreza. Muitos fatores interagem de forma a determinar ou influenciar o estado de saúde de um indivíduo ou comunidade havendo, portanto, diversas oportunidades de intervenção positiva das diferentes políticas públicas sobre a saúde sejam elas de meio ambiente, transporte ou econômicas. Prever todos os impactos das diferentes políticas sobre a saúde é muito difícil, entretanto, a inclusão de aspectos relacionados à saúde na elaboração e no planejamento de novas políticas contribuiria de forma efetiva para a melhoria e promoção da saúde em todos os níveis sociais. Neste estudo analisamos com base na literatura científica, documentos oficiais do governo e na mídia impressa duas situações onde a falta de comunicação, aproximação e engajamento dos diferentes setores e pastas podem comprometer diretamente a saúde da população brasileira, além de prejudicar resultados de planos e políticas anteriores. As duas situações selecionadas para este estudo referem - se ao momento da tomada de decisão ou, ao da formulação de uma política pública de saúde específica. A responsabilidade sobre a vida humana deve estar à frente dos interesses econômicos e isto exige que o meio ambiente como determinante da saúde e a saúde por si sejam levados em consideração no s planos de ação estatal, seja no curto, médio e longo prazo. As autoridades governamentais e os grandes empresários devem assumir esse ônus (econômico) em conjunto com a sociedade, redirecionando a política econômica de suas decisões ao bem da vida e à saúde da população. A situação de desconsideração das questões de saúde e meio ambiente podem ser parcialmente explicadas pelo modelo político-econômico brasileiro que favorece processos produtivos mesmo que estes impliquem em danos diretos ou indiretos sobre a saúde e pela falta de preparo técnico de gestores e profissionais da saúde na avaliação dos impactos sobre a saúde das políticas e ações de outros setores e para assumir a necessidade de ações inter setoriais. As ações do governo e suas consequências sobre o bem-estar e saúde da população requerem hoje um novo modelo de governança no qual um olhar mais holístico é necessário sendo o “método da Saúde em todas as Políticas” uma forma já testada em outros países, para orientar e auxiliar líderes e formuladores de políticas a integrar a o aspecto saúde durante o desenvolvimento, implementação e avaliação das políticas públicas e serviços prestados.

Published

2020-12-22

How to Cite

VERAS, M. M. .; V. CLOSS, J. G. .; YARIWAKE, V. Y. .; SALDIVA, P. H. N. .; SANTOS, N. V. dos .; FAJERSTZJAN, L. . Sobre o planejamento e a (DES)articulação das políticas públicas no Brasil: a saúde e o meio ambiente. Journal Archives of Health, [S. l.], v. 1, n. 6, p. 584–595, 2020. DOI: 10.46919/archv1n6-019. Disponível em: https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/159. Acesso em: 23 jul. 2024.