O valor do Jiu-Jítsu para pré-adolescentes acometidos pelo transtorno do espectro autista que expressam corporalmente a dificuldade de relacionamento intrapessoal numa perspectiva neuropsicopedagógica

Authors

  • Leonardo Vinicius Diniz Cavalcante da Silva
  • Iris Lima e Silva
  • Ana Régia Alves Diniz
  • Heron Beresford
  • Fabrício Bruno Cardoso

DOI:

https://doi.org/10.46919/archv4n1-007

Keywords:

transtorno do espectro autista, relação intrapessoal, Jiu-Jítsu brasileiro

Abstract

O objetivo desse estudo foi de estabelecer uma reflexão teórica, acerca do valor de um programa de capacidades físicas e habilidades cognitivas e motoras inerentes a prática do Jiu-Jítsu brasileiro voltada para pré-adolescentes autista, com idade entre 09 a 12 anos que expressam corporalmente a dificuldade em estabelecer a relação intrapessoal. Isso foi pautado na lacuna que existe na prática de atividades físicas, principalmente, na prática de lutas por pessoas acometidas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Embora existam alguns trabalhos que circundam este tema, ainda são poucos para a complexidade e esgotamento do assunto, além disso, sobre a temática do Jiu-Jítsu brasileiro para pessoas com TEA pouco se conhece. Então, o presente trabalho de opinião dos autores busca oferecer uma nova perspectiva no âmbito da educação física para pessoas acometidas com TEA, através das atividades de artes marciais, tendo por base o Jiu-Jítsu brasileiro, para tal fim, buscou-se basear as condutas de outras pesquisas com artes marciais e indivíduos com TEA, sempre relacionando com as principais carências identificadas nas pesquisas levantadas que se propõem investigar o TEA como de causa oriunda em uma disfunção da função executiva ou da amígdala. Diante disso, existe a expectativa de ser possível preencher as carências características de pessoas com TEA por meio das atividades do Jiu-Jítsu brasileiro.

References

ADCOCK, J.; CUVO, A. J. Enhancing learning for children with autism spectrum disorders in regular education by instructional modifications. Research in Autism Spectrum Disorders, p. 319-328, 2009.

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-IV. 4th ed. Washington, DC, p. 65-78, 1994.

ARAGÃO, G. F. Transtorno do espectro autista. Concepção atual e multidisciplinar na saúde. Editora: Amplla, Campina Grande, PB, 2022.

ASSUMPÇÃO JÚNIOR, F. B.; PIMENTEL, A. C. M. Autismo infantil. Revista Brasileira de Psiquiatria, 22 (supl II), p. 37-9, 2000.

BAHRAMI B.; KARSTEN, O.; LATHAM, P. E.; ROEPSTORFF A.; REES G.; FRITH, C. D. Optimally interacting minds. Science, (329), p. 1081–85, 2010.

BARBERINI, K. Y. A escolarização do autista no ensino regular e as práticas pedagógicas. Cadernos de Pós-Graduação em Distúrbios do Desenvolvimento, São Paulo, v. 16, n. 1, p. 46-55, 2016.

BARON-COHEN S. The Autistic Child’s Theory of Mind: a Case of Specific Developmental Delay. Journal Child Psychiat, 30 (2), p. 285-297, 1989.

BELISÁRIO FILHO, J.F.; CUNHA, P. A educação especial na perspectiva da inclusão escolar: transtornos globais do desenvolvimento. Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial. Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Volume 9, cap. 1, p. 8, 2010.

BERESFORD, H. Apostila do Curso de Especialização em Educação Física Escolar. [Disciplina], Bases Epistemológicas e Axiológicas da Educação. UERJ, 2010.

BHAUMIK, S.; TYRER, F.; BARRETT, M.; TIN, N.; et al. The relationship between carers' report of autistic traits and clinical diagnoses of autism spectrum disorders in adults with intellectual disability. Research in Developmental Disabilities, 31 (3), p. 705-12, 2010.

BRIM, D.; TOWNSEND, D. B.; DEQUINZIO, J. A.; POULSON, C. L. Analysis of social referencing skills among children with autism. Research in Autism Spectrum Disorders, (3), p. 942–958, 2009.

BRITO, M. C.; CARRARA, K. Alunos com distúrbios do espectro autístico em interação com professores na educação inclusiva: descrição de habilidades pragmáticas. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol., 15 (3), p. 421-9, 2010.

COLL, C; PALACIOS, J; MARCHESI, A. Desenvolvimento Psicológico e educação – Necessidades Educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 1995.

FERNELL, E.; GILBERG, C. Autism spectrum disorder diagnoses in Stockholm preschoolers. Res. Dev. Disabil., 31 (3), p. 680-5, 2010.

LAKATOS, E.M.; MARCONI M.A. Fundamentos de metodologia científica. 3ª ed. São Paulo: Atlas; 1991.

LOPES-HERRERA, S. A. Avaliação de estratégias para desenvolver habilidades comunicativas verbais em indivíduos com autismo de alto funcionamento e síndrome de Asperger. São Carlos: Universidade Federal de São Carlos, 2004.

LOURENÇO, C. C. V.; et al. Avaliação dos Efeitos de Programas de Intervenção de Atividade Física em Indivíduos com Transtorno do Espectro do Autismo. Revista Brasileira de Educação Especial, v. 21, p. 319-328, 2015.

MEIRELLES, A. M. Benefícios da prática do jiu-jítsu no comportamento psicossocial de crianças de 05 á 10 anos de idade na visão dos pais e/ou responsáveis. Anima, Santa Catarina, p. 1-26, 2018.

NICHOLSON, H.; et al. The effects of antecedent physical activity on the academic engagement of children with autism spectrum disorder. Psychology in the Schools, v. 48, n. 2, p. 198-213, 2011.

OBRUSHNIKOVA, I.; MICCINELLO, D. L. Parent perceptions of factors influencing after-school physical activity of children with autism spectrum disorders. Adapted Physical Activity Quarterly, 29, p. 63-80,2012.

PAN, C. Y.; et al. The impacts of physical activity intervention on physical and cognitive outcomes in children with autism spectrum disorder. Autism, v. 21, n. 2, p. 190-202, 2017.

PEREIRA A. M. Autismo Infantil: Tradução e validação da CARS (childhood autism rating scale) para uso no Brasil. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2007.

RAPIN, I.; GOLDMAN, S. A escala CARS brasileira: uma ferramenta de triagem padronizada para o autismo. Jornal de Pediatria, 6, p. 473-75, 2008.

SCHWARTZMAN, J.S. Autismo infantil. Temas sobre Desenvolvimento Edição Especial, 2 (10), 1993.

SILVA, D. S.; SILVA, C. M. A influência da prática do jiu-jitsu na infância. Ciência Atual, Rio de Janeiro, v. 11, nº 1, p. 2-12, 2018.

SILVA, T. E. L.; SILVA, M. G. G.; ESPÍNDOLA, W. C. F. Os benefícios do jiu-jitsu para a saúde: um incentivo para a prática esportiva. Revista Científica da FASETE, p. 186-192, 2015.

SILVA, W. M.; COELHO, A. T. C. B. O processo de aquisição de linguagem para a criança com transtorno do espectro autista: artigo de revisão. Research, Society and Development, v. 10, n. 1, p. 1-13, 2021.

SIMÕES, H.; SANTOS, P. M.; PEREIRA, B.; FIGUEIREDO, A. As Artes Marciais e os Desportos de Combate e o Bullying: uma revisão sistemática. Retos, número 39, p. 835-843, 2021.

TARELHO, L. G. Investigação da Percepção dolorosa em pacientes com autismo de alto funcionamento. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2005.

TRAMONTIN, Z.; PERES, L. S. O karatê como ferramenta minimizadora da agressividade no ambiente escolar. Programa de Desenvolvimento Educacional do Governo do Estado do Paraná (PDE), 2008.

TRUSZ, R. A.; DELL’AGLIO, D. D. A prática do judô e o desenvolvimento moral de crianças. Revista brasileira de psicologia do esporte, vol. 3 nº 2, São Paulo, 2010.

TUCHMAN, R.; RAPIN, I. Epilepsy in autism. Lancet. Neurology, 1, p. 352-58, 2002.

VASQUES, C.K. A babel diagnóstica e a escolarização de sujeitos com autismo e psicose infantil: Atos de uma leitura. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2008.

Downloads

Published

2023-02-03

How to Cite

DA SILVA, L. V. D. C.; LIMA E SILVA, I.; DINIZ, A. R. A.; BERESFORD, H.; CARDOSO, F. B. O valor do Jiu-Jítsu para pré-adolescentes acometidos pelo transtorno do espectro autista que expressam corporalmente a dificuldade de relacionamento intrapessoal numa perspectiva neuropsicopedagógica. Journal Archives of Health, [S. l.], v. 4, n. 1, p. 57–67, 2023. DOI: 10.46919/archv4n1-007. Disponível em: https://ojs.latinamericanpublicacoes.com.br/ojs/index.php/ah/article/view/1251. Acesso em: 23 jul. 2024.